sábado, 28 de dezembro de 2024

Como fazer uma Carta á São José?

 


Como fazer uma carta a São José? Eu não sabia como iniciar, como escrever, mas já conhecendo a muito tempo sua poderosa intercessão, rezando todos os meses a Novena Perpétua a São José e a partir de tudo aquilo que os santos escreveram sobre ele como: Santo Agostinho, Santa Teresa D´Ávila, Santo Tomás de Aquino, São Pedro Julião Eymard, Santa Teresinha do Menino Jesus e tantos outros, resolvi escrever este texto para ajudar as pessoas a escrever esta carta com base nos testemunhos de pessoas que já escreveram e alcançaram os milagres pedidos.

 A grande intercessão de São José está intimamente ligado ao fato de ser escolhido por Deus para o ser o pai legal de Seu Filho Jesus e esposo castíssimo da Virgem Maria. Se Jesus honrou a paternidade de São José sendo-lhe obediente neste mundo, São José glorificou a Deus sendo um verdadeiro pai ao Filho de Deus que teve em São José o exemplo de servo bom e fiel aos desígnios de Deus o plano da Redenção da humanidade. No céu temos certeza que a intercessão de São José é poderosa. Sendo da vontade de Deus o que pedimos a São José para interceder, receberemos do bom Deus as graças necessárias a nossa santificação.



    Como São José é invocado pela Igreja Católica como o protetor das Famílias, padroeiro dos trabalhadores, Patrono da Igreja Universal, dos moribundos, terror dos demônios entre outros, não nos negará nada porque Deus o constituiu a
"nos socorrer em todas as nossas necessidades" como nos afirma Santa Teresa D´Ávila. Interessante que a Igreja nos leva a afirmar nas orações finais da Ladainha dedicada a ele [São José] que Deus o fez senhor de sua casa e fê-lo príncipe de todos os seus bens. 

    A intenção de escrever uma carta a São José deve ser o desejo de ser agradável a Deus como ele [São José] o foi. É importante fazer a Carta para São José durante uma Novena a ele dedicada (todos os meses costumo rezar a "Novena Perpetua a São José", de 10 a 18 de cada mês no Youtube), sendo sincero em suas intenções e neste tempo da Novena procurar os meios necessários a sua conversão e santificação, a própria Novena o ajudará a viver bem os nove dias que antecedem o dia 19 de cada mês dedicado a São José. Abaixo segue um modelo de carta do qual você pode fazer conforme seu desejo e intenção.

Carta a São José (modelo)

“Querido São José,
modelo de pai, esposo e trabalhador, homem que Deus confiou para proteger e nutrir o menino Jesus.
Escrevo essa carta para lhe pedir ajuda,
(descreva resumidamente o seu problema)
Peço-lhe que interceda por nós nessa causa diante do trono de Deus nos abençoando com…
(escreva o seu pedido)
Rogo por este milagre e agradeço-lhe por tudo, ó protetor da Sagrada Família e Terror dos Demônios.
Valei-me São José.
Com carinho,
(seu nome)”



A pós a escrita da carta a coloque debaixo de uma imagem de São José que tenha em sua casa ou na Igreja/Capela mais próxima de sua casa.


Deus abençoe!
José João






História da Devoção à Carta a São José

 


A história da devoção à Carta a São José é uma prática piedosa que envolve a escrita de uma carta ao pai adotivo de Jesus, pedindo sua intercessão junto a Deus. São José, conhecido por sua humildade, pureza, bondade, trabalho árduo e profunda fé em Deus, é um dos santos mais venerados na Igreja Católica.

História da Devoção a carta a São José

A devoção a São José remonta aos primeiros séculos do cristianismo, mas ganhou mais popularidade ao longo dos séculos. Foi especialmente promovida por grandes santos e papas. São José é frequentemente invocado como patrono das famílias, dos trabalhadores, da boa morte e terror dos demônios.

A prática específica de escrever uma carta a São José não possui uma origem clara e documentada, mas está enraizada na tradição católica de oração e intercessão. Muitas pessoas sentem um chamado especial para suplicar a intercessão de São José de forma pessoal, escrevendo cartas que expressam suas necessidades, agradecimentos e pedidos de graças impossíveis a olhos humanos.

Esta devoção da Carta a São José tornou-se mais conhecida por meio das Missionárias da Divina Revelação do qual nos relata a irmã Rebecca Nazzaro, superiora das Missionárias da Divina Revelação.


Quando no fim do mês de Dezembro de 2006 entrei no estacionamento do imóvel situado em Roma, na Via Delle Vigne Nuove, não pensei que estava se cumprindo a profecia de São José.

Me chamo Irmã Rebecca Nazzaro, superiora das Missionárias da Divina Revelação. A nossa comunidade nasceu na diocese de Roma em 11 de Fevereiro de 2001, depois de uma longa gestação de consagração laical com caráter religioso. Nascemos espiritualmente na gruta de Tre Fontane, onde a Virgem Maria apareceu com o título de Virgem da Revelação, a um homem, Bruno Cornacchiola, que combatia a Igreja Católica e queria assassinar o Papa Pio XII. A nossa missão é dedicada a nova evangelização com o propósito específico de tornar amada a Igreja Católica nos seus “Três Amores Brancos”: A Eucaristia, a Imaculada e o Santo Padre.

Quando iniciamos, a nossa sede era um pequeno apartamento emprestado à nós por caros amigos devotos da Virgem da Revelação. Do primeiro núcleo de 7 irmãs, passamos para 9, 10... O Vicariato de Roma, reconhecendo neste crescimento o sinal da bênção de Deus, nos confiou um apartamento de propriedade da Diocese, no centro de Roma, no último piso, onde no terraço se podiam admirar todas as cúpulas das igrejas do centro histórico alternadas a sofisticadas antenas parabólicas.

