Seja bem vindo ao meu canal, sou José João
Membro da Comunidade Canção Nova desde 1998.
Filho, esposo e pai.
Bacharel em Administração, 2021
Bacharel em Teologia, 2025
Intercessor e Pregador
Escritor e Colunista
Filho Espiritual de São José
Eu desejo um Avivamento como teve São José.
Que venha um Poderoso Pentecostes sobre a face da terra.
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Você conhece a história Nossa Senhora das Lágrimas? Descubra como surgiu a devoção e saiba como rezar a Coroa das Lágrimas.
As revelações privadas desempenham um papel importante na tradição católica ao longo dos séculos. Embora não façam parte do depósito da fé, e os fiéis não sejam obrigados a crer nelas, essas experiências místicas recordam verdades, às vezes, esquecidas. São como faróis que, por meio de visões e mensagens, iluminam caminhos espirituais e até lembram devoções já existentes, mas também esquecidas.
Um exemplo disso é a história de Nossa Senhora das Lágrimas, uma revelação privada que emergiu no contexto das aparições à Irmã Amália de Jesus Flagelado, em Campinas, no Brasil. Confira neste artigo a história desta aparição, o que Nossa Senhora nos pede por meio dela, e conheça a Coroa das Lágrimas, uma oração que a própria Virgem ensinou à vidente.
Conheça a história de Nossa Senhora das Lágrimas
A história de Nossa Senhora das Lágrimas é uma narrativa de fé e devoção que teve origem com a aparição da Mãe de Deus a uma freira. No início do século XX, mais especificamente em 1932, na cidade de Campinas, Brasil, a irmã Amália de Jesus Flagelado recebeu a visita da Virgem Maria. Além disso, vale lembrar que toda aparição de Nossa Senhora serve para honrar ainda mais Seu Filho Jesus.
É o próprio Deus quem revela, portanto, o caminho através de Sua Mãe Santíssima. Desse modo, Jesus afirma que concederia todas as graças pedidas pelas Lágrimas de Nossa Senhora. Essa devoção cresceu à medida que os relatos da Irmã Amália se espalharam, atraindo a atenção de fiéis e levando-os a recorrer à Virgem das Lágrimas.
Irmã Amália, a vidente de Nossa Senhora das Lágrimas
Amália Aguirre, conhecida como Irmã Amália de Jesus Flagelado, nasceu em 22 de julho de 1901, em Riós, Galiza, na Espanha. Ela fazia parte de uma família com tradição cristã, notável pela santidade dos costumes, bem como pela caridade. Apesar de conhecidos e admirados na comunidade, seus pais tiveram que deixar a Espanha devido a circunstâncias econômicas, imigrando para o Brasil.
Eles se estabeleceram na Bahia, em primeiro lugar, e depois se mudaram para a cidade de Campinas, em São Paulo. Mas a jovem Amália não acompanhou imediatamente seus pais, permanecendo na Espanha para cuidar de sua avó idosa e doente. Somente após o falecimento da avó, em 16 de junho de 1919, ela atravessou o oceano Atlântico, chegando a Campinas.
Além disso, sua vida tomou um novo rumo quando, em 8 de dezembro de 1927, Amália e outras jovens freiras tornaram-se co-fundadoras da Congregação das Irmãs Missionárias de Jesus Crucificado. Alguns anos depois, em 8 de dezembro, dia da Imaculada Conceição, no ano de 1931, elas fizeram seus votos perpétuos, consolidando seu compromisso com a vida religiosa.
A intercessão das lágrimas de Nossa Senhora
Em novembro de 1929, Amália recebeu no convento a visita de um parente angustiado. Ele dizia que sua esposa estava gravemente doente, e para os médicos já não havia mais meios de salvar a sua vida. Diante da aflição desse familiar, Amália sentiu um impulso interior que a conduziu ao Sacrário, onde se entregou a Jesus Sacramentado, oferecendo sua própria vida em troca da salvação da mulher enferma, que ao morrer deixaria marido e filhos.
Em seguida, a resposta divina veio de maneira única e poderosa, através de uma instrução para invocar as lágrimas da Virgem Maria. Jesus a ensina algumas invocações, que são hoje rezadas na Coroa das Lágrimas, e acrescenta a promessa de que aquilo que os homens pedissem por meio das lágrimas de Sua Mãe, ele amorosamente concederia.
A aparição de Nossa Senhora das Lágrimas e a entrega da Coroa das Lágrimas
No dia 8 de março de 1930, Irmã Amália de Jesus Flagelado estava rezando de joelhos na capela do convento, quando se sentiu elevada para o Alto. Neste momento, Nossa Senhora aparece vestida com uma túnica violeta, um manto azul e um véu branco. Sorrindo, entrega a Irmã Amália um rosário, chamado “Coroa das Lágrimas”, cujas contas brilhavam intensamente.
Nossa Senhora revelou que esse era o Rosário de Suas lágrimas prometido por Seu Filho ao Instituto. Desse modo, Ele concederia favores pela invocação das lágrimas. A oração seria uma arma poderosa para a conversão de pecadores, especialmente os possuídos pelo demônio. Além disso, uma graça especial estava reservada para o Instituto de Jesus Crucificado, incluindo a conversão de membros dissidentes. Por fim, Nossa Senhora exortou a Irmã Amália a se armar para a grande batalha e, após essas palavras, desapareceu.
A revelação da Medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado
A revelação da medalha de Nossa Senhora das Lágrimas e de Jesus Manietado foi um momento marcante nas aparições à Irmã Amália de Jesus Flagelado. Durante a aparição de 8 de abril de 1930, a Santíssima Virgem instruiu a vidente a mandar cunhar uma medalha representando Nossa Senhora das Lágrimas e Jesus Manietado.
A expressão “Jesus Manietado” refere-se a Jesus durante Sua Dolorosa Paixão, quando Ele foi amarrado e atado durante os momentos cruciais de Sua entrega pela humanidade. A palavra “manietado” tem origem no verbo “manietar”, que deriva do latim manu aptare. Em seu sentido literal, “manietar” significa amarrar, prender ou atar alguém, especialmente com as mãos.
A Virgem Maria enfatizou a necessidade de ampla divulgação dessa medalha como uma poderosa ferramenta espiritual para vencer o poder de Satanás no mundo. Além disso, prometeu inúmeras graças para todos os fiéis que a portassem com amor e devoção.
Por ordem da Santíssima Mãe de Deus, a medalha traz na frente a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas entregando a Coroa das Lágrimas. Da mesma forma como aconteceu na aparição anterior em 8 de março de 1930. Além disso, a Virgem também diz que a medalha deve ser rodeada pelas palavras “Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!”
No verso, também de acordo com as palavras da Virgem das Lágrimas, a medalha traz a imagem de Jesus Manietado. E as palavras que traz ao redor são “Por Vossa Mansidão Divina, ó Jesus Manietado, salvai o Mundo do erro que o ameaça!”
A revelação dessa medalha é, portanto, uma expressão tangível da intercessão divina. Além disso, é uma ferramenta espiritual que fortalece a fé dos fiéis e recorda a proteção e a intercessão de Nossa Senhora.
Quando é o dia de Nossa Senhora das Lágrimas?
Nossa Senhora das Lágrimas é celebrada com festa litúrgica em 8 de março. A data remete ao dia da aparição de Nossa Senhora à vidente Amália e sua celebração é uma forma de recordar os fiéis a importância de pedir a intercessão das lágrimas da Virgem em nossas necessidades.
A devoção a Nossa Senhora das Lágrimas
A propagação dessa devoção foi marcada por uma abordagem discreta, uma vez que a Irmã Amália, vidente das aparições, preferia manter-se reservada dentro do convento. Desse modo, muitos desconheciam sua ligação com as revelações. O Bispo de Campinas na época, Dom Barreto, compreendendo a sensibilidade da Irmã, tomou a iniciativa, com sua permissão, de falar em seu nome, recolhendo os escritos e diálogos entre a vidente, Jesus e Nossa Senhora. Publicados em 1932, os textos foram distribuídos sem a identificação da freira, proporcionando um tom de revelação privada.
Dom Barreto também aprovou a devoção, concedendo 50 dias de indulgência para quem rezasse a Coroa das Lágrimas. Além disso, ele imprimiu milhares de folhetos, conhecidos como “santinhos”, e medalhas em diversos idiomas, distribuindo durante suas visitas a Roma. A devoção se disseminou amplamente, chegando a outros países, e bispos europeus e americanos passaram a adotá-la, divulgando a devoção por meio de impressões locais. Além disso, a simplicidade e a eficácia espiritual da Coroa das Lágrimas contribuíram para a aceitação e crescimento da devoção, tornando-a uma prática devocional católica reconhecida e apreciada.
A Coroa das Lágrimas de Nossa Senhora
A Coroa das Lágrimas de Nossa Senhora, também conhecida como Rosário das Lágrimas, é uma manifestação divina entregue pela Virgem Maria à Irmã Amália de Jesus Flagelado durante a aparição de 8 de abril de 1930. Essa Coroa tem sua origem associada a uma visão única e marcante ocorrida um mês antes, em 8 de março de 1930.
A Coroa consiste em 49 contas brancas, organizadas em grupos de sete. Essa estrutura é semelhante à tradicional Coroa das Dores, mas distingue-se pela cor branca. Além disso, a Coroa possui três contas finais e uma medalha especial.
Durante a aparição, Nossa Senhora declarou que essa Coroa de Lágrimas seria parte do legado para o Instituto de Jesus Crucificado. Ela oferece promessas especiais de graças e conversões para aqueles que a utilizassem nas orações. A Virgem Maria também enfatiza a eficácia dessa Coroa na conversão de pecadores, especialmente aqueles possuídos pelo demônio.
A Coroa das Lágrimas de Nossa Senhora tornou-se, portanto, uma ferramenta espiritual poderosa nessa devoção. Esta oração guia os fiéis na meditação dos momentos de dor da Virgem Maria e busca a sua intercessão nos desafios da vida.
Reze a Coroa das Lágrimas de Nossa Senhora
Oração inicial Eis-nos aqui aos Vossos pés, ó dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecermos as lágrimas d’Aquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do Calvário. Fazei, ó bom Mestre, que nós saibamos aproveitar da lição que elas nos dão, para que, na Terra, realizando a Vossa Santíssima Vontade, possamos um dia, no Céu, Vos louvar por toda a eternidade.
Nas contas brancas (que separam os grupos de 7) Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra, e que mais Vos ama no Céu.
Nas contas brancas (grupos de 7)
Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima. (7x)
No fim, repete-se três vezes, nas três contas brancas finais Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra, e que mais Vos ama no Céu.
Oração final Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós Vos pedimos que junteis os Vossos rogos aos nossos, a fim de que Jesus, Vosso Divino Filho, a quem nos dirigimos em nome das Vossas lágrimas de Mãe, ouça as nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos, a coroa da vida eterna. Amém.
Jaculatórias finais (para rezar contemplando e beijando a medalha)
– Por Vossa mansidão divina, ó Jesus Manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça!
– Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!
Observação: Ainda que você não tenha a Coroa das Lágrimas em mãos, com o número exato de contas ou a medalha, isso não impede que você reze esta oração com fé e devoção, pedindo a intercessão da Virgem das Lágrimas.
Quem melhor para nos ensinar sobre paternidade do que São José? Separamos cinco conselhos de São José para um pai, cinco lições que podemos observar da vida de São José para ajudar nossos pais a serem ainda melhores.
