
Seja bem vindo ao meu canal, sou José João Membro da Comunidade Canção Nova desde 1998. Filho, esposo e pai. Bacharel em Administração, 2021 Bacharel em Teologia, 2025 Intercessor e Pregador Escritor e Colunista Filho Espiritual de São José Eu desejo um Avivamento como teve São José. Que venha um Poderoso Pentecostes sobre a face da terra. Link para minhas redes sociais: https://linktr.ee/josejoaocn
quinta-feira, 19 de junho de 2025
O Imaculado Coração de Maria nos alcança todos os dias

segunda-feira, 2 de junho de 2025
Sequência de Pentecostes
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Reze conosco a Sequência de Pentecostes, um belíssimo hino litúrgico que entoamos para suplicar a vinda do Espírito Santo.
A Sequência de Pentecostes é um hino tradicionalmente entoado no domingo em que celebramos a solenidade de Pentecostes, 50 dias depois da Páscoa. Na liturgia, ele é cantado logo após a aclamação do Evangelho (Aleluia), como uma extensão dela. Por isso é conhecida como “sequência”.
A beleza litúrgica da Sequência de Pentecostes
A “Sequência de Pentecostes”, também chamada Veni, Sancte Spiritus, é uma das mais belas composições litúrgicas da Igreja. Recitada ou cantada na Solenidade de Pentecostes, ela sucede o Aleluia como uma súplica poética à terceira Pessoa da Santíssima Trindade.
Escrita no século XIII, é tradicionalmente atribuída a Stephen Langton, arcebispo de Canterbury. Sua profundidade teológica e linguagem inspirada fizeram com que fosse chamada aurea – isto é, “dourada”. Entre as sequências que permaneceram na liturgia após o Concílio Vaticano II, esta é a mais celebrada e universalmente conhecida.
O que é uma sequência litúrgica?
Na tradição da Igreja, uma sequência é um hino que prolonga e medita o mistério proclamado no Evangelho, especialmente em solenidades. Sua função é preparar os corações para a escuta da Palavra e para a plenitude da celebração. No Pentecostes, a sequência é proclamada ou cantada solenemente logo antes do Evangelho.
Além do Pentecostes, temos sequências na Páscoa (Victimae paschali laudes), em Corpus Christi (Lauda Sion) e na festa de Nossa Senhora das Dores (Stabat Mater).
Reze a Sequência de Pentecostes
Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz!Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações vossos sete dons.
Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde!
No labor descanso, na aflição remanso, no calor aragem.
Sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele.
Ao sujo lavai, ao seco regai, curai o doente.
Dobrai o que é duro, guiai no escuro, o frio aquecei.
Dai à vossa Igreja, que espera e deseja, vossos sete dons
Dai em prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna!
Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós!
quinta-feira, 29 de maio de 2025
Novena de Pentecostes
NOVENA DE PENTECOSTES
O dom do Espírito Santo fora anunciado pelos profetas para os tempos messiânicos. A sua descida sobre os Apóstolos é o pórtico dessa era nova. Funda-se então a Igreja e é-lhe conferido o espírito de Cristo, "para renovar a face da Terra". A narrativa dos Atos dos Apóstolos recorda os acontecimentos do dia de Pentecostes: a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos e os fenômenos que a acom-panham, particularmente o milagre das línguas, símbolo da missão universal dos Apóstolos. Todas as nações são chamadas a ouvir a proclamação da Boa-Nova.
A essa presença do Espírito Santo que inspira e dirige a Igreja na sua missão de pregar o Evangelho até aos confins do mundo, acresce uma presença mais íntima e mais pessoal, que faz dos Apóstolos homens novos, transformando-lhes a própria natureza pela ação penetrante do Espírito Santo em seus corações, sinal do que acontece com todos os fiéis incorporados ao Corpo Místico de Cristo.
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Oração inicial para todos os dias
Vinde, Espírito Criador, visitai as almas dos vossos; enchei de graça celestial os corações que criastes!
Sois o Divino Consolador, o dom do Deus Altíssimo, fonte viva, o fogo, a caridade, a unção dos espirituais.
Com os vossos sete dons, sois o dedo da direita de Deus, Solene promessa do Pai Inspirando nossas palavras.
Acendei a luz nos sentidos; insuflai o amor nos corações;
amparai na constante virtude a nossa carne enfraquecida.
Afastai para longe o inimigo; Trazei-nos prontamente a paz; Assim guiados por Vós Evitaremos todo o mal.
Por Vós explicar-se-á o Pai E conheceremos o Filho;
Dai-nos crer sempre em Vós,
Espírito do Pai e do Filho.
Glória ao Pai, Senhor, Ao Filho que ressuscitou, Assim como ao Consolador.