Parecia que tínhamos atingido uma decorosa organização para o nosso crescimento e desenvolvimento do nosso apostolado. O terraço era o nosso salão de visitas, as igrejas vizinhas, o nosso oratório, o jardim era o Circo Máximo e os nossos passeios dominicais aconteciam na Ilha Tiberina. O Senhor, na Sua infinita bondade, continuava a enviar moças que, devotas da Virgem da Revelação, pediam para fazer experiência conosco. Como acolhê-las? A nossa hospedagem era um quarto usado como sacristia e sala de reuniões... Precisávamos de alguns quartos a mais!

Então tornamos às nossas orações e às nossas procuras... Claro, as condições econômicas eram muito escassas, mesmo se muitas pessoas, incluindo os nossos pais, se dispusessem a pagar um eventual financiamento.

Junto com a Vigária, Irmã Daniela, iniciei a ver muitos imóveis de institutos religiosos, pequenos e grandes, esperando com fé pela Providência. A procura durou mais de 3 anos sem nenhum sucesso. Tínhamos já invocado São José muitas vezes, dedicando a ele as orações do mês, as novenas, o sacro manto (devoção a São José de 30 dias com ladainha e orações), mas... nada!

Um dia encontro uma religiosa, “Filha de São José”, lhe confio a nossa amargura por não ter ainda encontrado uma solução adequada para a nossa comunidade em crescimento e pergunto se teria uma oração “especial” para me sugerir.

Com muita determinação me sugere de escrever uma carta a São José. Dizer que fiquei maravilhada pela proposta é pouco... e pedi mais explicações. Ela me confirma a sugestão de escrever uma carta a São José elencando nos detalhes as necessidades da nossa comunidade, porque São José nos atenderia exatamente nos detalhes. Se despede de mim dizendo que era segura que receberíamos tudo aquilo que precisávamos.

Eu não era nem um pouco convencida deste tipo de “oração” e reuni a comunidade para escrevermos juntas a carta a São José. Nos sentamos entorno da mesa e perguntei às irmãs como elas queriam o convento, porque São José responderia com precisão. Falava com elas em tom de brincadeira para esconder a minha incredulidade. As irmãs, cheias de fé e com tanta devoção, começaram a enumerar seus pedidos: de uma bela capela a um grande refeitório, do jardim a quarto de hóspedes, de uns 30 dormitórios a salas de estudos e conferência, sem faltar a estátua de São José e eu, para concluir, acrescento o pedido de uma minivan do tipo “Serena” da marca Nissan. O pedido foi escrito em 7 de Junho de 2006 em uma simples folha que colocamos atrás de um quadro de São José, a única imagem que havíamos do santo.


Nenhuma de nós se lembrava daquela carta e quando, em Dezembro de 2006 fomos convidadas a visitar o edifício que nos foi proposto, não pensávamos minimamente que São José o tinha preparado especialmente para nós.
Surpresas pelo tamanhos do edifício, eu e a Irmã Daniela, procuramos acabar imediatamente com o encontro porque já sabíamos que não tínhamos a possibilidade econômica para um aluguel, e muito menos para uma compra!

A irmã, comissária pontifícia encarregada de encontrar uma solução para a precedente comunidade que habitava neste edifício, a qual estava terminando, retificou o meu pensamento me dizendo que deveríamos somente que cuidar das últimas irmãs idosas que permaneceram e que tudo um dia seria nosso. Não! Não podíamos crer! Saímos do portão e na garagem vejo uma minivan... Nissan... Serena... Não conseguíamos crer nos nossos olhos! Voltamos para casa e contamos tudo às irmãs. Uma semana depois, em 6 de Janeiro de 2007, demos a confirmação que aceitávamos a proposta.

Em 11 de Fevereiro de 2007, memória da Bem-aventurada Virgem de Lourdes e 6º aniversário da nossa aprovação pela Igreja, com todas as irmãs, fui no imóvel para almoçar com as irmãs idosas da outra comunidade em declínio. Todas, de ambas as comunidades, estávamos plenas de alegria e dos nossos corações um hino de agradecimento se elevava ao Senhor.


Finalmente, em 25 de Junho de 2007, nos transferimos ao nosso novo ninho, nos doado pelo Senhor, por intercessão de São José, para iniciar uma nova aventura.  Em 1º de Julho, fizemos celebrar uma Missa Solene de agradecimento ao Senhor, cheias de gratidão pelo grande dom recebido, mas conscientes também da responsabilidade de tal dom.

Logo, dissemos umas às outras: “ se o Senhor nos deu uma casa tão grande é porque quer que a abramos para acolher quem deseja encontrá-lo, quem aspira viver momentos de alegria e paz, aquela alegria e aquela paz que somente Jesus nos pode dar”.

Desde então São José é invocado por nós com tanta fé e amor, certas de que ele saberá escutar o nosso grito de ajuda em meio as provas que a vida sempre reserva. Devo acrescentar que tantas vezes pedi perdão a São José pela minha inicial incredulidade, quando quase de brincadeira encorajei as minhas irmãs à escrever a nossa carta dos desejos. Obrigada São José, obrigada Jesus que sempre escuta aquele que em vida não Vos negou nada!


    A Devoção a São José é marcada pela vida dos homens e mulheres da Igreja que assumem a paternidade espiritual de São José em suas e descobrem nesta devoção uma via de encontro com Deus por meio de pequenos Atos. Agora que temos um lindo testemunho desta prática devocional, podemos enriquecer nossa experiência com São José por meio deste ato de devoção.