Conselhos de São José para um pai
1. Ser piedoso
São José entregou toda a sua vida para servir a Deus, e o fez principalmente dedicando-se à família. O pai é o sacerdote do lar, e sua vida de orações e piedade regula toda a vida espiritual da família, que o segue. Um pai que não ama a Deus sobre todas as coisas enfraquece espiritualmente toda a família. 2. Ser útil
A verdadeira autoridade não surge do excesso de palavras, mas da retidão dos atos. São José dá-nos um exemplo perfeito do que significa o esteio que sustenta e dá segurança a toda uma família, sempre em prontidão para servir a sua esposa e seu Filho.
3. Ser corajoso
Um pai precisa ter a coragem de agir em conformidade com a vontade de Deus. São José foi corajoso e cumpriu a vontade de Deus, sem nunca se omitir. Mesmo sob as pressões da pobreza e do perigo de morte não buscou a segurança mundana. Entregou tudo a Deus e confiou na Sua Providência.
4. Ser trabalhador
O sustento espiritual e material de uma família é uma grave responsabilidade do pai. São José foi um humilde e incansável trabalhador. Suas imensas virtudes contemplativas foram adornadas por sua constância no trabalho, que pôs comida na mesa da Sagrada Família e lhes garantiu um teto.
5. Ser casto
Um pai deve transmitir aos seus filhos a pureza dos costumes e a retidão dos atos. Esta influência perpetuará no seio da família o amor a Deus e será fermento das mais belas virtudes. O silêncio, a modéstia e os bons sentimentos deixam uma herança eterna e são um escudo da família contra os ataques do demônio.
Por que a devoção a ele [São José] teria inimigos? Qual a importância de São José para a humanidade e para toda a Igreja?
Em meio aos escritos sobre São José para esta série do site paidasmisericordias.com, busquei a inspiração e comecei a refletir sobre suas virtudes, seu amor pela Virgem Maria e pelo menino Jesus e como poderia eu falar algo novo sobre São José, pedi a ele que me inspirasse, pois quero ser seu filho espiritual e imitar suas virtudes para ser melhor para Deus e para os que estão a minha volta e me veio ao coração que eu deveria falar sobre os inimigos da devoção a São José, bom me debrucei sobre esta realidade olhando para suas virtudes e tudo aquilo que se colocava contrário a uma vida de virtudes como foi São José e fui buscando respostas para saber quais são estes inimigos?, ocultos, velados ou declarados? Por que a devoção a ele [São José] teria inimigos? Qual a importância de São José para a humanidade e para toda a Igreja?
Já sabemos que sua vida foi totalmente voltada para Deus e com Deus e ele [São José] teve o grande privilégio de educar e formar o menino Jesus, de lhe conferir todas as honras que um filho deve ter por seu pai, o seu culto só poderia ter grandes inimigos, pois é um homem justo (Mt 1, 19), o último dos patriarcas de descedência real (Mt 1, 20; Lc 1, 27) de quem descende o Filho de Deus conforme a promessa do Pai, sem a sua participação o plano da redenção da humanidade não teria acontecido, foi declarado Patrono Universal da Igreja por Pio IX sendo chamado mais uma vez para defender o Corpo Místico de Cristo “a Igreja”, em sua ladainha São José nos socorre em tantas necessidades, entre elas está o clamor “Terror dos Demônios”, por sua obediência e humildade enquanto São José dorme Deus fala com ele, quando ele acorda executa as ordens do Senhor Deus frustrando e colocando em fuga o demônio do medo, da desobediência, da morte e de tantas outras situações.
Quais são os inimigos da da Devoção a São José? É preciso enumerar tudo aquilo que nos impede de ter uma vida interior, de oração e contato com Deus constante, buscando imitar suas virtudes. Aqui quero ressaltar que São José é exemplo aos trabalhadores, na vida religiosa, na família, no sacerdócio e etc…. Ser devot de São José é ser íntimo de Deus, é olhar para ele [São José] e querer ser obediente, orante, fiel e sobretudo crescer nas virtudes.
-Tudo que atenta a uma vida de pureza (pornografia, nudez, fornicação, adultério, incesto, malícia no olhar e nas palavras);
-Tudo que impede ou tentar esvaziar a voz de Deus em tua vida, seja por meio da oração ou da Sagrada Escritura (Filmes, séries, músicas e tudo o que for em excesso e não nos permitir de ouvir a Deus);
-Os inimigos da Igreja Católica Apostólica Romana que é o Corpo Místico de Cristo (ideologias que corroem a fé como as heresias {tentar dividar a Igreja como de esquerda ou direita}, movimentos comunistas disfarçados de pastorais na Igreja, movimentos neoliberais {é preciso ter ordem, respeito, o reino dos céus é ordenado})
-Tudo que não favorece a vivência da virtude da castidade (falta de pudor, mentira, domínio de si e equilíbrio afetivo sexual)
-Tudo o que é contra a paternidade, que tenta denegrir e destruir a autoridade paterna, a masculinidade (cultura de pais iguais aos filhos, o homem deixa de ser o pioneiro na vida e na sociedade, a vida sacrifical, rivalidades/igualdade entre homem e mulher)
-Tudo o que é contra a masculidade e a feminilidade - sacrifício e doação (destruição do homem e da mulher como um todo, como a igualdade de genero)
-Tudo que evoca devassidão, mundanismo (vida sem rumo, desequilibrio no comer, beber, afetos, mentira, moda profana ou desconexa ao homem e a mulher)
-Tudo o que atrapalha ter uma vida interior forte (fuga da oração, da leitura espiritual, trocar Deus pelo ser humano, Deus está no meio de nós ou seja está igual a nós, revoltas interiores)
-O desprezo as virtudes e o apego a uma vida de pecado, as virtudes são um caminho, uma via de santidade
*Humildade x soberba *Desprendimento x avareza *Castidade x impureza *Temperança x gula *Perdão x ira *Benevolência x inveja *Diligência x preguiça
A devoção a São José está entre as mais belas e as mais fortes da Igreja, pois se trata do maior dos patriarcas e do pai nutrício do Filho de Deus, além do mais esta devoção não está alicerçada apenas nas orações, novenas e ladainha, mas ela tem um carater de nos moldar no modelo que foi São José e sermos sua imitação neste mundo, por isso que esta devoção tem graças especiais, mas ao mesmo tempo um combate constante, por isso não devemos desanimar, mas buscar na vida de São José a força para continuarmos a imitar suas virtudes. Consagre-se todos os dias a São José e deixe que seu patrocínio envolva a sua vida, reze todos os dias este ato de devoção a São José.
Ato de Devoção a São José
Ó bem-aventurado José! Pai adotivo de Jesus, digno esposo de Maria, Rainha das Virgens, consagro-me à vossa veneração e me entrego inteiramente a vós. Sede meu pai, meu protetor e meu guia nos caminhos da salvação; obtende para mim uma grande pureza de corpo e de alma, e a graça de fazer, a vosso exemplo, todas as minhas ações para a maior glória de Deus, em união com vosso puríssimo coração e os sagrados corações de Jesus e de Maria; assisti-me todos os dias, e sobretudo na hora de minha morte.
Não é de se estranhar que a Devoção a São José seja profética, pois quando o anjo o visitou (Mt 2,20) em sonho, já o libertou de todo o medo e receio em que José se encontrava diante dos fatos que se apresentavam a ele.
Após a vinda de Maria da casa de sua prima Isabel que se encontrou grávida por obra do Espírito Santo, muitos santos afirmam que São José ficou perplexo ao ver os sinais da gravidez em Maria. Não desconfiou dela, mas se achou indigno de recebê-la em sua casa, tamanha era a graça na vida de José.
Outro fato que podemos observar está relacionado ao nome de José que é derivado do hebraico Yosef e foi mencionado pela primeira vez no Antigo Testamento. De acordo com a Abarim Publications, “o verbo יסף (yasap) significa adicionar, aumentar ou fazer novamente”. O nome “José” é, frequentemente, traduzido como “aquele que aumenta, acrescenta ou dobra”.
Deus não se deixa perder em generosidade
Alguns comentários bíblicos afirmam que o nome significa “Ele (o Senhor) acrescentará”. São Josemaria Escrivá reflete sobre este significado: “O nome José, em hebraico, significa ‘Deus acrescentará’. Deus acrescenta dimensões insuspeitas às vidas sagradas daqueles quem fazem Sua vontade. Ele acrescenta a única dimensão importante que dá sentido a tudo, à dimensão divina. À vida humilde e santa de José acrescentou – se assim posso dizer – as vidas da Virgem Maria e de Jesus, nosso Senhor.
José poderia fazer de suas próprias palavras as de Maria, sua esposa: ‘Ele olhou graciosamente para a humildade de sua serva … porque aquele que é poderoso, aquele cujo nome é santo, operou para mim suas maravilhas’”. Muitos outros santos afirmaram que a devoção a São José acrescentou muito às suas vidas, enriquecendo-as através da graça abundante de Deus.
O significado histórico e espiritual do nome “José” nos leva a perceber a grandeza do nosso santo, quanto Deus fez em sua vida em virtude de sua paternidade ao Filho de Deus. O nome de José é um com uma rica história espiritual fazendo com que sua devoção seja tão especial e frutuosa a todos aqueles que tem e cultivam uma espiritualidade unida à devoção a este grande santo.
São Pedro Julião Eymard nos diz algo surpreendente sobre a devoção a São José:
“A devoção a São José é uma das graças mais excelentes que Deus pode conceder a uma alma, pois equivale a revelar todo o tesouro das bênçãos do Senhor. Quando Deus deseja elevar uma alma, ele a une a São José, dando-lhe um forte amor por este bom santo.”
No último artigo que escrevi, falei dos “Inimigos da devoção a São José” por ser esta devoção de tamanha importância ao cristianismo, pois a este varão justo Deus lhe confiou seu maior tesouro, seu Filho Jesus, e o novo modelo de família que deseja instaurar na terra, revelando assim seu amor pela humanidade por meio da bênção da paternidade que concedeu a José, estendendo-a a todos os homens.
Hoje, vamos conhecer os motivos desta devoção “ser profética” para os tempos em que estamos vivendo. Vivemos em uma sociedade que atualmente tem abandonado os bons costumes e hábitos que fez com que os povos e a sociedade evoluíssem e chegassem a um crescimento tão grande, esquecendo-se do Deus que os criou e os dotou de dons e talentos extraordinários para melhor o servir e ao seu próximo; esta mesma sociedade composta de homens e mulheres nos dias atuais está tão perdida e aturdida com as coisas que veem, que, muitas vezes, se sentem incapazes de responder de forma diferente as propostas que lhes são apresentadas, adentrando assim em completo descambo da vida humana.