Por todos os séculos. Amém
MEDITAÇÃO DO PRIMEIRO DIA
"E apareceram-lhes repartidas, como que linguas de fogo." (At 2.3).
Jesus mesmo declarou que descera à Terra exatamente para inflamar com esse fogo sagrado os nossos corações, e que seu único desejo era vê-lo aceso: "Eu vim trazer fogo à Terra, que quero Eu, senão que ele seja aceso?" (Lc 12,49). Eis aqui porque, esquecendo as injúrias e as ingratidões dos homens, logo que subiu ao Céu nos enviou o Espírito Santo. Assim, ó Redentor amantíssimo, na vossa glória, como nos vossos sofrimentos e humilhações, nos amais sempre?
Pela mesma razão, o Espírito Santo quis aparecer no Cenáculo sob a forma de línguas de fogo: "E apareceram-lhes repartidas como que línguas de fogo" (At 2,3). Por isso a Igreja nos faz rezar com estas palavras: "Ó Senhor, fazei que o vosso divino Espírito nos inflame com o fogo que Jesus Cristo veio trazer sobre a Terra, e que desejou tão arden-temente ver brilhar nela". Foi este amor o fogo que inflamou os santos a fazerem grandes coisas para Deus: a amar os inimigos, a desejar os desprezos, a despojar-se de todos os bens terrenos e a abraçar com alegria os tormentos e a morte. O amor não pode ficar ocioso e nunca diz: "Basta". A alma que ama a Deus, quanto mais faz por seu Amado, mais quer fazer ainda, para mais lhe agradar e ganhar mais e mais a sua afeição.
II. O Espírito Santo acende o fogo do amor divino por meio da meditação: "Na minha meditação se acenderá o fogo" (Sl 38,4). Se então desejamos arder em amor para com Deus, amemos a oração; ela é a feliz fornalha em que o coração se abrasa nesse amor celeste.
Meu Deus, até aqui nada fiz por Vós, que tão grandes coisas haveis feito por mim. Ah! Quanto a minha frieza vos deve mover a rejeitar-me! Peço-vos, ó Espírito Santo: aquecei o que está frio. Livrai-me da minha frieza e inspirai-me um grande desejo de vos agradar. Renuncio a todas as minhas satisfações e antes quero morrer do que dar-vos o menor desgosto. Aparecestes sob a forma de línguas de fogo: consagro-vos a minha língua, para que não vos ofenda mais. Ó Deus, Vós me destes a língua para vos louvar, e dela me tenho servido para vos ultrajar e levar os outros também a ofender-vos! Arrependo-me de toda a minha alma.
Ah! Pelo amor de Jesus Cristo, que na sua vida vos honrou tanto com sua língua, fazei com que de agora em diante não cesse de vos honrar, celebrando vossos louvores, invocando-vos muitas vezes, falando da vossa bondade e do amor infinito que mereceis. Amo-vos, meu soberano Bem; amo-vos, ó Deus de amor. - Ó Maria, sois vós a esposa mais querida do Espírito Santo; obtende-me esse fogo divino.
ORAÇÕES FINAL PARA TODOS OS DIAS
Pai-Nosso; Ave-Maria; Glória ao Pai
Ladainha do Divino Espírito Santo (acesse aqui)
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém!
MEDITAÇÃO DO SEGUNDO DIA
"Ilumine os meus olhos. para que eu não durma jamais na morte." (SI 12.4).
1. Um dos maiores danos que nos causou o pecado de Adão é o obscurecimento da nossa razão pelo efeito das paixões que nos ofuscam o espírito. Muito desgraçada é a alma que se deixa dominar por alguma paixão! A paixão é uma nuvem, um véu, que nos impede de ver a verdade. Como pode fugir do mal aquele que não o conhece! E esse obscurecimento da nossa razão aumenta em proporção do número de nossos pecados.
Mas o Espírito Santo, que é chamado Luz benfazeja (Lux beatíssima), com os seus esplendores divinos, não somente abrasa os nossos corações no seu santo amor, como também dissipa as nossas trevas e nos faz conhecer a vaidade dos bens terrenos, o valor dos eternos, a importância da Salvação, o preço da graça, a bondade de Deus, o amor infi-nito que Ele merece e o imenso amor que nos tem.
"O homem animal não percebe as coisas que são do Espírito de Deus" (I Cor 2,14). O homem chafurdado no lamaçal dos prazeres mundanos pouco percebe as verdades da fé. Eis porque o infeliz tem amor ao que devia odiar, e odeia ao que devia amar. Santa Maria Madalena de Pazzi exclamava: "O amor não é conhecido! O amor não é amado!". Santa Teresa dizia igualmente que Deus não é amado porque não é conhecido. Também os santos pediam sem cessar ao Senhor luz e mais luz: enviai a vossa luz; dissipai minhas trevas; abrimeus olhos; porque, sem sermos esclarecidos, não podemos evitar os precipícios nem achar a Deus.