Deus te abençoe!
José João


SOBRE A CONCESSÃO DA INDULGÊNCIA

 



SOBRE A CONCESSÃO DA INDULGÊNCIA
DURANTE O JUBILEU ORDINÁRIO DO ANO 2025
PROCLAMADO POR SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO

 

“Agora chegou o momento dum novo Jubileu, em que se abre novamente de par em par a Porta Santa para oferecer a experiência viva do amor de Deus” (Spes non confundit, 6). Na bula de proclamação do Jubileu Ordinário de 2025, o Santo Padre, no momento histórico atual em que, “esquecida dos dramas do passado, a humanidade encontra-se de novo submetida a uma difícil prova que vê muitas populações oprimidas pela brutalidade da violência” (Spes non confundit, 8), convida todos os cristãos a tornarem-se peregrinos de esperança. Esta é uma virtude a redescobrir nos sinais dos tempos, os quais, contendo “o anélito do coração humano, carecido da presença salvífica de Deus, pedem para ser transformados em sinais de esperança” (Spes non confundit, 7), que deverá ser obtida sobretudo na graça de Deus e na plenitude da Sua misericórdia.

Já na bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia de 2015, o Papa Francisco sublinhava o quanto a Indulgência adquiria, naquele contexto, “uma relevância particular” (Misericordiae vultus, 22), uma vez que a misericórdia de Deus “torna-se indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado” (ibid.). Do mesmo modo, hoje, o Santo Padre declara que o dom da Indulgência “permite-nos descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus. Não é por acaso que, na antiguidade, o termo «misericórdia» era cambiável com o de «indulgência», precisamente porque pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece limites” (Spes non confundit, 23). A Indulgência é, pois, uma graça jubilar.

Também por ocasião do Jubileu Ordinário de 2025, portanto, por vontade do Sumo Pontífice, este “Tribunal de Misericórdia”, ao qual compete dispor tudo o que diz respeito à concessão e ao uso das Indulgências, pretende estimular os ânimos dos fiéis a desejar e alimentar o piedoso desejo de obter a Indulgência como dom de graça, próprio e peculiar de cada Ano Santo, e estabelece as seguintes prescrições, para que os fiéis possam usufruir das “disposições necessárias para poder obter e tornar efetiva a prática da Indulgência Jubilar” (Spes non confundit, 23).

Durante o Jubileu Ordinário de 2025, permanecem em vigor todas as outras concessões de Indulgência. Todos os fiéis verdadeiramente arrependidos, excluindo qualquer apego ao pecado (cf. Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norm. 20, § 1) e movidos por um espírito de caridade, e que, no decurso do Ano Santo, purificados pelo sacramento da penitência e revigorados pela Sagrada Comunhão, rezem segundo as intenções do Sumo Pontífice, poderão obter do tesouro da Igreja pleníssima Indulgência, remissão e perdão dos seus pecados, que se pode aplicar às almas do Purgatório sob a forma de sufrágio:

I.- Nas sagradas peregrinações

Os fiéis, peregrinos de esperança, poderão obter a Indulgência Jubilar concedida pelo Santo Padre se empreenderem uma piedosa peregrinação:

a qualquer lugar sagrado do Jubileu: aí participando devotamente na Santa Missa (sempre que as normas litúrgicas o permitam, poderá recorrer-se especialmente à Missa própria para o Jubileu ou à Missa votiva: Pela reconciliação, Pelo perdão dos pecados, Para pedir a virtude da caridade e Para promover a concórdia); numa Missa ritual para conferir os sacramentos da iniciação cristã ou a Unção dos Enfermos; na celebração da Palavra de Deus; na Liturgia das Horas (Ofício de Leituras, Laudes, Vésperas); na Via-Sacra; no Rosário Mariano; no hino Akathistos; numa celebração penitencial, que termine com as confissões individuais dos penitentes, como está estabelecido no Rito da Penitência (forma II);

em Roma: a pelo menos uma das quatro Basílicas Papais Maiores: São Pedro no Vaticano, Santíssimo Salvador em Laterão, Santa Maria Maior, São Paulo fora de Muros;

na Terra Santa: a pelo menos uma das três basílicas: do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém, da Anunciação em Nazaré;

noutras circunscrições eclesiásticas: à igreja catedral ou a outras igrejas e lugares santos designados pelo Ordinário do lugar. Os Bispos terão em conta as necessidades dos fiéis, assim como a própria oportunidade de manter intacto o significado da peregrinação com toda a sua força simbólica, capaz de manifestar a necessidade ardente de conversão e reconciliação;

II.- Nas piedosas visitas aos lugares sagrados

Ademais, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se, individualmente ou em grupo, visitarem devotamente qualquer lugar jubilar e aí dedicarem um côngruo período de tempo à adoração eucarística e à meditação, concluindo com o Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e invocações a Maria, Mãe de Deus, para que, neste Ano Santo, todos possam “experimentar a proximidade da mais afetuosa das mães, que nunca abandona os seus filhos” (Spes non confundit, 24).