É nesse contexto que a devoção a São José é essencial para o resgate da humanidade. Se as pessoas se voltarem a este santo com filial devoção e imitarem as suas virtudes, teremos uma grande mudança na sociedade. Imaginemos se os pais, homens e mulheres, se espelharem na vida de São José, como as famílias do futuro serão:
-quantos divórcios deixarão de existir, os homens e as mulheres deixarão de trair um ao outro e buscarão viver na fidelidade, as famílias serão numerosas e se tornarão de fato uma escola de amor e a base da sociedade, os homens trarão estabilidade e segurança a sua família e por outro lado a mulher será um ninho de amor em seu lar;
-quantos filhos terão mais amor e presença de seus pais em sua vida deixando-os assim mais seguros para enfrentar os desafios da vida;
-a fornicação entre os adolescentes e jovens cessarão e com isso menos doenças sexualmente transmissíveis, menos abortos, pois a castidade é virtude que ordena a vida;
-a gravidez precoce de adolescentes será extinta em nossa sociedade eliminando assim os casos de abusos e maus tratos de menores;
-os jovens terão um referencial de masculinidade, de honradez e do homem sacrifical, darão valor ao sacrifício e não cederão as investidas da ideologia de gênero;
-a crise da masculidade será sanada, os homens assumirão seu papel de protagonista na sociedade e deixarão de viver como adolescente e de se rivalizar com as mulheres em uma disputa sem sentido;
-as vocações religiosas na Igreja terão um novo reflosrecimento e a vocação religiosa brilhará no mundo sendo um sinal da presença de Deus, mosteiros e conventos deixarão de se fechados por falta de vocações, pois a vontade de Deus será buscada antes de tudo na vida;
-os sacerdotes e bispos terão em São José o modelo de pastor e pai e não de pop star ou mega empresário da Igreja ou de carreirista, mas coração de pastor, pai, chefe de um povo que caminha para o Senhor, pois São José foi o maior formador do único e eterno Sacerdote, Nosso Senhor Jesus Cristo;
-Por fim veremos o mal retroceder, pois o temor de Deus reinará nos corações e muitos pensarão antes de cometer qualquer ato que ofenda a Deus, fazendo-os adorar ao único e verdadeiro Deus.
Meus amigos a devoção é como um tesouro em que tiramos coisas antigas e novas, não tenhamos medo de nos aproximar de São José e delhe confiarmos a condução de nossa alma.
Rezemos o Lembrai-vos São José
Lembrai-vos, ó Castíssimo Esposo da Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorado vossa assistência e reclamado vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós recorro, ó pai espiritual, e imploro a vossa proteção. Não rejeiteis as minhas súplicas, ó pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos de as ouvir precisamente e de alcançar o que vos rogo. Amém.
Para bem rezar a Novena a Carlo Acutis, é conveniente conhecer um pouco mais de sua vida.
Carlo Acutis nasceu em 3 de maio de 1991, em Londres, mas cresceu em Milão, Itália. Desde cedo, demonstrou uma fé profunda, influenciado por sua babá polonesa, Beata, que o introduziu às práticas católicas. Aos 7 anos, recebeu a Primeira Comunhão e, a partir de então, frequentava a missa diariamente, participava da Adoração Eucarística e rezava o Rosário. Apesar de pertencer a uma família abastada, Carlo destacava-se pelo desapego material e pelo serviço aos pobres, distribuindo alimentos e auxiliando os necessitados em Milão.
Apaixonado pela Eucaristia, referia-se a ela como “a minha estrada para o céu” e mantinha uma vida de oração constante. Além disso, tinha uma forte devoção a Nossa Senhora, sendo consagrado a ela e incentivando a recitação do Rosário entre amigos e familiares. Seu testemunho de fé influenciou a conversão de pessoas próximas, evidenciando sua maturidade espiritual desde tenra idade.
Com habilidade em tecnologia, Carlo viu na internet uma ferramenta eficaz para a evangelização. Aos 11 anos, iniciou a criação de um site que catalogava milagres eucarísticos ao redor do mundo, trabalho que exigiu extensa pesquisa e dedicação. Seu objetivo era compartilhar com outros a importância da Eucaristia e fortalecer a fé por meio desses relatos. Carlo faleceu em 12 de outubro de 2006, vítima de leucemia, mas seu legado continua inspirando muitos a buscar uma vida de santidade no cotidiano
Pensamentos de Carlos Acutis
"Estar sempre perto de Jesus, esse é o meu projeto de vida”.
"A Santificação não é um processo de adição, mas de subtração. Menos que eu deixe espaço para Deus."
"Estar sempre perto de Jesus, esse é o meu Projeto de Vida."
"A Tristeza é o olhar voltado para si; a Felicidade é o olhar voltado para Jesus."
"Todos os dias vivo a Eucaristia como um diálogo constante com Jesus, como uma autêntica esperança. A Eucaristia é a minha autoestrada para o Céu."
"Peça ao seu Anjo da Guarda para ajudá-lo continuamente, de modo que ele se torne Seu melhor amigo."
"Estou feliz em morrer, por que vivi minha vida sem perder nem mesmo um minuto dela com coisas que Deus não gosta."
"A única coisa que nós temos que pedir a Deus na Oração é a vontade de ser santos."
"A Eucaristia é a minha estrada para o Céu".
"Porque os homens se preocupam tanto com a beleza do próprio corpo e não se preocupam com a beleza da própria alma?"
“Nosso objetivo deve ser o infinito, não o finito. O infinito é nossa pátria. Sempre fomos esperados no Céu. Na vida eterna algo extraordinário nos espera."
Como rezar a Novena a Carlo Acutis?
A novena a Carlo Acutis consiste em 4 momentos: Oração inicial: é a mesma, deve ser repetida todos os dias, incluindo nela o pedido da graça que se deseja alcançar com a novena. Meditação do dia: em cada um dos dias da novena, medita-se um pequeno ponto de sua vida, um aspecto de sua espiritualidade. 5 Pai-Nossos, 5 Ave-Marias e 5 Glórias: também deve-se rezá-los todos os dias, ao término da meditação do dia. São 15 orações feitas em honra aos 15 anos de vida de Carlo Acutis nesta Terra. Oração final: reforça-se o pedido da graça pelos méritos de Carlo Acutis.
Novena a Carlo Acutis Primeiro dia
Oração inicial: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças com que enriquecestes a alma de São Carlo Acutis durante os 15 anos que passou nesta Terra e, pelos méritos deste tão querido Anjo da Juventude, vos suplico que me concedais a graça que ardentemente vos peço: (faz-se o pedido da graça que se deseja).
Meditação do primeiro dia: “Não eu, mas Deus” São Carlo Acutis, que fizeste de tua vida uma contínua renúncia e aniquilamento, dá-me a graça de buscar as coisas do Céu e desprezar as que passam. Amém.
5 Pai-Nossos, 5 Ave-Marias e 5 Glórias ao Pai, em honra dos 15 anos de vida do servo de Deus nesta Terra.
Oração final: Deus Pai de Misericórdia, que elevastes à glória dos altares este vosso servo Carlo Acutis, a fim de que, por ele, vós fôsseis mais glorificado, concedei-nos, pelos méritos dele — que em tudo viveu a vossa vontade —, a graça que ardentemente desejo. Amém.
Segundo dia
Oração inicial: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças com que enriquecestes a alma de São Carlo Acutis durante os 15 anos que passou nesta Terra e, pelos méritos deste tão querido Anjo da Juventude, vos suplico que me concedais a graça que ardentemente vos peço: (faz-se o pedido da graça que se deseja).
Meditação do segundo dia: “Estar sempre junto com Jesus: este é o meu plano de vida” São Carlo Acutis, que viveste imerso no Coração de Jesus, dá-me a graça de realizar, em tudo, este teu plano de amor. Amém.
5 Pai-Nossos, 5 Ave-Marias e 5 Glórias ao Pai, em honra dos 15 anos de vida do servo de Deus nesta Terra.
Oração final: Deus Pai de Misericórdia, que elevastes à glória dos altares este vosso servo Carlo Acutis, a fim de que, por ele, vós fôsseis mais glorificado, concedei-nos, pelos méritos dele — que em tudo viveu a vossa vontade —, a graça que ardentemente desejo. Amém. Terceiro dia
Oração inicial: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças com que enriquecestes a alma de São Carlo Acutis durante os 15 anos que passou nesta Terra e, pelos méritos deste tão querido Anjo da Juventude, vos suplico que me concedais a graça que ardentemente vos peço: (faz-se o pedido da graça que se deseja).
Meditação do terceiro dia: “Estar sempre junto com Jesus: este é o meu plano de vida” São Carlo Acutis, que viveste imerso no Coração de Jesus, dá-me a graça de realizar, em tudo, este teu plano de amor. Amém.
5 Pai-Nossos, 5 Ave-Marias e 5 Glórias ao Pai, em honra dos 15 anos de vida do servo de Deus nesta Terra.
Oração final: Deus Pai de Misericórdia, que elevastes à glória dos altares este vosso servo Carlo Acutis, a fim de que, por ele, vós fôsseis mais glorificado, concedei-nos, pelos méritos dele — que em tudo viveu a vossa vontade —, a graça que ardentemente desejo. Amém.
Quarto dia
Oração inicial: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças com que enriquecestes a alma de São Carlo Acutis durante os 15 anos que passou nesta Terra e, pelos méritos deste tão querido Anjo da Juventude, vos suplico que me concedais a graça que ardentemente vos peço: (faz-se o pedido da graça que se deseja).
Meditação do quarto dia: “Peça ao seu Anjo da Guarda para ajudá-lo continuamente, de modo que ele se torne seu melhor amigo” São Carlo Acutis, que buscaste, já neste mundo, a companhia dos santos anjos, dá-me a graça de viver na retidão que o meu santo anjo deseja. Amém.
5 Pai-Nossos, 5 Ave-Marias e 5 Glórias ao Pai, em honra dos 15 anos de vida do servo de Deus nesta Terra.
Oração final: Deus Pai de Misericórdia, que elevastes à glória dos altares este vosso servo Carlo Acutis, a fim de que, por ele, vós fôsseis mais glorificado, concedei-nos, pelos méritos dele — que em tudo viveu a vossa vontade —, a graça que ardentemente desejo. Amém.
Quinto dia
Oração inicial: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças com que enriquecestes a alma de São Carlo Acutis durante os 15 anos que passou nesta Terra e, pelos méritos deste tão querido Anjo da Juventude, vos suplico que me concedais a graça que ardentemente vos peço: (faz-se o pedido da graça que se deseja).
Meditação do quinto dia: “Nossa alma é como um balão… Se por acaso existe um pecado mortal, a alma cai sobre a Terra e a confissão será como fogo… É preciso confessar-se frequentemente” São Carlo Acutis, que tão bem viveste o sacramento da reconciliação, dá-me a graça de buscá-lo sempre com uma contrição profunda. Amém.
5 Pai-Nossos, 5 Ave-Marias e 5 Glórias ao Pai, em honra dos 15 anos de vida do servo de Deus nesta Terra.
Oração final: Deus Pai de Misericórdia, que elevastes à glória dos altares este vosso servo Carlo Acutis, a fim de que, por ele, vós fôsseis mais glorificado, concedei-nos, pelos méritos dele — que em tudo viveu a vossa vontade —, a graça que ardentemente desejo. Amém.
Sexto dia
Oração inicial: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças com que enriquecestes a alma de São Carlo Acutis durante os 15 anos que passou nesta Terra e, pelos méritos deste tão querido Anjo da Juventude, vos suplico que me concedais a graça que ardentemente vos peço: (faz-se o pedido da graça que se deseja).
Meditação do sexto dia: “A única coisa que nós temos que pedir a Deus na oração é a vontade de ser santos” São Carlo Acutis, que soubeste sempre pedir a Deus o essencial, dá-me a graça de um profundo desejo do Céu. Amém.