II. Como fruto desta meditação, tomemos a resolução de recorrer muitas vezes ao Espírito Santo nas difi-culdades que encontramos, não somente nos negócios espirituais da alma, mas também nos corporais, especialmente nos de mais graves consequências. Lembremo-nos, porém, de que Deus não nos comunicará sempre as suas luzes imediatamente; as mais das vezes se servirá, para tal fim, dos nossos superiores e pais espirituais que Ele deixou como seus representantes na Terra: "Quem vos ouve, a mim ouve, e quem vos despreza, a mim despreza" (Lc 10,16).
Santo e divino Espírito, creio que sois verdadeira-mente Deus, e um só Deus com o Pai e o Filho. Adoro-vos e reconheço-vos por autor de todas as luzes com as quais me fizestes conhecer o mal que fiz ofendendo-vos, e quanto sou obrigado a amar-vos. Graças vos dou e me arrependo sumamente de vos haver ofendido. Merecia que me abandonásseis nas minhas trevas, mas vejo que ainda não me abandonastes.
Ó Espírito Eterno, continuai a esclarecer-me e a fazer-me conhecer sempre melhor a vossa bonda-de infinita, e dai-me força para vos amar no futuro de todo o meu coração. Ajuntai graça à graça, para que eu fique docemente unido à Vós e obrigado a não amar senão à Vós. Eu vo-lo suplico pelos merecimentos de Jesus Cristo. Amo-vos, ó meu soberano Bem, amo-vos mais que a mim mesmo. Quero ser todo vosso; recebei-me e não permitais que me afaste mais de Vós. - Ó Maria, minha Mãe, assisti-me sempre por vossa intercessão.
(Fazer as Orações finais para todos os dias.)
MEDITAÇÃO DO TERCEIRO DIA
MEDITAÇÃO DO QUARTO DIA
Como devemos guardar os Domingos e os dias Santos?
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O domingo é chamado de "o dia do Senhor", pois foi nele que Jesus Cristo ressuscitou e deu início à nova criação. Ele se "distingue expressamente do sábado, ao qual sucede cronologicamente, a cada semana, e cuja prescrição substitui, para os cristãos" (CIC 2175). Ou seja, o domingo, após a ressurreição do Senhor Jesus, substituiu o sábado, que era guardado anteriormente. É tão importante que consta da lista dos dez mandamentos. Trata-se do terceiro e diz: "guardar domingos e festa de guarda".
O Catecismo continua ensinando que participar da Santa Missa no domingo é observar "a prescrição moral naturalmente inscrita no coração do homem de 'prestar um culto exterior, visível, público e regular'" a Deus. Diz ainda que "a celebração dominical do Dia e da Eucaristia do Senhor está no coração da vida da Igreja" (CIC 2176). Além disso, existe uma obrigação, para o próprio bem do fiel, na participação dominical, que só pode ser isentado por motivos realmente sérios:
"A Eucaristia do domingo fundamenta e sanciona toda a prática cristã. Por isso os fiéis são obrigados a participar da Eucaristia nos dias de preceito, a não ser por motivos muito sérios (por exemplo, uma doença, cuidado com bebês) ou se forem dispensados pelo próprio pastor. Aqueles que deliberadamente faltam a esta obrigação cometem pecado grave." (CIC 2181)
O Código de Direito Canônico, em seu Cânon 1247, complementa o ordenamento quando diz que "no domingo e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa; além disso, devem abster-se das atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, a alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo." Ora, percebe-se assim que é preciso um outro posicionamento diante do domingo e dos dias de preceito. Não se trata somente de ir à missa e de não trabalhar. É preciso também olhar para o outro, reconhecendo nele igualmente a necessidade de guardar o mesmo preceito. Veja:
"Santificar os domingos e dias de festa exige um esforço comum. Cada cristão deve evitar impor sem necessidades a outrem o que o impediria de guardar o dia do Senhor. Quando os costumes (esportes, restaurantes etc.) e as necessidades sociais (serviços públicos etc.) exigem um trabalho dominical, cada um assuma a responsabilidade de encontrar um tempo suficiente de lazer. Os fiéis cuidarão, com temperança e caridade de evitar os excessos e as violências causadas às vezes pelas diversões de massa. Apesar das limitações econômicas, os poderes públicos cuidarão de assegurar aos cidadãos um tempo destinado ao repouso e ao culto divino. Os patrões têm uma obrigação análoga com respeito aos seus empregados." (CIC 2187)
O repouso dominical, para o católico, não é um fim em si mesmo. O centro dessa prática não está no repouso, mas sim na Eucaristia, no culto divino, na santificação daquele tempo da graça. O Bem-aventurado Papa João Paulo II, em sua carta apostólica Dies Domini, reflete ainda mais profundamente sobre o domingo:
"Aos discípulos de Cristo, contudo, é-lhes pedido que não confundam a celebração do domingo, que deve ser uma verdadeira santificação do dia Senhor, com o « fim de semana » entendido fundamentalmente como tempo de mero repouso ou de diversão. Urge, a este respeito, uma autêntica maturidade espiritual, que ajude os cristãos a « serem eles próprios », plenamente coerentes com o dom da fé, sempre prontos a mostrar a esperança neles depositada (cf. 1 Ped 3,15). Isto implica também uma compreensão mais profunda do domingo, para poder vivê-lo, inclusivamente em situações difíceis, com plena docilidade ao Espírito Santo".