Na particular ocasião do Ano Jubilar, poderão visitar-se, para além dos supramencionados insignes lugares de peregrinação, estes outros lugares sagrados nas mesmas condições:

em Roma: a Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, a Basílica de São Lourenço fora de Muros, a Basílica de São Sebastião (recomenda-se vivamente a devota visita conhecida como “das sete Igrejas”, tão cara a São Filipe Neri), o Santuário do Divino Amor, a Igreja do Espírito Santo em Sassia, a Igreja de São Paulo “alle Tre Fontane”, o lugar do Martírio do Apóstolo, as Catacumbas cristãs; as igrejas dos caminhos jubilares dedicadas ao Iter Europaeum e as igrejas dedicadas às Mulheres Padroeiras da Europa e Doutoras da Igreja (Basílica de Santa Maria sobre Minerva, Santa Brígida em Campo de' Fiori, Igreja Santa Maria da Vitória, Igreja de “Trinità dei Monti”, Basílica de Santa Cecília em Trastevere, Basílica de Santo Agostinho em Campo Marzio);

noutros lugares do mundo: as duas Basílicas Papais menores de Assis, de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos; as Basílicas Pontifícias de Nossa Senhora de Loreto, de Nossa Senhora de Pompeia, de Santo António de Pádua; qualquer Basílica menor, igreja catedral, igreja concatedral, santuário mariano, assim como, para o benefício dos fiéis, qualquer insigne igreja colegiada ou santuário designado por cada Bispo diocesano ou eparquial, bem como santuários nacionais ou internacionais, “lugares sagrados de acolhimento e espaços privilegiados para gerar esperança” (Spes non confundit, 24), indicados pelas Conferências Episcopais.

Os fiéis verdadeiramente arrependidos que não puderem participar nas celebrações solenes, nas peregrinações e nas piedosas visitas por motivos graves (como, primeiramente, todas as monjas e monges de clausura, os idosos, os doentes, os reclusos, assim como quantos, nos hospitais ou noutros lugares de assistência, prestam um serviço continuado aos doentes), receberão a Indulgência jubilar nas mesmas condições se, unidos em espírito aos fiéis presentes, sobretudo nos momentos em que as palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas através dos meios de comunicação, recitarem nas suas casas ou nos lugares onde o impedimento os reter (por exemplo, na capela do mosteiro, do hospital, do centro de assistência, da prisão...) o Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e outras orações em conformidade com as finalidades do Ano Santo, oferecendo os seus sofrimentos ou as dificuldades da sua vida;

III.- Nas obras de misericórdia e de penitência

Além disso, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se, com ânimo devoto, participarem em Missões populares, em exercícios espirituais ou em encontros de formação sobre os textos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica, que se realizem numa igreja ou noutro lugar adequado, segundo a intenção do Santo Padre.

Apesar da norma segundo a qual se pode obter uma só Indulgência plenária por dia (cf. Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norm. 18, § 1), os fiéis que terão praticado o ato de caridade a favor das almas do Purgatório, se se aproximarem legitimamente do sacramento da Comunhão uma segunda vez no mesmo dia, poderão obter duas vezes no mesmo dia a Indulgência plenária, aplicável apenas aos defuntos (entende-se no âmbito de uma celebração eucarística; cf. cân. 917 e Pontificia Commissione per l’interpretazione autentica del CIC, Responsa ad dubia, 1, 11 iul. 1984). Com esta dupla oblação, cumpre-se um louvável exercício de caridade sobrenatural, através daquele vínculo pelo qual estão unidos no Corpo místico de Cristo os fiéis que ainda peregrinam sobre a terra, juntamente com aqueles que já completaram o seu caminho, em virtude do facto de que “a Indulgência Jubilar, em virtude da oração, destina-se de modo particular a todos aqueles que nos precederam, para que obtenham plena misericórdia” (Spes non confundit, 22).

Mas, de modo particular, precisamente “no Ano Jubilar, seremos chamados a ser sinais palpáveis de esperança para muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de dificuldade” (Spes non confundit, 10): a Indulgência está, portanto, ligada também às obras de misericórdia e de penitência, com as quais se testemunha a conversão empreendida. Os fiéis, seguindo o exemplo e o mandato de Cristo, sejam encorajados a praticar mais frequentemente obras de caridade ou misericórdia, principalmente ao serviço daqueles irmãos que se encontram oprimidos por diversas necessidades. Mais concretamente, redescubram “as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos” (Misericordiae vultus, 15) e redescubram também “as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos” (ibid.).

Do mesmo modo, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se se deslocarem para visitar por um côngruo período de tempo os irmãos que se encontrem em necessidade ou dificuldade (doentes, presos, idosos em solidão, pessoas com alguma deficiência...), quase fazendo uma peregrinação em direção a Cristo presente neles (cf. Mt 25, 34-36) e cumprindo as habituais condições espirituais, sacramentais e de oração. Os fiéis poderão, sem dúvida, repetir estas visitas no decurso do Ano Santo, adquirindo em cada uma delas a Indulgência plenária, mesmo quotidianamente.

A Indulgência plenária jubilar também poderá ser obtida mediante iniciativas que implementem de forma concreta e generosa o espírito penitencial, que é como que a alma do Jubileu, redescobrindo em particular o valor penitencial das sextas-feiras: abstendo-se, em espírito de penitência, durante pelo menos um dia, de distrações fúteis (reais mas também virtuais, induzidas, por exemplo, pelos meios de comunicação social e pelas redes sociais) e de consumos supérfluos (por exemplo, jejuando ou praticando a abstinência segundo as normas gerais da Igreja e as especificações dos Bispos), assim como devolvendo uma soma proporcional em dinheiro aos pobres; apoiando obras de caráter religioso ou social, especialmente em favor da defesa e da proteção da vida em todas as suas fases e da própria qualidade de vida, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou sós, dos migrantes de vários Países “que deixam a sua terra à procura duma vida melhor para si próprios e suas famílias” (Spes non confundit, 13); dedicando uma parte proporcional do próprio tempo livre a atividades de voluntariado, que sejam de interesse para a comunidade, ou a outras formas semelhantes de empenho pessoal.