5 Pai-Nossos, 5 Ave-Marias e 5 Glórias ao Pai, em honra dos 15 anos de vida do servo de Deus nesta Terra.
Oração final: Deus Pai de Misericórdia, que elevastes à glória dos altares este vosso servo Carlo Acutis, a fim de que, por ele, vós fôsseis mais glorificado, concedei-nos, pelos méritos dele — que em tudo viveu a vossa vontade —, a graça que ardentemente desejo. Amém.
Sétimo dia
Oração inicial: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças com que enriquecestes a alma de São Carlo Acutis durante os 15 anos que passou nesta Terra e, pelos méritos deste tão querido Anjo da Juventude, vos suplico que me concedais a graça que ardentemente vos peço: (faz-se o pedido da graça que se deseja).
Meditação do sétimo dia: “A Virgem Maria é a única mulher da minha vida” São Carlo Acutis, que amaste a Virgem Maria mais que tudo, dá-me a graça de corresponder ao amor desta tão terna e boa mãe. Amém.
5 Pai-Nossos, 5 Ave-Marias e 5 Glórias ao Pai, em honra dos 15 anos de vida do servo de Deus nesta Terra.
Oração final: Deus Pai de Misericórdia, que elevastes à glória dos altares este vosso servo Carlo Acutis, a fim de que, por ele, vós fôsseis mais glorificado, concedei-nos, pelos méritos dele — que em tudo viveu a vossa vontade —, a graça que ardentemente desejo. Amém.
Oitavo dia
Oração inicial: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças com que enriquecestes a alma de São Carlo Acutis durante os 15 anos que passou nesta Terra e, pelos méritos deste tão querido Anjo da Juventude, vos suplico que me concedais a graça que ardentemente vos peço: (faz-se o pedido da graça que se deseja).
Meditação do oitavo dia: “A Eucaristia é a minha estrada para o Céu” São Carlo Acutis, que buscavas sempre teu Jesus escondido no sacrário, dá-me a graça de um profundo ardor eucarístico. Amém.
5 Pai-Nossos, 5 Ave-Marias e 5 Glórias ao Pai, em honra dos 15 anos de vida do servo de Deus nesta Terra.
Oração final: Deus Pai de Misericórdia, que elevastes à glória dos altares este vosso servo Carlo Acutis, a fim de que, por ele, vós fôsseis mais glorificado, concedei-nos, pelos méritos dele — que em tudo viveu a vossa vontade —, a graça que ardentemente desejo. Amém.
Nono dia
Oração inicial: Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, eu vos agradeço por todos os favores e todas as graças com que enriquecestes a alma de São Carlo Acutis durante os 15 anos que passou nesta Terra e, pelos méritos deste tão querido Anjo da Juventude, vos suplico que me concedais a graça que ardentemente vos peço: (faz-se o pedido da graça que se deseja).
Meditação do nono dia: “Eu estou feliz de morrer, porque vivi a minha vida sem perder nenhum minuto em coisas que não agradam a Deus” São Carlo Acutis, dá-me a graça das graças, que é a perseverança final e uma morte santa. Amém.
5 Pai-Nossos, 5 Ave-Marias e 5 Glórias ao Pai, em honra dos 15 anos de vida do servo de Deus nesta Terra.
Oração final: Deus Pai de Misericórdia, que elevastes à glória dos altares este vosso servo Carlo Acutis, a fim de que, por ele, vós fôsseis mais glorificado, concedei-nos, pelos méritos dele — que em tudo viveu a vossa vontade —, a graça que ardentemente desejo. Amém.
Crédito ao autor: Imprimatur + Dom Janusz Marian Danecki, OFMConv. Bispo auxiliar da Arquidiocese Campo Grande (Brasil) – Protocolo 52. Campo Grande, 30 de setembro de 2016
São Josemaria recomendava fazer um breve exame de consciência no final de cada dia, para crescer sempre no amor a Deus e evitar tudo o que possa constituir um obstáculo a esse amor.
No âmbito da conversão interior a Deus, o exame de consciência costuma ser considerado sob dois aspectos, muito relacionados entre si: como parte da preparação – identificação diligente dos pecados cometidos – para receber com fruto o sacramento da Penitência (cfr. CCE, n. 1454), e como prática ascética necessária para o progresso na vida espiritual. Vamos cingir-nos ao segundo aspecto, cuja finalidade está bem focada nestas palavras de São Josemaria, que põem em conexão a chamada e o seguimento de Cristo com a necessidade de examinar o coração no amor de Deus: “Quando o Senhor os chamou, os primeiros Apóstolos estavam junto à barca velha e junto às redes furadas, remendando-as. O Senhor disse-lhes que O seguissem; e eles, "statim" - imediatamente -, "relictis omnibus" - abandonando todas as coisas, tudo! -, O seguiram... E acontece algumas vezes que nós - que desejamos imitá-los - não acabamos de abandonar tudo, e fica-nos um apego no coração, um erro em nossa vida, que não queremos cortar para oferecê-lo ao Senhor. - Examinarás o teu coração bem a fundo? - Não há de ficar nada aí que não seja dEle; caso contrário, não O amamos bem, nem tu nem eu” (Forja, 356).
Nesta última frase está refletido o ponto para o qual se dirigem todas as considerações que São Josemaria faz sobre o exame de consciência: a necessidade que o cristão tem de crescer sempre no amor a Deus e evitar tudo o que possa constituir um obstáculo a esse amor.
1. O exame de consciência no contexto do diálogo entre o homem e Deus
O cristão, mediante o exame de consciência, situa-se diante de si mesmo na presença de Deus, para descobrir o que há nele e em suas obras que não corresponda à sua vocação de filho de Deus em Cristo, chamado à santidade. O conhecimento que alcança dispõe-no à contrição – à dor por suas faltas e ao propósito de corrigir-se – a pedir perdão a Deus, a valorizar os bens que dele recebeu, a agradecer e a procurar os meios adequados para melhorar nas circunstâncias em que se encontra: “Observa a tua conduta com vagar. Verás que estás cheio de erros, que te prejudicam a ti e talvez também aos que te rodeiam. (...) Precisas de um bom exame de consciência diário, que te leve a propósitos concretos de melhora, por sentires verdadeira dor das tuas faltas, das tuas omissões e pecados” (Forja, 481).
O exame é uma necessidade para o cristão que quer corresponder à chamada divina: “Se lutas de verdade, precisas fazer exame de consciência. – Cuida do exame diário: Vê se sentes dor de Amor, porque não tratas Nosso Senhor como deverias” (Sulco, 142). São Josemaria destaca a finalidade fundamental do exame: a dor pela falta de correspondência ao Amor de Deus, e adverte que o verdadeiro exame de consciência deve terminar na contrição. Por isso aconselha: “Acaba sempre o teu exame com um ato de Amor – dor de Amor – por ti, por todos os pecados dos homens... e considera o cuidado paternal de Deus, que afastou de ti os obstáculos para que não tropeçasses” (Caminho 246). O exame não acaba em si mesmo, mas na dor de amor e, precisamente por que é de amor, no pesar pelos pecados próprios e alheios. É inspirado pelo amor a Deus e leva, perante o Amor de Deus, à dor pelas faltas e ao agradecimento. E daí, à retificação da conduta: “’Quanto não devo a Deus, como cristão! A minha falta de correspondência, perante essa dívida, tem-me feito chorar de dor: de dor de Amor. ‘Mea culpa!’” – Bom é que vás reconhecendo as tuas dívidas. Mas não te esqueças de como se pagam: com lágrimas... e com obras” (Caminho 242).
Esse diálogo, fruto da amorosa relação pessoal entre o cristão e Deus, é o lugar próprio do exame de consciência (CECH*, p. 431). Para São Josemaria, o exame não é simples introspecção, uma espécie de monólogo interior que versa sobre si mesmo e suas obras, para verificar, até o exagero, inclusive, se se vai bem ou mal, pois “o cristão não é um maníaco colecionador de uma folha de serviços imaculada” (É Cristo que Passa, 75). O exame é uma forma de oração, na qual o homem considera sua própria vida na presença de Deus, em diálogo com o Senhor e com a ajuda de sua graça: “Jesus, se há em mim alguma coisa que te desagrade, dize-o, para que a arranquemos” (Forja, 108). Neste contexto de trato amoroso com Deus fica fora o perigo da rigidez ou de uma estima excessiva do esforço humano no progresso espiritual: a alma confia-se a Deus em seu caminhar pois dele recebe a luz para saber onde lutar e a força para fazê-lo.
O exame de consciência é tarefa que requer empenho sério, pois o bem que está em jogo é o mais alto. Para ilustrar esta realidade, São Josemaria recorre à comparação com a gestão dos negócios humanos: “Exame. – Tarefa diária. – Contabilidade que nunca descura quem tem um negócio. E há negócio que renda mais que o negócio da vida eterna?” (Caminho 235). A comparação, já usada há tempos na Igreja (cfr, CECH, pp. 423-424), é simples e ilustrativa: a gestão de um negócio requer a contabilidade das despesas e receitas, detectar o que e como se pode melhorar, remediar as falhas, etc. Alcançar a vida eterna é a finalidade do grande negócio do cristão, que se concretiza na luta diária por corresponder à graça divina. Passo prévio e ponto de partida para essa luta é o exame de consciência. Descuidá-lo constitui sério perigo: “Há um inimigo da vida interior, pequeno, bobo; mas muito eficaz, infelizmente: o pouco empenho no exame de consciência” (Forja, 109). Nada importa tanto para o cristão como aproximar-se cada vez mais de Deus, pelo que procurará sempre “fazer com consciência o exame de consciência” (Del Portillo, Carta 8/12/1976, n. 8: Fernández Carvajal, 2004, III, p. 391).
O exame é tarefa diária “Não me deixes todos os dias de noite, o exame: é questão de três minutos” (CECH, p 422), recomendava São Josemaria a um de seus filhos, sugerindo o momento e o tempo para fazê-lo: no fim do dia e brevemente. Para um exame mais detalhado, “mais profundo e mais extenso” (Caminho 245), há os dias de recolhimento mensal e de retiro anual: “Dias de retiro. Recolhimento para conhecer a Deus, para te conheceres e assim progredir. Um tempo necessário para descobrir em que coisas e de que modo é preciso reforma-se: que tenho que fazer? O que devo evitar?” (Sulco 177). Na quietude e recolhimento dos dias de retiro, a sós com Deus, nessa “bendita solidão que tanta falta te faz para teres em andamento a vida interior” (Caminho 304), o cristão, longe das fadigas de cada dia, tem a oportunidade de considerar com mais vagar e amplitude sua vida espiritual, e procurar a conversão: “Há alguma coisa na tua vida que não corresponda à tua condição de cristão e que te leve a não quereres purificar-te? Examina-te e muda. (Forja, 480).
São Josemaria insiste também na importância de estar vigilante a todo momento: “Acostumai-vos a ver Deus por trás de todas as coisas, a saber que Ele nos espera sempre, que nos contempla e pede precisamente que o sigamos com lealdade, sem abandonar o lugar que nos cabe neste mundo. Devemos caminhar com vigilância afetuosa, com uma preocupação sincera de lutar, para não perdermos a sua divina companhia” (Amigos de Deus, 218). Com essa atitude de ‘vigilância’, ele não se refere a um hábito de autocontrole permanente e sim a uma atitude do espírito, a uma disposição de ânimo própria da alma enamorada, pois “quando se ama deveras..., sempre se encontram detalhes para amar ainda mais” (Forja, 420). Trata-se de uma vigilância serena que procede do amor a Deus, que procura amá-lo mais e melhor a todo momento, e que se concretiza na amorosa resolução de “começar e recomeçar [a luta] em cada momento, se for preciso” (Amigos de Deus, 219; cfr. Amigos de Deus, 214). O caminho para formar na alma esse espírito de exame é fazer bem todos os dias o exame de consciência e crescer no amor de Deus.