Portanto, é dever de cada cristão católico empenhar-se a valorizar esse dia sagrado, para que seja cada vez mais reconhecido e vivido de maneira mais apurada. Assim o fazendo, não só o próprio indivíduo, mas a comunidade e a sociedade como um todo receberão os frutos e os benefícios dessa influência.
Por fim, oportuna é a exortação do Beato João Paulo II no final da Dies domini, convocando os filhos de Deus para que "ao encontrarem a Igreja que cada domingo celebra alegremente o mistério donde lhe vem toda a sua vida, possam encontrar o próprio Cristo ressuscitado." E chama a todos para que, "renovando-se constantemente no memorial semanal da Páscoa, tornem-se anunciadores cada vez mais credíveis do Evangelho que salva e construtores ativos da civilização do amor."
Leia também: Como devemos guardar os Domingos e dias Santos?
quarta-feira, 28 de maio de 2025
A Grande Apóstola da Devoção a São José
Vejamos ainda este caso narrado por Santa Teresa no seu livro das Fundações.
"Fui um dia fazer a fundação de um convento que devia tomar o nome do nosso Pai São José. Eu e as minhas companheiras íamos numa carruagem. Em determinada altura, no meio da montanha, os cavalos tomaram o freio nos dentes e íamos pricipitar-nos nos abismos. Gritei então: Minhas filhas, só nos resta um meio de escapar à morte: é recorrer ao nosso bom Pai São José e invocar o seu auxílio. Assim o fizemos e ouviu-se uma voz gritar: Parai! Parai! Se dais mais um passo morrereis todos. Os cavalos pararam imediatamente e as religiosas perguntaram para que lado deviam seguir. A voz indicou-nos o caminho, obedecemos e fomos salvas. Então o cocheiro começou a buscar aquele que lhe tinha falado, mas foi impossível descobri-lo. Respondi então: É bem em vão que o nosso guia procura descobri-lo; o nosso salvador foi São José e disse-o porque o reconheci."
Lembro que Santa Teresa aos treze conventos que fundou em vida a todos pos o nome de São José.
São José apareceu a santa Teresa de Jesus na Quaresma

São José apareceu para santa Teresa de Jesus durante a Quaresma para salvá-la de um perigo iminente.
O agostiniano recoleto padre Ángel Peña conta no livro São José, o mais santo dos santos que santa Teresa celebrou a Quarta-feira de Cinzas de 1575 na paróquia de Santa Maria dos Olmos, no sudeste da Espanha, e depois foi fundar um convento em Beas de Segura, uma cidade mais ao sul.
A santa estava acompanhada por dois padres e oito freiras, entre elas sua grande companheira, a irmã Ana de Jesus, em cujos braços a santa morreria. A freira contou que, quando estavam a caminho, se perderam, e aqueles que os estavam guiando não sabiam como sair de penhascos muito altos.
Naquele momento, santa Teresa pediu às irmãs que rezassem a Deus e a são José para que as guiassem. De repente, elas começaram a ouvir a voz de um velho ao longe dizendo: "Parem, parem, vocês estão perdidos e cairão do penhasco se forem por esse caminho".
Os padres e os guias começaram a perguntar ao homem o que poderiam fazer para sair daquele lugar complicado e ele indicou uma área onde poderiam passar as carroças que estavam usando para se locomover.
Alguns voltaram para agradecer ao homem que os havia ajudado, mas, com lágrimas e devoção, santa Teresa enfatizou: "Não sei por que os deixamos ir, era meu pai são José e eles não o encontrarão".