Todos os Bispos diocesanos ou eparquiais e aqueles que pelo direito lhes são equiparados, no dia mais oportuno deste tempo jubilar, por ocasião da celebração principal na catedral e nas igrejas jubilares individuais, poderão conceder a Bênção Papal com a Indulgência Plenária anexa, que pode ser obtida por todos os fiéis que receberem tal Bênção nas condições habituais.

Para que o acesso ao sacramento da Penitência e à consecução do perdão divino através do poder das Chaves seja pastoralmente facilitado, os Ordinários locais são convidados a conceder aos cónegos e aos sacerdotes que, nas Catedrais e nas Igrejas designadas para o Ano Santo, puderem ouvir as confissões dos fiéis, as faculdades limitadamente ao foro interno, como se indica, para os fiéis das Igrejas Orientais, no cân. 728, § 2 do CCIO, e, no caso de uma eventual reserva, o cân. 727, excluídos, como é evidente, os casos considerados no cân. 728, § 1; para os fiéis da Igreja latina, as faculdades indicadas no cân. 508, § 1 do CDC.

A este propósito, esta Penitenciaria exorta todos os sacerdotes a oferecer com generosa disponibilidade e dedicação a mais ampla possibilidade dos fiéis usufruírem dos meios da salvação, adotando e publicando horários para as confissões, de acordo com os párocos ou os reitores das igrejas vizinhas, estando presentes no confessionário, programando celebrações penitenciais de forma fixa e frequente, oferecendo também a mais ampla disponibilidade de sacerdotes que, por terem atingido limite de idade, não tenham encargos pastorais definidos. Dependendo das possibilidades, recorde-se ainda, segundo o Motu Proprio Misericordia Dei, a oportunidade pastoral de ouvir as Confissões também durante a celebração da Santa Missa.

Para facilitar a tarefa dos confessores, a Penitenciaria Apostólica, por mandato do Santo Padre, dispõe que os sacerdotes que acompanhem ou se unam a peregrinações jubilares fora da própria Diocese possam valer-se das mesmas faculdades que lhes foram concedidas na sua própria Diocese pela autoridade legítima. Faculdades especiais serão depois concedidas por esta Penitenciaria Apostólica aos penitenciários das basílicas papais romanas, aos cónegos penitenciários ou aos penitenciários diocesanos instituídos em cada uma das circunscrições eclesiásticas.

Os confessores, depois de terem amorosamente instruído os fiéis acerca da gravidade dos pecados aos quais estiver anexada uma reserva ou uma censura, determinarão, com caridade pastoral, penitências sacramentais apropriadas, de modo a conduzi-los o mais possível a um arrependimento estável e, segundo a natureza dos casos, a convidá-los à reparação de eventuais escândalos e danos.

Enfim, a Penitenciaria convida fervorosamente os Bispos, enquanto detentores do tríplice múnus de ensinar, guiar e santificar, a ter o cuidado de explicar claramente as disposições e os princípios aqui propostos para a santificação dos fiéis, tendo em conta de modo particular as circunstâncias de lugar, cultura e tradições. Uma catequese adequada às características socioculturais de cada povo poderá propor de forma eficaz o Evangelho e a integridade da mensagem cristã, enraizando mais profundamente nos corações o desejo deste dom único, obtido em virtude da mediação da Igreja.

O presente Decreto tem validade para todo o Jubileu Ordinário de 2025, não obstante qualquer disposição contrária.

Dado em Roma, da sede da Penitenciaria Apostólica, 13 de maio de 2024, Memória da Beata Virgem Maria de Fátima.

Angelo Card. De Donatis
Penitenciário-Mor

S.E. Dom Krzysztof Nykiel
Regente



Fonte: Vatican.va



Como Lucrar As Indulgências do Ano Jubilar da Esperança 2025

 


Saiba como obter Indulgências no Ano Jubilar 2025

    "A indulgência permite-nos descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus. Não é por acaso que, na antiguidade, o termo «misericórdia» era cambiável com o de «indulgência», precisamente porque pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece limites."(Spes non confundit - BULA DE PROCLAMAÇÃO DO JUBILEU ORDINÁRIO DO ANO 2025)




Em 2025 a Igreja Católica repropõe a celebração do Ano Jubilar como um tempo especial de remissão e perdão, ocasião para viver intensamente a cura e a libertação dos pecados e de outras "dívidas" que pesam sobre as vidas e as almas.

A possibilidade de pedir e obter indulgências é parte integrante e relevante da tradição dos Jubileus «Não é por acaso que, na antiguidade, o termo «misericórdia» era cambiável com o de «indulgência», precisamente porque pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece limites», escreve o Papa Francisco na Bula que anuncia o Jubileu de 2025 (Spes non confundit § 23).

O que se segue é um breve vademecum ("manual") que contém as indicações elementares sobre o que é preciso fazer - em Roma, na Terra Santa e em todas as partes do mundo - para pedir o dom da indulgência durante o Jubileu.


O que é Indulgência

«A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto á culpa [isto é, para os quais a absolvição já foi obtida pela confissão, ndr.], que o fiel, devidamente disposto e em certas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos» (Codex Iuris Canonici, Can. 992).


O que é a pena temporal

O pecado tem duas consequências. Em primeiro lugar, se for grave, envolve a privação da comunhão com Deus e a pena eterno. Ele é cancelado toda vez que se recorre frutuosamente ao Sacramento da Confissão e assim se é readmitido à comunhão com Deus no estado de graça sobrenatural. Em segundo lugar, «todo o pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado às criaturas, o qual precisa de ser purificado, quer nesta vida quer depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama «pena temporal» do pecado».(Catecismo da Igreja Católica, n.1472).