São Josemaria aceita – como depois comentaremos com mais detalhes – a distinção clássica entre exame geral, que implica um olhar dirigido ao conjunto do dia, e exame particular, que dirige a atenção para um ponto concreto em que se deseja melhorar. Faz ocasionalmente diversas sugestões, e entre os vários métodos que foram propostos para fazer o exame de consciência, ele não outorga primazia a nenhum deles em concreto, nem direta nem indiretamente e tampouco indica um próprio. “Não se podem dar regras fixas. O exame que vai bem para uma pessoa não vai bem para outra; e mesmo para uma pessoa vai bem apenas durante uma temporada. Isso depende das circunstâncias de cada um. Cada um deve combinar com o seu diretor espiritual” (Del Portillo, Carta 8/12/1976, n. 14, em Cartas de família, II; AGP, Biblioteca, P17).
Seja qual for o modo de fazer o exame de consciência, São Josemaria previne sobre um perigo sempre presente neste exercício espiritual: “À hora do exame, vai prevenido contra o demônio mudo” (Caminho 236). Trata-se do demônio – “do qual nos fala o Evangelho” (Forja, 127; cfr. Mt 9, 32-33, Mc 9, 24) – que impede o cristão de ser sincero tanto consigo mesmo no exame de consciência como na direção espiritual e no sacramento da Penitência (cfr. Amigos de Deus, 188-189; CECH, pp 416-417). Se faltar a sinceridade, não se reconhecem as faltas e pecados e a alma se fecha para a dor, para a petição de perdão e para a graça divina. Daí a recomendação taxativa: “Tem sinceridade ‘selvagem’ no exame de consciência; quer dizer, coragem: a mesma com que olhas ao espelho, para saber onde te feriste ou te manchaste, ou onde estão os teus defeitos, que tens de eliminar” (Sulco 148).
Trata-se da valentia que procede de uma esperança firme no amor de Deus: “As nossas misérias não nos deverão levar nunca a esquivar-nos do Amor de Deus, mas a acolher-nos a esse Amor (...). Não devemos afastar-nos de Deus por termos descoberto as nossas fragilidades; temos de atacar as misérias, precisamente porque Deus confia em nós”. (AD, 187)
2. Conhecimento de Deus e conhecimento próprio
O exame de consciência foi tradicionalmente considerado como meio de conhecimento próprio, e este, por sua vez, como caminho necessário para a união com Deus (Delchard, 1961, cols. 1831 – 1838). São Josemaria também o indica, quando afirma que “o conhecimento próprio leva-nos como que pela mão à humildade” (Caminho 609). E, com ela, à confiança e ao amor de Deus em reconhecimento de sua Bondade infinita: “Não esqueças que és...a lata do lixo. – Por isso, se porventura o Jardineiro divino lança mão de ti, e te esfrega e te limpa...e te enche de magníficas flores... nem o aroma e nem a cor que embelezam a tua fealdade devem envaidecer-te” (Caminho 592).
É, no entanto, notável que São Josemaria anteponha o conhecimento de Deus ao conhecimento de si próprio: “Invoca o Espírito Santo no exame de consciência, para conheceres mais a Deus, para te conheceres a ti mesmo, e assim poderes converter-te em cada dia” (Forja, 326; cfr. É Cristo que Passa 58, 164; Sulco 177; Forja, 184).
Não se trata de uma novidade, mas de um modo de propor a finalidade do exame de consciência que leva a destacar a primazia do Amor de Deus por nós (cfr. 1 Jo 4, 19). Para viver vida sobrenatural, é necessário conhecer a própria realidade do ser cristão: tanto a própria humanidade, com a sua limitação e a sua miséria, como – e de modo mais fundamental – a participação na vida divina que recebemos com a graça: “Saber que saímos das mãos de Deus, que somos objeto da predileção da Trindade Beatíssima, que somos filhos de tão grande Pai. Eu peço ao meu Senhor que nos decidamos a tomar consciência disso, a saboreá-lo dia a dia” (Amigos de Deus, 26).
O cristão deve olhar para si mesmo no exame de consciência à luz destas verdades; se não, alcançará uma visão parcial e com frequência pouco positiva de si mesmo e da sua atuação, em contraste com a realidade querida por Deus: “Lança para longe de ti essa desesperança que te produz o conhecimento de tua miséria. – É verdade: por teu prestígio econômico, és um zero..., por teu prestígio social outro zero..., e outro por tuas virtudes, e outro por teu talento... Mas, à esquerda dessas negações está Cristo... E que cifra incomensurável não resulta!” (Caminho 473). Daí o conselho de São Josemaria “Medite cada um o que Deus fez por ele e no modo como correspondeu” (Amigos de Deus, 312). Tendo presentes as graças recebidas por Deus – a vida, a filiação divina, a redenção – nesse colóquio de amor com Deus que deve ser o exame, a alma fica sem nada escondido, com dor de amor pelas culpas, agradecida pelos dons recebidos, esperançada pela ajuda divina, e se enche de desejos de corresponder melhor, daí para a frente (cfr. Amigos de Deus, 215).
3. Exame geral e exame particular
São Josemaria conhece e torna própria – como já dissemos – a distinção entre exame geral e exame particular, distinção clássica e bem conhecida na ascética católica (cfr. Liuima – Derville, 1961, cols. 1838-1849). Com uma comparação que remete à consideração da vida cristã como luta – “guerra de paz”, “contenda de amor”, “combate espiritual”, “torneio de amor” (cfr. É Cristo que Passa 73-77) – apresenta expressivamente a natureza e a finalidade de ambos os modos do exame de consciência: “O exame geral assemelha-se à defesa. – O particular ao ataque. – O primeiro é a armadura. O segundo, espada toledana” (Caminho, 238).
O exame geral, comparado à armadura que protege e defende quem a usa, tem como objeto o combate diário em seu conjunto. Seu exercício oferece ao cristão a possibilidade de lutar com continuidade, sem baixar a guarda nem abandonar a batalha, de “começar e recomeçar” (Forja, 384; cfr. Caminho 292), de modo que a vida espiritual seja ativa e forte e, por isso, fique protegida das ciladas do inimigo: “Esse modo sobrenatural de proceder é uma verdadeira tática militar. – Sustentas a guerra – as lutas diárias da tua vida interior – em posições que colocas longe dos redutos da tua fortaleza. E o inimigo acode aí: à tua pequena mortificação, à tua oração habitual, ao teu trabalho metódico, ao teu plano de vida; e é difícil que chegue a aproximar-se dos torreões, fracos para o assalto, do teu castelo. E, se chega, chega sem eficácia” (Caminho, 307).
O exame particular se centraliza em um ponto concreto em que se quer melhorar: “Com o exame particular tens de procurar diretamente adquirir uma virtude determinada ou arrancar o defeito que te domina” (Caminho 241). É a “arma de combate” (Caminho 240), que mantém vivo o espírito de luta ao longo da jornada, concentrando as forças em uma frente concreta. Não se trata, porém, de qualquer frente de batalha, mas sim que o objeto do exame particular seja bem definido para a situação da alma hoje e agora. O cristão deve pedir ajuda a Deus e na direção espiritual para determinar o que é mais conveniente para a sua alma: “Pede luz. Insiste. – Até dares com a raiz, para lhe aplicares essa arma de combate que é o exame particular” (Caminho 240). E depois, uma vez fixado o ponto, determinar também os meios para conseguir esse objetivo: assim poderá “ir diretamente” adquirir a virtude ou arrancar o defeito.
São Josemaria acentua o aspecto positivo da luta ascética, apresentando como objetivo ou finalidade, em primeiro lugar, “adquirir uma virtude determinada” (Caminho 241). Mesmo quando às vezes se aspire a “arrancar um defeito”, será, normalmente, mais atraente e eficaz dirigir a atenção não a esse defeito e sim à virtude contrária a ele e esforçar-se por adquiri-la. “O movimento da alma para o bem – escrevia São Tomás de Aquino – é mais forte que o destinado a afastar-se do mal” (S.Th., 1-2, q. 29, a. 3) e São Josemaria em seu ensinamento sobre o exame está de acordo com essa observação antropológica.
“Exame de Consciência”, do Diccionario de San Josemaria Escrivá de Balaguer
A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) promove no dia de hoje, 6 de agosto, o Dia de Oração pelos Cristãos Perseguidos.
Lembremos hoje dos episódios recentes e dramáticos vivenciados por cristãos, como o massacre de mais de 200 cristãos em uma única noite na Nigéria e o assassinato brutal de um padre dentro da igreja em Mianmar. Milhões de fiéis enfrentam discriminação, expulsão, prisão e são impedidos até mesmo de exercer seu direito à oração por causa da fé que professam.
Papa Leão XIV, na audiência geral do dia 30/07, lamentou os ataques aos cristãos na Nigéria e motivou a oração por aqueles que tanto sofrem em nome de Cristo.
“Renovo meu profundo pesar pelo brutal ataque terrorista ocorrido na noite de 26 para 27 de julho em Komanda, no leste da República Democrática do Congo, onde mais de quarenta cristãos foram mortos na igreja durante uma vigília de oração e em suas casas. Ao confiar as vítimas à amorosa misericórdia de Deus, rezo pelos feridos e pelos cristãos em todo o mundo que continuam a sofrer violência e perseguição, exortando aqueles com responsabilidades locais e internacionais a trabalharem juntos para evitar tragédias semelhantes.“
Por isso, como Igreja, somos convidadas a nos unirmos em oração pelos nossos irmãos que sofrem por acreditarem e testemunharem sua fé em Cristo.
ORAÇÃO PELOS CRISTÃOS PERSEGUIDOS
Senhor Jesus Cristo, Vós nos ensinastes a rezar ao Pai em vosso nome e nos assegurastes que tudo o que pedíssemos nós receberíamos. Por isso, nos dirigimos a Vós com total confiança, vos pedimos a graça e a força de perseverar nesta tempestade, para alcançar a paz e a segurança, antes que seja tarde demais. Esta é a nossa oração e, embora pareça impossível para nós, confiamos a Vós a nossa sobrevivência e nosso futuro.
Ajudai-nos, Pai, em nome de vosso Filho crucificado e ressuscitado, Jesus, para continuarmos a trabalhar juntos; para sermos livres, responsáveis e amorosos; para encontrarmos a vossa vontade e fazê-la com alegria, zelo e coragem. Em Caná, a Mãe de Jesus foi a primeira a notar que não havia vinho. Pela intercessão de Maria, vos pedimos, Pai, para mudar a nossa situação – como vosso Filho transformou a água em vinho – da morte para a vida. Amém
Vamos conhecer mais sobre São Miguel Arcanjo, aqui serão esmiuçados detalhes sobre a hierarquia dos anjos, significado de seu nome e muito mais.