A "Imaculada Conceição" e o Ofício a ela dedicado, sede em meu favor "Virgem Soberana"
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Origem do Ofício da Imaculada Conceição
Segundo uma antiga tradição na Igreja, somos chamados a rezar o Ofício da Imaculada Conceição, a proclamar os grandes louvores da Virgem Maria, Mãe de Deus. O Ofício da Imaculada foi escrito originalmente em latim, na Itália do século XV, pelo franciscano Bernardino de Bustis, com o intuito de proteger a doutrina da Imaculada Conceição dos inúmeros ataques que vinha sofrendo da parte dos hereges desde o século XII. A pedido dos fiéis devotos da Virgem Imaculada, a oração foi aprovada pelo Papa Inocêncio XI, no ano de 1678. Dois séculos mais tarde, em 31 de março de 1876, o Ofício foi enriquecido pelo Beato Papa Pio IX com 300 dias de indulgência cada vez que fosse recitado. Na reforma do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI modificou a doutrina acerca das indulgências e concedeu indulgência plenária a aqueles que rezarem com fé o Ofício da Imaculada Conceição.
O Ofício é uma oração composta para ser cantada ou recitada (de uma só vez ou seguindo a Liturgia das Horas), a fim de proclamar os louvores da Mãe de Deus e defender a fé da Igreja na Imaculada Conceição da Virgem Maria. De acordo com a tradição da Igreja, os cristãos católicos rezam particularmente o Ofício todos os sábados, mas é louvável e recomendada a recitação diária da Oração. Pois, o Ofício da Imaculada Conceição é uma forma poética de proclamar a fé da Igreja na pureza e na santidade singular da Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo.
Em conformidade com a fé da Igreja, muito antes da proclamação do dogma da Imaculada Conceição, no ano de 1476, a festa da Imaculada Conceição foi incluída no Calendário Romano. No século seguinte, em 1570, o Papa Pio V publicou o Novo Ofício e, em 1708, o Papa Clemente XI estendeu a festa a toda a Igreja, tornando-a obrigatória. O Concílio de Trento, em 17 de junho de 1546, confessou sobre a Virgem Maria:
“Foi ela que, primeiro e de uma forma única, se beneficiou da vitória sobre o pecado conquistada por Cristo: ela foi preservada de toda mancha do pecado original e durante toda a vida terrestre, por uma graça especial de Deus, não cometeu nenhuma espécie de pecado” (DH 1573).
No ano de 1854, o Papa Pio IX declarou solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria Santíssima, através da Bula Ineffabilis Deus, no dia 8 de dezembro de 1854 (cf. DH 2803). O dogma da Imaculada Conceição de Maria é a declaração do dogma de fé da Igreja na virgindade perpétua da Mãe do Filho de Deus.
A Igreja reconhece de maneira infalível que Nossa Senhora foi preservada imune da mancha da culpa original desde o primeiro instante de sua conceição e foi revestida de uma santidade inteiramente singular.
Todavia, desde os primórdios do cristianismo os Santos Padres e Doutores da Igreja sempre ensinaram que a Virgem Maria é toda pura e santíssima, imune de toda e qualquer mancha de pecado.
Antes da proclamação do dogma, no dia 27 de novembro de 1830, Nossa Senhora apareceu a Santa Catarina Labouré, na Capela das filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris. Nesta aparição, Maria pediu a Catarina que mandasse fazer e propagar a devoção à “Medalha Milagrosa”, precisamente com a inscrição: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”. Com estas palavras, Nossa Senhora confirma a doutrina da Igreja a acerca da Imaculada Conceição. Mais tarde, Nossa Senhora revelou seu nome a Bernadette Soubirous, no dia 25 de março de 1858, na sua 16ª aparição em Lourdes, na França: “Eu sou a Imaculada Conceição”. Dessa forma, a própria Virgem Maria confirma o dogma da Imaculada Conceição, proclamado pelo Beato Pio IX quatro anos antes.
Portanto, segundo antiga tradição na Igreja, todos nós cristãos somos chamados a proclamar as grandes maravilhas realizadas na Virgem Maria através do Ofício da Imaculada Conceição.
“Uma antiga tradição diz que Nossa Senhora se ajoelha no Céu quando alguém na Terra reza o Ofício”
Além disso, as indulgências conferidas pela Igreja às pessoas que rezam o Ofício atestam o grande valor dessa oração. Na certeza da eficácia e da grandeza desta oração, rezemos com fé, se possível todos os dias, ou pelo menos uma vez por semana, de preferência aos sábados, o Ofício da Imaculada Conceição, pedindo a Virgem Mãe de Deus especialmente pelos pobres, pelos pecadores, pelas almas do purgatório, pelas nossas intenções particulares. Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!
8 motivos para rezar o Ofício!
Reconhecendo a eficácia desta oração, apresentamos 8 motivos para que você também experimente desta graça, orando com Oficio da Imaculada Conceição:
1 – É um auxílio eficaz de nossa Mãe
A Virgem Maria é a Rainha clemente que, conhecedora única da misericórdia de Deus, acolhe todos os que junto dela se refugiam.