Esta segunda consequência do pecado, isto é, a pena temporal, à qual ainda se pode estar obrigado apesar do perdão dos pecados obtido na Confissão, pode ser redimida aqui em baixo, na terra (com voluntárias orações e penitências, com obras de piedade, de mortificação e da caridade), ou na vida após a morte, no purgatório.

O que é a Indulgência Plenária

A Indulgência Plenária por si só perdoa toda a pena temporal dos pecados já perdoados no que diz respeito à culpa (o que, para os pecados mortais, requer necessariamente a Confissão sacramental).



Quem pode obter as indulgências


Qualquer pessoa batizada e não excomungada pode obter indulgências. Para lucrá-las, o fiel batizado deve estar na graça de Deus, isto é, sem pecado mortal, porque a dívida da pena temporal não pode ser perdoada senão após o cancelamento da culpa e a remissão da pena eterna operada pelo Sacramento da Confissão ou, na impossibilidade de confessar-se, por um ato de sincera contrição, com o propósito de buscar o sacramento da penitência assim que possível.
É necessária, ademais, a intenção de obter a indulgência, pois o benefício é concedido apenas a quem positivamente pretende recebê-lo.

Como obter a Indulgência Plenária


Para obter a Indulgência Plenária, além de cumprir o ato ao qual a Igreja agrega a indulgência, devem ser sempre cumpridas as seguintes condições:

- confessar -se (a confissão deve ser “individual e íntegra”);
- receber a comunhão eucarística;
- rezar de acordo com as intenções do Papa (por exemplo, um Pai Nosso e uma Ave Maria).
Como cada fiel pode obter diariamente a Indulgência Plenária durante o Jubileu do Ano 2025


As normas para a concessão da Indulgência durante o Jubileu ordinário do Ano de 2025, publicadas em 13 de maio de 2024 pela Penitenciária Apostólica, cujo Penitenciário-Mor é o cardeal Angelo De Donatis, indicam os atos que poderão levar a cada dia à aquisição da Indulgência Plenária durante toda a duração do Ano Santo.

Além de observar as condições habituais (desapego do pecado, mesmo venial, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Santo Padre), para receber diariamente a Indulgência Plenária jubilar o fiel poderá praticar atos de diferentes naturezas, somo segue:

* Peregrinações e visitas a lugares sagrados

Os fiéis poderão obter a Indulgência Jubilar quando se dirigirem em peregrinação a qualquer lugar sagrado do Jubileu, participando naquele local na Santa Missa, ou na Via Sacra, ou na recitação do Santo Rosário ou do hino Akathistos; ou a uma celebração penitencial, que termine com as confissões individuais dos penitentes.

- Em Roma e na Itália

Caso estiverem em Roma, para pedir a indulgência plenária, os fiéis poderão peregrinar pelo menos a uma das quatro Basílicas Papais Maiores (São Pedro no Vaticano, Santíssimo Salvador em Latrão, Santa Maria Maior, São Paulo Fora-dos-Muros).

Por ocasião particular do Ano Jubilar, além dos referidos locais de peregrinação, também poderão ser visitadas a Basílica de Santa Croce em Jerusalém, a Basílica de San Lorenzo al Verano, a Basílica de São Sebastião (etapas que completam a visita chamada “das sete Igrejas”, tão acara a São Filipe Neri), o Santuário do Amor Divino, a Igreja de Santo Spirito in Sassia, a Igreja de São Paulo alle Tre Fontane (lugar de martírio do Apóstolo), as Catacumbas Cristãs.

Ademais, se poderá visitar - e ali realizar as práticas piedosas exigidas - as igrejas dos caminhos jubilares dedicadas respectivamente ao Iter Europaeum e as igrejas dedicadas às Padroeiras da Europa e Doutoras da Igreja (Basílica de Santa Maria sopra Minerva, Santa Brigida em Campo de' Fiori, Igreja de Santa Maria della Vittoria, Igreja de Trinità dei Monti, Basílica de Santa Cecília em Trastevere, Basílica de Sant'Agostino em Campo Marzio).

Na Itália, poderão ser realizadas peregrinações jubilares também às duas Basílicas Papais menores de Assis, de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos; as Basílicas Pontifícias de Nossa Senhora de Loreto, de Nossa Senhora de Pompeia, de Santo Antônio em Pádua.

- Na Terra Santa

Na terra de Jesus será possível realizar peregrinações jubilares e pedir a Indulgência Plenária visitando pelo menos uma das três Basílicas do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém, da Anunciação em Nazaré.

- Em todo o mundo

Nas outras circunscrições eclesiásticas, os fiéis poderão alcançar a Indulgência Jubilar se, individualmente ou em grupo, visitarem com devoção qualquer lugar sagrado (Basílicas menores, igrejas catedrais, santuários marianos) designado como lugar jubilar por cada bispo diocesano, como também santuários nacionais ou internacionais, indicados pelas Conferências Episcopais, e alí, por um adequado período de tempo, praticarem a Adoração Eucarística e a meditação, concluindo com o Pai Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e invocações a Maria, Mãe de Deus.

Os fiéis sinceramente arrependidos, mas impossibilitados de participar nas peregrinações e visitas piedosas por motivos graves (por exemplo, monges e monjas de clausura, os doentes e os reclusos), podem lucrar a Indulgência Jubilar nas mesmas condições se, unidos em espírito com o os fiéis presentes, especialmente nos momentos em que as palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas pelos meios de comunicação, recitarem o Pai Nosso, a Profissão de fé em qualquer forma legítima e outras orações conformes aos propósitos do Ano Santo.