Quando o profeta Daniel teve uma visão e ficou como morto, ele relata: “Mas Miguel, um dos príncipes supremos, veio em meu auxílio, e eu prevaleci ali sobre os reis da Pérsia”. E alguém que parecia um filho do homem falou e disse: “Eu te farei saber o que está escrito no livro da verdade. Ninguém me ajuda contra eles, senão Miguel, vosso príncipe”. “Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, tal como nunca houve desde que existem nações até aquele dia”. Neste artigo sobre São Miguel Arcanjo, você encontrará detalhes aprofundados sobre a hierarquia dos anjos, o significado de seu nome, sua importância para os católicos e muito mais.
Os anjos e a hierarquia celeste
Na teologia católica, a hierarquia celestial é formada por nove coros de anjos, organizados em três hierarquias distintas. Essas hierarquias representam a ordem e a função dos anjos no plano divino. A primeira hierarquia, a mais próxima de Deus, é dedicada à adoração e glorificação divina, e inclui os Serafins, Querubins e Tronos.
A segunda hierarquia é composta pelos coros de Dominações, Potestades e Virtudes. Esses anjos têm a função de administrar os planos da sabedoria eterna de Deus e transmiti-los aos anjos da terceira hierarquia, que são responsáveis por vigiar a humanidade.
Por fim, a terceira hierarquia, mais próxima dos seres humanos, abrange os Principados, Arcanjos e Anjos. Embora os Arcanjos pertençam a essa categoria, por serem encarregados de missões importantes junto aos homens, eles possuem um profundo conhecimento dos mistérios divinos, o que os coloca em estreita proximidade com Deus.
Qual é a diferença entre anjo e arcanjo?
Os arcanjos ocupam uma posição especial na hierarquia celestial, destacando-se pela sua proximidade com Deus e pela importância de suas missões. Dentro da angeologia católica, os arcanjos são vistos como mensageiros divinos que desempenham papéis fundamentais na existência humana, intervindo em momentos cruciais da história da salvação.
Diferentemente dos anjos, que têm a missão de guardar e proteger cada pessoa individualmente, orientando-a nas questões cotidianas, os arcanjos são os principais intermediários entre os mortais e Deus. Eles não apenas transmitem mensagens divinas, mas também desempenham papéis em grandes eventos espirituais e históricos, guiando nações, protegendo a Igreja e combatendo as forças do mal.
Os arcanjos mais conhecidos na tradição católica são São Miguel Arcanjo, São Gabriel e São Rafael. São Miguel é o grande defensor contra as forças malignas, liderando o exército celestial na luta contra Satanás. São Gabriel é o mensageiro da Anunciação, que trouxe a Maria a notícia de que ela seria a mãe do Salvador. São Rafael, por sua vez, é o guia e curador, conhecido por sua intervenção no livro de Tobias, onde cura a cegueira do pai de Tobias e protege a jornada do jovem.
Quem é São Miguel Arcanjo para os católicos?
No Novo Testamento, é dito na carta de São Judas Tadeu: O arcanjo Miguel, quando disputava com o diabo contendendo sobre o corpo de Moisés, não se atreveu a proferir um julgamento injurioso, mas disse: “Que o Senhor te repreenda”. Porém, é sobretudo no capítulo 12 do Apocalipse que a missão de Miguel como capitão dos exércitos angélicos na luta contra o diabo e seus demônios aparece de forma clara.
São Miguel Arcanjo é considerado o patrono especial do povo de Israel . Ele também foi nomeado patrono especial da Igreja Católica, o novo povo de Deus do Novo Testamento.
Além disso, São Miguel é considerado patrono dos juízes e daqueles que exercem a justiça, pois é frequentemente representado segurando uma balança. Sendo o príncipe da milícia celeste na luta contra o mal e contra o diabo, ele também é visto como patrono dos soldados e policiais. Ademais, foi escolhido como patrono dos paraquedistas, dos radiologistas e de todos os que curam por meio do rádio. Mas ele é especialmente poderoso contra Satanás, e por isso, os exorcistas o invocam como um defensor poderoso.
Qual o significado do nome Miguel?
Miguel (מִיכָאֵל, Mi-kha-el) significa “Quem é como Deus” – uma pergunta retórica que afirma a supremacia de Deus sobre todas as coisas. Alguns acreditam que São Miguel apareceu a Josué, pois ele se apresenta com uma espada desembainhada na mão, assim como São Miguel Arcanjo é frequentemente representado. Ele disse a Josué: “Sou um príncipe do exército de Javé… Descalça os teus pés, porque o lugar que pisas é santo”.
São Miguel e a queda dos anjos rebeldes
“Houve uma batalha no céu: Miguel e seus anjos pelejaram contra o dragão. O dragão e seus anjos também pelejaram, mas não prevaleceram, e não se achou mais o seu lugar no céu. Foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, chamada diabo e Satanás, que engana toda a terra habitada; ele foi lançado à terra, e seus anjos foram lançados com ele. E ouvi uma grande voz no céu que dizia: Agora chegou a salvação, o poder, o Reino do nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo, porque foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusava diante do nosso Deus dia e noite. Mas eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho, e não amaram as suas vidas até à morte”.
Segundo a tradição católica, a batalha é descrita em Apocalipse 12, onde São Miguel lidera os exércitos celestiais contra Lúcifer e os anjos que se rebelaram contra Deus.
Lúcifer, originalmente um dos anjos mais belos e poderosos criados por Deus, foi consumido pelo orgulho e desejou ser igual ao Criador. Esse desejo de usurpação levou à sua rebelião, arrastando consigo uma parte dos anjos. Esses anjos, que escolheram seguir Lúcifer em sua rebelião, tornaram-se os demônios.
São Miguel, emergiu como o defensor da justiça divina e da fidelidade a Deus. Em resposta à rebelião de Lúcifer, São Miguel proclamou essa verdade e liderou os exércitos celestiais em uma guerra contra os anjos rebeldes.
A batalha culminou com a expulsão de Lúcifer e seus seguidores do céu. Este evento reafirma a ordem divina e a justiça de Deus. São Miguel é, portanto, venerado como o grande protetor contra as forças do mal, o guardião da Igreja, e o defensor da fé.
A expulsão dos anjos rebeldes também tem um significado profundo e simbólico: a luta contínua entre o bem e o mal, não apenas no mundo, mas dentro de cada pessoa. São Miguel, como o líder dos exércitos celestiais, é invocado pelos fiéis como um poderoso aliado na batalha espiritual, ajudando a resistir às tentações e a permanecer fiel a Deus.
São Miguel na Bíblia
Você sabia que a palavra “anjo” significa “mensageiro”? A Bíblia está repleta de histórias maravilhosas sobre os anjos, e ao lê-las, podemos descobrir algumas de suas atividades:
Eles louvam a Deus. (Salmo 148,1-2; Isaías 6,3)
Adoram a Deus. (Hebreus 1,06; Apocalipse 5,8-13)
Alegram-se com as obras de Deus. (Jó 38,6-7)
Servem a Deus (Salmo 103:20; Apocalipse 22,9) e se apresentam diante d’Ele. (Jó 1,6; 2,1)
São instrumentos dos julgamentos de Deus. (Apocalipse 7,1; 8,2)
Trazem respostas às orações. (Atos 12,5-10)
Nos encorajam em momentos de perigo. (Atos 27,23-24)
Cuidam dos justos na hora da morte. (Lucas 16,22)
O Arcanjo Miguel é mencionado – exclusivamente – em várias passagens da Bíblia, desempenhando papéis importantes tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
No Livro de Daniel o Arcanjo Miguel é mencionado como um dos “príncipes supremos” que veio em auxílio de um anjo que estava sendo impedido pelo “príncipe do reino da Pérsia”. Ele é descrito como o defensor de Israel.
“Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio ajudar-me, porque eu tinha sido deixado ali com os reis da Pérsia.”
“Ninguém há que me ajude contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe.”
São Miguel é descrito como o grande príncipe que se levanta para proteger o povo de Deus durante o tempo de angústia.
“Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro.”
O Arcanjo Miguel é mencionado disputando com o diabo sobre o corpo de Moisés, mostrando sua autoridade e poder. “Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo de maldição contra ele, mas disse: O Senhor te repreenda.”
E, por fim, uma das passagens mais conhecidas, onde Miguel lidera os anjos em uma batalha contra o dragão (Satanás) e seus anjos, resultando na expulsão destes do céu.
Aparições de São Miguel Arcanjo
Desde os tempos de Jesus, os hebreus acreditavam que São Miguel era o anjo encarregado por Deus de cuidar das fontes de água com efeitos curativos. Na tradição, ele é considerado como o anjo que guiou o povo de Israel pelo deserto e os fez atravessar o Mar Vermelho; também foi ele quem fez a água brotar da rocha que Moisés tocou com seu bastão para saciar a sede do povo. No Evangelho de São João, capítulo 5, há menção ao anjo que movia as águas da piscina de Betesda, e alguns acreditam que esse anjo era São Miguel.
No ano de 452, Átila, com seu exército, chegou às portas de Roma, determinado a conquistá-la com sangue e fogo. O Papa Leão I consagrou Roma ao arcanjo São Miguel e, em seguida, foi ao encontro de Átila. E então ocorreu o milagre: Átila se afastou de Roma. Imediatamente, construíram uma igreja dedicada ao arcanjo São Miguel, que foi consagrada a ele em 29 de setembro, data que desde então é celebrada como o dia da festa de São Miguel. Após o Concílio Vaticano II, foram acrescentadas também as festas dos arcanjos Gabriel (25 de março) e Rafael (24 de outubro).
O culto a São Miguel era amplamente difundido no Egito. Sabe-se que no século IV já existia um templo consagrado a ele. A igreja de Alexandria colocou sob sua proteção o rio Nilo, do qual dependia a riqueza do país. A festa era celebrada em 12 de junho, período em que o rio começava a crescer
Em Constantinopla, havia uma igreja dedicada a São Miguel, edificada pelo imperador Constantino. Ela era chamada de Michaelion, e acreditava-se que o arcanjo havia aparecido lá e realizado milagres. Sobre isso, o historiador Sozomeno escreveu extensivamente. Sozomeno nasceu na Palestina no século V e viveu em Constantinopla como advogado e autor de vários livros de história da Igreja. Ele relata: “Todos aqueles que tinham grandes aflições ou doenças incuráveis se aproximavam do templo para orar e logo se viam livres de seus sofrimentos.”
Os imperadores bizantinos, conforme relata o historiador Raymond Jenin, construíram vários templos dedicados a São Miguel, considerado o protetor do Império. Em Constantinopla e seus arredores, havia cerca de 16 santuários dedicados ao arcanjo.
O cronista bizantino Johannes Malalas (491-565), autor do livro Cronografia, onde registrava os acontecimentos notáveis de seu tempo, faz muitas referências a São Miguel em relação aos imperadores bizantinos. É conhecido o relato de Santo Eusébio em sua História Eclesiástica (IX, 9), onde informa que Constantino teve uma visão na Gália. Ele viu uma cruz com a frase in hoc signo vinces (“com este sinal vencerás”).
Em consequência dessa visão, Constantino mandou preparar um estandarte com a cruz, e São Miguel o conduziu à vitória. Acredita-se que essa visão seja verdadeira, pois seria altamente improvável que ele tivesse imaginado algo tão impopular em um exército majoritariamente pagão naquela época. No ano 313, Constantino concedeu o reconhecimento oficial do cristianismo em todo o império.