2 – Somos chamados a santidade
Muitos santos rezaram esta oração. Foram aquecidos na tibieza e desânimo, tornando-os fervorosos e ativos
3- Vencemos os medos
Foi ela “a mulher forte”, que conheceu a pobreza e o sofrimento, a fuga e o exílio, se tornando modelo para os que não aceitam passivamente as circunstâncias adversas da vida,
4 – Rezando o ofício da Imaculada Conceição somos defendidos no combate
Nossa Senhora se coloca em combate por nós contra as tentações do inimigo, enfermidades e adversidades. Vencedora do demônio, Maria Santíssima é suportadora das angústias e sofrimentos de sua missão de Mãe do Redentor.
5 – O desejo pela obediência
Maria é templo singular da glória de Deus pela obediência da fé e mistério da Encarnação.
6 – Nos tornamos intercessores
Maria possui a plenitude da graça; daí sua valiosa intercessão junto a Deus para alcançar as graças que necessitamos.
7 – Maria nos aponta o Cristo
Nós que muitas vezes erramos o caminho, cegos pelas ilusões do mundo, Nossa Senhora nos aponta aquele que é o “Caminho, a Verdade e a Vida”
8 – A firmeza na devoção
Os que invocam o nome de Maria com confiança experimentam em sua vida que “a devoção à Virgem Santíssima é um auxílio poderoso para o homem em marcha para a conquista da sua própria plenitude” (Paulo VI)
Ofício da Imaculada Conceição da Virgem Maria
Ofício da ImaculadaConceição da Virgem Maria

OREMOS
(de joelhos)
Ó Deus que quisestes que, pela embaixada do Anjo, vosso Verbo se encarnasse no seio da Bem-Aventurada Virgem Maria, ouvi nossa prece e fazei que, assim como acreditamos ser ela a verdadeira Mãe de Deus, sejamos, por sua intercessão, ajudados em vossa presença, pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor, Amém.
Deus vos salve, Filha de Deus Pai!
Deus vos salve, Mãe de Deus Filho!
Deus vos salve, Esposa do Espírito Santo!
Deus vos salve, Sacrário da Santíssima Trindade!
Agora, lábios meus, dizei e anunciai os grandes louvores da Virgem, Mãe de Deus. Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com vosso valor.
Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em pessoas três, agora e sempre e sem fim. Amém.
Hino
(1º coro)
Deus vos salve, Virgem, Senhora do mundo, rainha dos céus e das virgens, Virgem.
Estrela da manhã, Deus vos salve, cheia de graça divina, formosa e louçā.
Dai pressa, Senhora, em favor do mundo, que vos reconhece como defensora.
Hino
Deus vos nomeou desde a eternidade para a Mãe do Verbo com o qual criou
Terra, mar e céus, e vos escolheu, quando Adão pecou, por esposa de Deus.
Deus a escolheu e, já muito antes, em seu tabernáculo morada lhe deu.
Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toquem em vosso peito os clamores meus.
Oração
PRIMA
Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com vosso valor.
Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em pessoas três, agora e sempre e sem fim. Amém.
Hino
(1º coro)
Deus vos salve, mesa para Deus ornada, coluna sagrada, de grande firmeza.
(2º coro)
Casa dedicada A Deus sempiterno. Sempre preservada, Virgem, do pecado.
Antes que nascida fostes, Virgem santa, no ventre ditoso de Ana concebida.
Sois mãe criadora dos mortais viventes.
Sois dos santos porta, dos anjos, senhora.
Sois forte esquadrão contra o inimigo. Estrela de Jacó, refúgio do cristão.
A Virgem criou Deus, no Espírito Santo, e todas as suas obras, com ela as ornou.
Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toquem em vosso peito os clamores meus.
Oração
Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Se-nhor Jesus Cristo, senhora do mundo, que a ne-nhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai-me de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.
TERÇA
Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com vosso valor.
Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em pessoas três, agora e sempre e sem fim. Amém.
Hino
(1º coro)
Deus vos salve, trono do grão Salomão, arca do concerto velo de Gedeão!
(2º coro)
Íris do céu clara, sarça da visão, favo de Sansão, florescente vara,
A qual escolheu para ser mãe sua, e de vós nasceu o Filho de Deus.
Assim vos livrou da culpa original. De nenhum pecado há em vós sinal.
Vós que habitais lá nas alturas, e tendes vosso trono sobre as nuvens puras.
Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toquem em vosso peito os clamores meus.
Oração
Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai-me de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.
SEXTA
Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com vosso valor.
Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em pessoas três, agora e sempre e sem fim. Amém.
Hino
(1º coro)
Deus vos salve, Virgem, da Trindade templo, alegria dos anjos, da pureza exemplo.
(2º coro)
Que alegrais os tristes com vossa clemência, horto de deleites, palma de paciência.