* Obras de misericórdia e de penitência


Além disso, sem realizar peregrinações ou visitas piedosas aos lugares jubilares, os fiéis poderão lucrar a Indulgência Jubilar:

- Participando nas Missões Populares;

- Participando de Exercícios Espsirituais ou Encontros de Formação sobre textos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica, a serem realizados em uma igreja ou outro local adequado;

- Realizando Obras de Misericórdia corporais e espirituais;

- Realizando Atos Penitenciais como:

a) Redescobrir o valor penitencial da sexta-feira, abstendo-se durante pelo menos um dia de distrações fúteis (induzidas, por exemplo, pelos meios de comunicação e redes sociais) e de consumos supérfluos (por exemplo, jejuando ou praticando a abstinência segundo as normas gerais da Igreja e dedicar uma quantia proporcional de dinheiro aos pobres);

b) Apoiar obras de carácter religioso ou social, especialmente em favor da defesa e proteção da vida em todas as suas fases, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou solitários, dos migrantes dos vários países;

c) Dedicar uma parte razoável do seu tempo livre a atividades voluntárias que sejam de interesse da comunidade ou a outras formas semelhantes de compromisso pessoal.

Apesar da regra geral segundo a qual só se pode lucrar somente uma Indulgência Plenária por dia (ver Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norma 18, § 1), a instrução da Penitenciária Apostólica com as normas para receber Indulgências Plenárias durante o Ano Jubilar 2025 determina que “os fiéis que terão praticado o ato de caridade a favor das almas do Purgatório, se se aproximarem legitimamente do sacramento da Comunhão uma segunda vez no mesmo dia, poderão obter duas vezes no mesmo dia a Indulgência plenária, aplicável apenas aos defuntos (entende-se no âmbito de uma celebração eucarística)".


Obs: Esteja atento as orientações do Bispo de sua Diocese referente ao local de Peregrinação Diocesana para se lucrar/obter as indulgências durante o Ano Jubilar da Esperança 2025.


Oração do Jubileu


Pai que estás nos céus, a fé que nos deste no teu filho Jesus Cristo, nosso irmão, e a chama de caridade
derramada nos nossos corações pelo Espírito Santo despertem em nós a bem-aventurada esperança para a vinda do teu Reino.
A tua graça nos transforme em cultivadores diligentes das sementes do Evangelho que fermentem a humanidade e o cosmos, na espera confiante dos novos céus e da nova terra, quando, vencidas as potências do Mal, se manifestar para sempre a tua glória.
A graça do Jubileu reavive em nós, Peregrinos de Esperança, o desejo dos bens celestes e derrame sobre o mundo inteiro a alegria e a paz do nosso Redentor.
A ti, Deus bendito na eternidade, louvor e glória pelos séculos dos séculos.
Amém.



Fonte:Vatican News

quinta-feira, 14 de novembro de 2024

20º Dia - 33 Dias de Preparação - Consagração a São José

 

Consagração a São José


20º Dia - “José obedientíssimo, rogai por nós”


Roteiro


Com este Roteiro você tem todo o conteúdo necessário para se Consagrar a São José, estão as meditações de cada dia, a leitura e as orações para te ajudar, basta apenas clicar nos vídeos e os mesmos serão reproduzidos sem necessitar sair desta página. Caso deseje pode acompanhar com o livro os textos.


1 - Reflexão sobre o TEMA de hoje, acompanhe no livro página 87


2 - Leitura "São José Dormindo" acompanhe na página 273


3 - Orações para este dia

Ladainha de São José


Veni, Sancte Spiritus (Vem, Espírito Santo)


4 - Encerramento

Encerre rezando uma Ave Maria suplicando a Virgem Maria que te ajude a ser um filho espiritual de seu esposo São José.


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém



Outras orações se desejar fazer.

Novena Perpétua a São José




Terço de São José












segunda-feira, 4 de novembro de 2024

O Coração de São José

 


Por padre Podržaj Vidko

    Em Fátima, Portugal, aos 13 de outubro de 1917, Lúcia, Francisco e Jacinta viram a Sagrada Família. São José segurava o menino Jesus em seus braços. Ambos estavam envolvidos em roupas vermelhas e estavam ao lado esquerdo do Sol. A mão direita de cada um deles estava erguida, abençoando com o sinal da cruz que foi feito 3 vezes sobre as 70.000 pessoas que estavam ali reunidas. No lado direito do Sol estava Nossa Senhora vestida de branco e com um manto azul celeste. O menino Jesus aparentava ter dois anos de idade.

Lúcia viu depois Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora do Carmo, ocorrendo posteriormente o famoso “Milagre do Sol”, um sinal dado a todo o gênero humano nesta era apocalíptica que pode indicar a proximidade dos fins dos tempos.

O fato de São José e o menino Jesus terem abençoado a todos com  um sinal da Cruz é muito importante e significativo. Isto enfatiza o fato de São José ter um lugar muito importante na redenção da humanidade e em nossa salvação individual. Esta visão concedida às crianças de Fátima teve como propósito persuadir nossa piedade para com São José, e dar a ele, em nossas vidas, a posição que Deus quer que nós demos. Isso pois São José é o legítimo pai adotivo de Jesus Cristo, e assim, o reflexo da paternidade de Deus para toda a humanidade.

Hierarquia das Pessoas e da Autoridade

De acordo com a hierarquia das pessoas na Sagrada Família, Nosso Senhor Jesus Cristo tinha o primeiro lugar, Maria o segundo, e São José o terceiro. Mas, de acordo com a hierarquia da autoridade, São José, como legítimo marido e pai da família, tinha o primeiro, Maria o segundo, e Jesus Cristo, menino de Maria e filho adotivo de São José, o terceiro.