Durante o pontificado de São Gregório Magno, no ano 590, uma terrível peste estava causando uma grande mortalidade entre a população de Roma. O Papa ordenou que se realizasse uma procissão penitencial partindo de Santa Maria Maggiore. O próprio Papa carregava uma estátua da Virgem durante a procissão. Quando chegaram à ponte sobre o rio Tibre, ouviram cantos de anjos e, de repente, sobre o Castelo de Adriano, hoje conhecido como Castel Sant’Angelo (Castelo do Santo Anjo), apareceu o arcanjo São Miguel. Ele segurava uma espada em sua mão. Nesse momento, a peste cessou.
A aparição de São Miguel a Santa Joana d’Arc
O arcanjo São Miguel se manifestou a Santa Joana d’Arc em diversas ocasiões, pedindo-lhe que tomasse as armas para defender seu país. Aos 13 anos, ela começou a ouvir as vozes do arcanjo. No processo que lhe foi instaurado, Joana afirmou que a primeira aparição foi de São Miguel. Ela disse: “Eu o vi com meus olhos. Ele não estava sozinho, estava acompanhado por anjos do céu.”
A voz do arcanjo ensinava-a a se comportar bem e a frequentar a Igreja. Logo se juntaram a São Miguel as visitas de Santa Catarina e Santa Margarida. Com a ajuda deles, Joana conseguiu convencer o Delfim a acompanhá-la até Reims para ser coroado rei. Também lhe disseram que ela seria capturada. Joana foi queimada viva aos 19 anos. O processo de reabilitação ocorreu em 1455 por desejo do rei Carlos VIII e do Papa Calisto III.
A aparição a Beata Rosa Gattorno
A beata Rosa Gattorno, uma grande mística italiana, fala sobre São Miguel como seu anjo protetor e nos conta:
“Enquanto rezava, vi meu arcanjo São Miguel com a espada desembainhada em ato de me defender… Ele me confortou e desapareceu. Fiquei cheia de força e vigor, e teria enfrentado mil exércitos.”
“Um dia, eu me encomendava ao meu anjo da guarda e, ainda mais, àquele que meu Jesus me deu, o arcanjo Miguel. Vi um grupo de demônios ardentes que se precipitavam uns sobre os outros. O anjo Miguel os matava com sua espada, mas o ato de matança era apenas simbólico, pois ele realmente não os tocava… Após a meia-noite, incendiaram a porta da casa. Pulei da cama para a janela e, enquanto colocava o véu, sentia que me sugeriam o que deveria fazer, e Miguel me dizia: ‘Estou contigo, fique tranquila.'”
“Outro dia, fui comungar, pois estava muito mal naquele mês de março de 1875. Estava muito perturbada, mas assim que recebi a comunhão, vi o anjo Miguel ao meu lado. Ele, junto comigo, fazia o agradecimento, e com as mãos juntas, adorava a Deus.”
“Quanto sofri na minha viagem a Roma! Não sei como expressar. A fúria dos espíritos infernais era tal que só meu anjo São Miguel podia contê-los… Meu anjo Miguel os expulsava com a espada desembainhada. Eles foram embora e não os vi nem os ouvi mais.”
Aparição a Beata Ana Catarina Emmerick (1771-1824)
A beata Ana Catarina Emmerick, em suas revelações, conta: “Vi a igreja de São Pedro (em Roma). Sobre ela, resplandecia o arcanjo São Miguel, vestido de vermelho, segurando uma grande bandeira de combate nas mãos. A terra era um imenso campo de batalha. Os verdes e azuis lutavam contra os brancos: estes, sobre os quais havia uma espada de fogo, pareciam que iam sucumbir.“
“O arcanjo desceu e se aproximou dos brancos. Vi-o à frente de todos. Eles ganharam grande coragem, sem saber de onde vinha. O anjo derrotou os inimigos, que fugiram em todas as direções. A espada de fogo que estava sobre os brancos desapareceu. No meio do combate, as fileiras dos brancos aumentavam: grupos de adversários se uniam a eles, e uma vez, um grande número passou para o lado deles. No campo de batalha, havia legiões de santos no espaço, fazendo sinais com as mãos; eram diferentes entre si, mas animados pelo mesmo espírito.”
Aparições de São Miguel nas guerras
Durante a Primeira Guerra Mundial, há um fato bem documentado.19 Em Mons, na Bélgica, muitos anjos apareceram aos soldados no campo de batalha. Os aliados estavam prestes a sofrer uma terrível derrota, mas conseguiram vencer a batalha. Os soldados britânicos afirmaram ter visto São Jorge e o descreveram como tendo cabelos loiros e armadura dourada, montado em um cavalo branco.
Os soldados franceses asseguraram que era o arcanjo São Miguel, cavalgando em um cavalo branco. Após a guerra, os alemães compartilharam sua visão da história. Os soldados de cavalaria afirmaram que seus cavalos, de repente, se recusaram a perseguir o inimigo. Disseram que as posições aliadas, que atacavam, estavam defendidas por milhares de homens, quando na realidade, havia apenas dois regimentos.
Algumas religiosas escreveram:
“Em nossa comunidade, temos grande devoção aos anjos, especialmente a São Miguel, ao qual atribuímos a assistência milagrosa durante a invasão francesa de 1648. Todos os templos, conventos e casas particulares da cidade foram saqueados e roubados, exceto nosso convento. Várias vezes tentaram invadi-lo; mas, quando tentavam, aparecia um homem de aspecto belo, alto, que, com uma espada na mão, defendia a porta de entrada.
“As religiosas pensaram que se tratava de algum oficial francês, mas, quando quiseram procurá-lo para agradecê-lo, não encontraram ninguém que soubesse de tal capitão ou de um homem com aquelas características. Por isso, acreditou-se que era o arcanjo São Miguel, patrono da comunidade, de quem recebemos muitos benefícios notáveis. Hoje, temos sua imagem em lugares de destaque na casa. Também temos devoção aos nossos anjos da guarda e ao santo anjo da cidade.”
Durante a guerra da Coreia, aconteceu um fato extraordinário. Um soldado americano, chamado Miguel, experimentou de forma palpável a ajuda de seu patrono, a quem tinha muita devoção. Um dia de inverno, ele estava em patrulha. Em certo momento, afastou-se de seus companheiros e viu um soldado novo, a quem disse:
— Não te conheço, pensei que conhecia todos da minha companhia.
— Sou novo, acabei de chegar, meu nome é Miguel.
— Eu também me chamo Miguel.
Estava nevando, e eles subiram uma colina. De repente, apareceram sete soldados comunistas. Eles estavam a cerca de 40 metros de distância.
— Deite-se! — gritou o novo Miguel.
Mas o soldado Miguel foi atingido no peito. Depois disso, a única coisa de que se lembrava era de ser carregado por braços fortes. Quando estava seguro, viu o novo Miguel radiante de glória, com o rosto luminoso como o sol, segurando uma espada que brilhava com milhares de luzes. Em seguida, ele desapareceu. Os outros companheiros chegaram, ajudaram-no e trataram sua ferida. E ele perguntou:
— Onde está o Miguel?
Mas não havia outro Miguel, e ninguém o tinha visto. No entanto, aqueles soldados comunistas foram encontrados mortos, sem que ele tivesse disparado um único tiro.
Aparições do Santuário do Monte Gargano
Em meados do século VIII, vivia na cidade de Siponto (Itália) um homem rico chamado Gargano, proprietário de um grande rebanho de ovelhas e gado. Um dia, enquanto os animais pastavam nas encostas do monte, um touro se afastou da manada e não retornou à tarde com os demais. Gargano reuniu vários empregados e todos saíram à procura do touro.
Eles o encontraram no topo do monte, imóvel, em frente à entrada de uma gruta. Cheio de ira ao ver o touro que havia escapado, Gargano pegou um arco e atirou uma flecha envenenada. Porém, a flecha, invertendo sua direção como se fosse repelida pelo vento, voltou e se cravou no próprio pé de Gargano. Os habitantes da região ficaram perturbados por esse acontecimento tão insólito e foram até o bispo para buscar orientação.
O bispo ordenou três dias de jejum para pedir discernimento divino. Após os três dias, o arcanjo São Miguel apareceu ao bispo e disse: “Saibas que o fato de a flecha ter atingido aquele que a lançou foi realizado por minha vontade. Eu sou o arcanjo São Miguel, que estou sempre na presença do Senhor. E decidi proteger este lugar e seus habitantes, dos quais sou patrono e guardião.” A partir dessa visão, os habitantes começaram a subir ao monte para orar a Deus e ao santo arcanjo.
Uma segunda aparição ocorreu durante a guerra entre os napolitanos e os habitantes de Benevento e Siponto (onde está o Monte Gargano). Estes últimos pediram uma trégua de três dias para orar, jejuar e pedir a ajuda de São Miguel. Na noite anterior à batalha, São Miguel apareceu ao bispo e disse que as orações haviam sido ouvidas e que ele os ajudaria na luta.
E assim foi, eles venceram a batalha e, depois, foram à capela de São Miguel para agradecer. Lá, encontraram marcas de pés humanas gravadas na pedra ao lado de uma pequena porta, o que os fez compreender que São Miguel havia deixado um sinal de sua presença.
O terceiro episódio aconteceu quando os habitantes de Siponto quiseram consagrar a pequena igreja do Monte Gargano. Fizeram três dias de jejum e oração. Na última noite, São Miguel apareceu ao bispo de Siponto e disse: “Não cabe a vós consagrar esta igreja que eu edifiquei e consagrei. Vós deveis entrar e frequentar este lugar para orar. Amanhã, durante a celebração da missa, o povo comungará como de costume, e eu mesmo mostrarei como consagrei este lugar.”
No dia seguinte, viram que a igreja construída em uma gruta natural tinha uma grande abertura com uma longa galeria que levava até a porta setentrional, onde estavam as marcas humanas gravadas na pedra. E então, apareceu uma igreja maior.
Para entrar nela, era necessário subir alguns degraus, mas em seu interior cabiam cerca de 500 pessoas. Essa igreja era irregular, com paredes desiguais e altura variável. Havia um altar, e de uma rocha caía água, gota a gota, doce e cristalina, que atualmente é coletada em um copo de cristal e utilizada para curar doenças. Muitos enfermos foram curados com essa água milagrosa, especialmente no dia da festa de São Miguel, quando muitas pessoas das regiões vizinhas vêm em peregrinação.
A tradição coloca essas três aparições nos anos 490, 492 e 493. Alguns autores sugerem que elas ocorreram em momentos distintos no tempo. A primeira por volta de 490, a segunda por volta de 570 e a terceira, quando o santuário já era um centro de peregrinação reconhecido, vários anos depois.
Há uma quarta aparição no ano de 1656, quando a região estava sob domínio espanhol e enfrentava uma terrível epidemia de peste. O bispo de Manfredonia, a antiga Siponto, ordenou três dias de jejum e convidou todos a rezar a São Miguel. No dia 22 de setembro daquele ano, São Miguel apareceu ao bispo e disse que onde houvesse alguma pedra do santuário com uma cruz e o nome de São Miguel, as pessoas estariam livres da peste. O bispo começou a distribuir pedras abençoadas, e todos que as receberam ficaram livres do contágio. Atualmente, na praça da Città di Monte Sant’Angelo, há uma estátua com a inscrição em latim: “Ao príncipe dos anjos, vencedor da peste.”
Vale mencionar que, em 1022, o imperador alemão Henrique II, que foi proclamado santo após sua morte, passou toda uma noite na capela de São Miguel do Gargano em oração e teve uma visão de muitos anjos que acompanhavam São Miguel para celebrar o ofício divino. São Miguel deu a todos o livro do santo Evangelho para que o beijassem. Por isso, há uma tradição que diz que a capela de São Miguel é durante o dia para os homens e à noite para os anjos.