Sois terra bendita e sacerdotal. Sois da castidade símbolo real.
Cidade do Altíssimo, porta oriental. Sois a mesma graça, Virgem singular.
Qual lírio cheiroso entre espinhas duras tal sois vós, Senhora, entre as criaturas.
Ouvi, Mãe de Deus, minha oração.Toquem em vosso peito os clamores meus.
Oração
Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai-me de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.
NOA
Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com vosso valor.
Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em pessoas três, agora e sempre e sem fim. Amém.
Hino
(1º coro)
Deus vos salve, cidade de torres guarnecida, de Davi com armas bem fortalecida.
(2º coro)
De suma caridade sempre abrasada. Do dragão a força foi por vós prostrada.
Ó mulher tão forte! Ó invicta Judite! Ó vós que vós alentastes o sumo Davi!
Do Egito o curador de Raquel nasceu, do mundo o Salvador Maria no-lo deu.
Toda é formosa minha companheira; nela não há mácula da culpa primeira.
Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toquem o vosso peito os clamores meus.
Oração
Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai-me de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.
VÉSPERAS
Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com vosso valor.
Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em pessoas três, agora e sempre e sem fim. Amém.
Hino
Deus vos salve, relógio que andando atrasado serviu de sinal ao Verbo encarnado.
(2º coro)
Para que o homem suba às sumas alturas, desce Deus do céu para as criaturas.
Com os raios claros do Sol da Justiça resplandece a Virgem dando ao sol cobiça.
Sois lírio formoso que cheiro respira entre os espinhos da serpente a ira.
Vós a quebrantais com vosso poder. Os cegos errados vós alumiais.
Fizestes nascer Sol tão fecundo e como com nuvens cobristes o mundo.
Ouvi, Mãe de Deus, minha oração.
Toquem em vosso feito os clamores meus.
Oração
Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Se-nhor Jesus Cristo, Senhora do mundo, que a ne-nhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai-me de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.
COMPLETAS
Rogai a Deus, vós, Virgem, nos converta. Que sua ira aparte de nós.
Sede em meu favor, Virgem soberana, livrai-me do inimigo com vosso valor.
Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Amor também, que é um só Deus em pessoas três, agora e sempre e sem fim. Amém.
Hino
(1º coro)
Deus vos salve, Virgem, Mãe imaculada, rainha de clemência de estrelas coroada.
Vós, acima dos anjos, sois purificada; de Deus à mão direita estais de ouro ornada.
Por vós, Mãe da graça, mereçamos ver a Deus nas alturas com todo prazer.
Pois sois esperança dos pobres errantes, e seguro porto para os navegantes.
Estrela do mar e saúde certa, e porta que estais para o céu aberta.
É óleo derramado, Virgem, vosso nome, e os servos vossós vos hão sempre amado.
Ouvi, Mãe de Deus, minha oração. Toquem em vosso peito os clamores meus.
Oração
Santa Maria, rainha dos céus, mãe de nosso Senhor Jesus Cristo, senhora do mundo, que a nenhum pecador desamparais e nem desprezais, ponde, Senhora, em mim os olhos de vossa piedade e alcançai-me de vosso amado Filho o perdão de todos os meus pecados, para que eu, que agora venero com devoção vossa Santa e Imaculada Conceição, mereça na outra vida alcançar o prêmio da bem-aventurança, pelo merecimento de vosso bendito Filho Jesus Cristo, nosso Senhor, que com o Pai e o Espírito Santo vive e reina para sempre. Amém.
OFERECIMENTO
(De joelhos)
(1º coro)
Humildes oferecemos a vós, Virgem pia, estas orações, para que, em nossa guia,
(2º coro)
vades vós adiante e, na agonia, vós nos animeis, ó doce Maria! Amém.
OREMOS
Suplicantes vos rogamos, Senhor Deus, que concedais a vossos servos lograr perpétua saúde do corpo e da alma, e que, pela intercessão gloriosa da bem-aventurada sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria por Cristo Nosso Senhor. Amém.
quinta-feira, 15 de maio de 2025
Você sabe o que é ser Devoto?
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Nada mais natural do que nos perguntarmos logo no início o que significa, afinal de contas, ser devoto. O que é isto a que chamamos “devoção”? Trata-se de sentimentos, de emoções? Serão verdadeiramente devotas aquelas almas que, apesar de seu empenho e prontidão em servir a Deus sem demora, têm de carregar a cruz da sequidão e da aridez espiritual?