Este santuário do Gargano é o mais famoso de todos os dedicados a São Miguel.
Nos tempos das Cruzadas, antes de partir para a Terra Santa, muitos soldados e autoridades iam pedir a proteção de São Miguel. Muitos reis, papas e santos também visitaram esta basílica, chamada de “celeste” por ter sido consagrada pelo próprio São Miguel e porque, durante as noites, os anjos celebravam ali seu culto de adoração a Deus. Entre os reis que a visitaram estão Henrique II, Otão I e Otão II da Alemanha; Frederico da Suécia e Carlos d’Anjou; Afonso de Aragão e Fernando o Católico da Espanha; Segismundo da Polônia; Fernando I, Fernando II, Victor Manuel III, Humberto de Saboia e outros chefes de governo e ministros de Estado da Itália.
Entre os papas que visitaram o santuário estão Gelásio I, Leão IX, Urbano II, Celestino V, Alexandre III, Gregório X, João XXIII (quando era cardeal) e João Paulo II. Entre os santos, estão São Anselmo, São Bernardo de Claraval, Santa Matilde, Santa Brígida, São Francisco de Assis, Santo Afonso Maria de Ligório e o santo Padre Pio de Pietrelcina. E, claro, milhares e milhares de peregrinos que todos os anos visitam a basílica celeste. A atual basílica gótica começou a ser construída no ano de 1274.
Aparições no Santuário do Mont Saint Michel
O segundo santuário mais importante do mundo dedicado a São Miguel é o do Mont Saint Michel, localizado em uma ilha nas costas da Normandia (França). A tradição conta que, em 9 de outubro de 708, São Miguel apareceu a São Auberto, bispo de Avranches, na Normandia, pedindo-lhe que construísse um santuário em sua honra sobre uma ilha não muito distante da costa. O santuário foi inaugurado em 16 de outubro de 709. Pouco tempo depois, muitos enfermos foram curados, o que trouxe grande fama ao local. Durante a Idade Média, o Mont Saint Michel foi, juntamente com Santiago de Compostela e Roma, um dos lugares mais visitados do Ocidente.
A igreja original foi ampliada e engrandecida ao longo dos séculos. Os reis franceses, até Carlos Magno, dedicaram seus reinados a São Miguel. Durante a Revolução Francesa, o santuário foi convertido em uma prisão, mas atualmente é um centro de peregrinação. Cerca de três milhões de pessoas o visitam anualmente. Em 1912, os bispos franceses renovaram a consagração do país a São Miguel.
Aparição no Saint Michael’s Mount
Na Inglaterra, próximo às costas da Cornualha, também existe o famoso santuário Saint Michael’s Mount, que parece ter tido origem em uma aparição do arcanjo. Quando a maré sobe, ele fica como uma ilha, exatamente como o Mont Saint Michel, na Normandia. De acordo com a tradição, em 495, o arcanjo apareceu a alguns pescadores. Em 1135, uma comunidade religiosa dedicada ao culto do arcanjo foi estabelecida no local.
No final de 1424, por decreto do Parlamento inglês, este santuário deixou de depender do da Normandia, como havia sido por muitos anos. Em 1535, após Henrique VIII romper com a Igreja Católica, o Estado confiscou a abadia, que em 1659 foi adquirida pelo coronel John St. Aubyn e transformada em residência particular. Em 1954, a família Aubyn decidiu doar o edifício ao National Trust for Places of Historical or Natural Beauty, e a devoção a São Miguel foi retomada.
Aparição em San Michele della Chiusa
O santuário de San Michele della Chiusa, na Itália, está localizado exatamente no meio do caminho em linha reta entre o santuário do Monte Gargano e o Mont Saint Michel, na Normandia. Este santuário é mencionado em um documento do século IX intitulado Chronica monasterii sancti Michaelis Clusini. Aqui também o arcanjo São Miguel apareceu e pediu que lhe construíssem um templo.
Nos primeiros séculos, foi uma abadia beneditina muito conhecida, até 1622, quando quase foi abandonada. No entanto, em 1830, o rei Carlos Alberto se interessou pelo templo e estabeleceu ali a Comunidade dos Padres Rosminianos, que o cuidam até hoje.
Aparição do Santuário de Navalagamella
Em 1455, em Navalagamella (Madrid), o pastor Miguel Sánchez estava com seu rebanho de ovelhas quando São Miguel lhe apareceu e disse:
“Não temas, eu sou um dos sete espíritos que assistem na presença de Deus, de quem sou enviado para te dizer que é sua vontade que, neste lugar, se construa uma ermida em honra de São Miguel e seus anjos.”
O pastor pediu que a mensagem fosse confiada a outra pessoa, pois ele temia que não acreditassem nele, sendo uma pessoa tão humilde. Mas São Miguel lhe disse:
“Conta tudo ao teu amo, e eu farei com que acreditem em ti.”
No entanto, por medo, o pastor não falou, e um dia, ao acordar, descobriu que não podia caminhar. Então, compreendeu que devia falar e contou tudo ao seu amo, Don Pedro García de Ayuso. Este mandou celebrar uma missa em honra de São Miguel, e o pastor foi curado. Assim surgiu o templo São Miguel em Navalagamella.
Outras aparições de São Miguel Arcanjo
São Francisco de Paula tinha uma grande devoção a São Miguel, que se lhe apareceu em uma visão e inspirou o lema de sua Ordem dos Mínimos, que ele fundou.
Em 1733, quando São Gerardo Majella tinha 7 anos, um dia, enquanto assistia à missa, ele se aproximou do altar para receber a comunhão, mas o sacerdote a negou, pois Gerardo ainda era uma criança e, naquela época, só se comungava aos doze anos. O pequeno ficou triste. Naquela noite, o arcanjo São Miguel apareceu a ele e lhe deu a comunhão.
São Pio de Pietrelcina era muito devoto de São Miguel. Por isso, muitos autores acreditam que foi ele quem apareceu a São Pio no dia 5 de agosto de 1918. Ele disse: “Vi-me diante de um personagem misterioso com uma lança longuíssima e bem afiada, da qual parecia sair fogo da ponta.”
No terceiro segredo de Fátima, irmã Lúcia disse: “Vimos à esquerda de Nossa Senhora, um pouco mais alto, um anjo com uma espada de fogo na mão esquerda.” Muitos o identificam claramente como São Miguel.
Santa Faustina Kowalska escreveu em seu diário: “No dia de São Miguel, vi este grande guia ao meu lado, que me disse estas palavras: ‘O Senhor me recomendou ter um cuidado especial contigo. Saiba que você é odiada pelo mal, mas não temas. Quem como Deus!’. E desapareceu. No entanto, sinto sua presença e sua ajuda.”
São Miguel Arcanjo e os exorcismos
Vamos considerar um caso histórico que inspirou o filme “O Exorcista” e que ocorreu em Washington, no hospital de São Aleixo, em 1949, de acordo com as investigações realizadas pela rede de televisão norte-americana ABC.
O caso envolvia um menino (não uma menina) de cerca de dez anos, filho de uma família luterana, que recorreu à Igreja Católica em busca de ajuda. O padre jesuíta James Hughes, juntamente com outro sacerdote que o auxiliava, realizou o exorcismo várias vezes até conseguir expulsar o diabo. O menino foi libertado e viveu muitos anos como uma pessoa normal; ele até se casou e formou uma família. Os sacerdotes exorcistas também viveram por muitos anos, e o diabo não se vingou deles, porque Deus não permitiu.
Na realidade, não houve tantos fenômenos espetaculares juntos como os que aparecem no filme. Poucos sabem como realmente aconteceu. O demônio, através da voz do menino, disse: “Não irei embora até que uma certa palavra seja pronunciada, mas o menino jamais a dirá.”
O exorcismo continuou, e de repente, o menino falou com uma voz claramente autoritária e digna: “Eu sou São Miguel e te ordeno, Satanás, que abandones este corpo em nome de Dominus (Senhor, em latim), agora mesmo.” Então, ouviu-se um som semelhante a uma grande explosão, que foi escutado por muitas pessoas no hospital de São Aleixo, onde os exorcismos estavam sendo realizados. O menino possesso foi libertado para sempre. O menino não se lembrava de nada, exceto de uma visão de São Miguel lutando contra Satanás.
Curiosamente, naquele mesmo dia e hora em que o demônio saiu, essa mesma visão foi vista na igreja de São Francisco Xavier por vários sacerdotes jesuítas, que afirmaram ter visto de repente uma intensa luz que iluminou o altar principal e a cúpula do altar, na qual se via São Miguel lutando contra Satanás. Assim terminou felizmente aquela batalha no corpo do possesso: com a vitória de Deus por meio de São Miguel.
Em casos de possessão diabólica, é necessário recorrer à Maria, rezando o rosário, usando água benta, o crucifixo e outros objetos abençoados, mas também invocando São Miguel.
No Ritual de Exorcismos, lê-se: “Arcanjo São Miguel, príncipe do exército celestial, defende-nos na luta contra os espíritos do mal nos céus. Vem em auxílio dos homens, a quem Deus criou à sua imagem e semelhança e resgatou a grande preço da tirania do diabo. A ti, a Igreja venera como seu guardião e patrono; a ti, o Senhor confiou as almas dos redimidos para colocá-las na felicidade eterna. Suplica ao Deus da paz que esmague Satanás sob nossos pés, para que ele nunca mais possa manter os homens cativos e prejudicar a Igreja. Apresenta nossas súplicas ao Altíssimo, para que a misericórdia do Senhor venha rapidamente ao nosso encontro e reduza as dificuldades da vida.”
A oração diz assim: “São Miguel Arcanjo, defende-nos do inimigo e protege-nos de todas as armadilhas do maligno. Que Deus te repreenda, espírito maligno, e tu, príncipe da milícia celestial, lança com o poder divino Satanás no mais profundo do inferno, juntamente com os outros espíritos imundos que vagam pelo mundo, buscando a perdição das almas.”
“Conheço uma psicóloga que trabalha no apostolado com dependentes químicos e prostitutas nas ruas de Vancouver, Columbia Britânica, Canadá. Entre esses jovens, o satanismo está difundido, pois muitos carregam o nome ou a imagem do diabo em suas camisetas. Em geral, eles o fazem porque acreditam que o diabo é um ser poderoso. Ela lhes diz que São Miguel é muito mais poderoso, pois foi ele quem expulsou Satanás do céu. E então, oferece-lhes uma medalha de São Miguel. Eles a recebem com gratidão e começam a invocá-lo e a receber sua proteção.”
O que é a Quaresma de São Miguel?
A Quaresma de São Miguel Arcanjo é uma prática devocional que começa no dia 15 de agosto e vai até 29 de setembro, dia da festa de São Miguel. Durante esses 40 dias, os fiéis são convidados a intensificar suas orações, fazer penitências e buscar uma maior proximidade com Deus, sob a proteção de São Miguel. A devoção inclui a recitação diária da Ladainha de São Miguel, a oração de São Miguel Arcanjo e outras práticas, como o jejum e a confissão, com o objetivo de alcançar graças especiais e fortalecer a fé.
Oração a São Miguel Arcanjo
Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio, contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiae caelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute, in infernum detrude. Amen.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e as ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós príncipe da milícia celeste, pelo Divino Poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.