Começarmos nossa reflexão dizendo algumas palavras sobre o conceito mesmo de “devoção”, palavra tão usada quanto mal entendida. Vista no mais das vezes como algo associado a sentimentos e emoções de ordem religiosa, a devoção consiste, em sentido próprio, na prontidão da vontade para entregar-se com fervor a tudo quanto diz respeito ao culto e ao serviço de Deus. Disto já podemos tirar a conclusão de que a nota característica da verdadeira devoção é o amor e que, enquanto ato da virtude da religião, o fim ou termo sobre o qual ela recai não pode ser senão Deus mesmo.
Por esse motivo, a devoção aos santos, e até mesmo a devoção à Virgem Maria, deve ter sempre a Deus, princípio e fim de todas as coisas, por destinatário. Ser devoto da excelsa Mãe do Verbo encarnado, assim como deste ou daquele santo, significa, em última análise, venerar o que neles há de Deus, isto é, venerar nos servos a grandeza, o poder, as perfeições, a bondade etc. do Senhor. Longe de afastar-nos de Deus, como querem alguns, ou de fazer-nos prestar a simples homens um culto que só ao Criador é devido, como pretendem outros, a devoção — em suas múltiplas e legítimas manifestações — é um meio mais do que eficaz de nos aproximarmos dele e fazermos o nosso coração arder de amor por aquele que de tantos benefícios cumulou seus fiéis discípulos.
No que respeita à devoção à Virgem Maria, de modo particular, São Luís adverte, logo nos capítulos iniciais de seu Tratado, que é Jesus Cristo o fim último da verdadeira devoção mariana; trata-se, portanto, de uma realidade eminentemente cristocêntrica: “Jesus Cristo”, escreve ele, “é o alfa e o ômega, o princípio e o fim de todas as coisas. Nós só trabalhamos, como diz o Apóstolo, para tornar todo homem perfeito em Jesus Cristo, pois é em Jesus Cristo que habita toda a plenitude da divindade”.
A devoção possui, naturalmente, uma dinâmica própria. Nesse sentido, convém observar que ela possui, por assim dizer, um dúplice aspecto. Enquanto ato da virtude da religião, pela qual nos inclinamos a prestar a Deus o culto que por justiça lhe devemos, a devoção ordena-se primariamente ao que se refere ao culto divino; é, portanto, uma disposição da vontade pela qual nos tornamos disponíveis para servi-lo sem demora. Ela pode, no entanto, brotar também de outra virtude, ainda mais excelente por seu objeto: a caridade. Neste último caso, a devoção passa a estar orientada, antes de mais nada, à união amorosa com Deus, de quem nos tornamos amigos em virtude da graça santificante. Desse modo, como escreve um autor espiritual, “a caridade causa a devoção, na medida em que o amor nos faz prontos para servir o amigo, e, por sua vez, a devoção aumenta o amor, pois a amizade se conserva e aumenta com os serviços prestados ao amigo”.
Outro ponto em que vale a pena insistir, sobretudo nos tempos que correm, é o fato de a devoção ser, essencialmente, uma prontidão da vontade, conforme dito mais acima. Isso significa, entre outras coisas, que ser devoto e fervoroso não é o mesmo que sentir este fervor da vontade:
O fervor ou prontidão — escreve o mesmo autor em outra obra — consiste primária e principalmente na enérgica determinação da vontade de permanecer fielmente consagrado ao serviço de Deus, apesar das frequentes e dolorosas securas, aridezes e provações espirituais. Este fervor da vontade, chamado também devoção substancial, constitui, ao mesmo tempo, o fundamento firme sobre o qual repousa toda a prática da devoção e a causa de todo o seu mérito diante de Deus. Sem ele, a devoção puramente sensível não tem consistência nem utilidade verdadeira. Com ele, a alma permanece tranquila e inquebrantável no serviço de Deus em meio a todas as flutuações das impressões sensíveis.
O Senhor quer, com efeito, que estejamos prontos e bem dispostos para o servir sem demora, ao primeiro chamado, à primeira solicitação. Ciente porém de nossa radical incapacidade, de nosso apego excessivo e desordenado às sensações e consolações, ele bondosamente nos confiou ao cuidado materno da Virgem Maria, a quem tantas vezes nos parece mais fácil e até mais doce servir, quais filhos ocupados amorosamente das necessidades e interesses de sua Mãe. E não há como duvidar de que, ao servirmos com fidelidade a toda pura Mãe de Deus, estaremos servindo também aquele que a quis por Genitora e auxiliar adequada (cf. Gn 2, 18) na obra da Redenção.
Maria Santíssima, que ao contrário de Eva (cf. Gn 3, 6) ofereceu totalmente a Deus, no patíbulo da cruz, o fruto bendito formado em seu ventre por obra do Espírito Santo, não há de recusar entregar ao Pai a oferta de si mesmos daqueles que a ela se consagram como filhos e escravos. Unindo-nos a ela, é impossível não nos unirmos a Cristo e, por Cristo, a Deus.
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