Por que a hierarquia da autoridade é tão importante em nossas famílias católicas? A vida da Igreja Militante é uma guerra. Esta guerra é a vida de todo católico e de toda família católica que deseja ir para o céu. Todo exército tem seu general, seus oficiais e seus soldados comuns. Entre eles, há de haver uma forte hierarquia de autoridade, e sem ela nenhum exército pode ter a presunção de vencer uma batalha.

As famílias católicas precisam estar unidas na luta por sua sobrevivência terrena, no serviço em favor da salvação de cada membro da familia. Os inimigos que ameaçam esta sobrevivência terrena que tem como objetivo a salvação são os demônios, o mundo sem Deus e também os pecados dos membros da família. Se uma família deseja lutar de forma efetiva nesta guerra e vencer esta batalha de vida ou morte pela salvação, há de haver,  assim como nos melhores exércitos, um fortíssima hierarquia de autoridade. Deus estabeleceu tal autoridade quando deu à Sagrada Família um pai para ser o cabeça. Tal como citado, na hierarquia da autoridade, a mulher segue o marido, e a criança vem após a mãe. Somente vivendo e sustentando esta hierarquia é que uma família pode sobreviver e ser remida.

O inferno quer destruir a hierarquia da autoridade, que, para ele, é exatamente o que permite à família lutar e unir seus membros em harmonia de amor, respeito e concórdia. Ao anunciar o enganoso lema da igualdade de autoridade entre pai, mãe e filhos, o inferno destrói toda a família. A mãe se torna chefe de família (por ganância), os filhos são deixados aos cuidados de outra pessoa,e o Pai transfere sua autoridade ao estado laico. Para continuar a destruição da família, o Diabo propaga a contracepção, o divórcio, o aborto, eutanásia, asilos para os idosos e igualdade entre os herdeiros da família, o que causa segmentação das famílias em gerações desunidas e a destruição dos bens familiares.

Muitas eram as famílias católicas de muitas gerações da Cristandade que eram as células basilares da Igreja Católica e dos estados católicos. Sem estados católicos não há lugar para a Verdade, paz duradoura nem para uma vida normal. Deus somente concede Sua benção nos lugares onde há a verdadeira Fé e onde a vida está em obediência aos mandamentos de Deus.

Significado da visão

Relembremos  que na visão dos videntes de Fátima, Jesus estava nos braços de São José e ambos ofereciam bençãos fazendo o sinal da cruz. Relembremos também que a Santíssima Virgem Maria prometeu que a verdadeira paz mundial se estabeleceria caso a Rússia fosse consagrada ao seu Imaculado Coração pelo Papa em união com todos os bispos do mundo. Qual é o papel de São José em tudo isso? Eu acredito que o valor dele é inestimável.

Sem São José a protegendo, Nossa Senhora não teria talvez dado a luz a Nosso Senhor Jesus Cristo e nem teria sido capaz de viver de forma segura com Nosso Senhor.  Talvez o próprio cumprimento da Missão de Nosso Senhor estivesse ameaçada. Deus preparou São José desde a eternidade para ser o Santo Esposo e pai de família, o que possibilitou à Virgem Maria e a Nosso Senhor completarem seus desígnios.

A tarefa de São José há 2000 anos continua nos dias atuais. Sem ele, não haverá consagração da Rússia e nem paz no mundo. Nós temos de recolocá-lo no lugar correto no plano de salvação que a providência divina reservou a ele. Da  mesma  maneira, devemos reestabelecer a autoridade dos pais e maridos, caso contrário, as famílias não viverão de modo santo e nem percorrerão o caminho que leva ao céu.

Nós reconhecemos o Sagrado Coração de Jesus pela cruz, pelas chagas, pela coroa de espinhos que o circunda e pelas chamas de caridade. O Coração de Nossa Senhora é geralmente rodeado de flores; no entanto, em Fátima, seu coração estava com espinhos, perfurado por uma espada, e, em alguns momentos, com sete delas. Seu Coração irradiava chamas de caridade assim como aquelas que emanam do Sagrado Coração. Este é também o caso do Coração de São José, onde aparecem chamas simbolizando sua pureza e obediente amor à Santíssima Trindade, à Sagrada Família e ao próprio gênero humano. O sinal mais peculiar e característico do coração deste Patriarca dos patriarcas é a âncora de ouro, um símbolo teológico que representa a virtude da esperança. A cruz é o símbolo da Fé (Nosso Senhor Jesus Cristo),  o coração é um símbolo de caridade (a Virgem Maria), e a âncora de São José é o símbolo da esperança, a que conecta fé com amor. São José é o patrono da morte. Em nossas últimas horas, a esperança na misericórdia de Deus é importante e decisiva para toda a eternidade. A âncora é dourada justamente para simbolizar a eternidade e indestrutibilidade.

Tal como é impossível separar as três pessoas da Santíssima Trindade, é também impossível separar os três corações da Sagrada Família. Nós honramos os três, recomendamos os três, consagrando-nos a eles, e seguimos seus exemplos para reparar nossos pecados e os dos outros.

São José, Pilar das famílias

Os maridos e pais de família podem se consagrar a São José sob seu título de “Pilar das Famílias”, para que assim possam saber ser pilares e cabeças de numerosas, fortes e invencíveis famílias católicas, que são o fundamento da Igreja Católica e de um saudável Estado Católico. Nenhum lar deveria estar sem uma imagem de São José e nem deveria passar um dia sem que nos recomendássemos ao seu amparo. Junto com São Miguel Arcanjo, São José é o co-patrono universal da Igreja Católica. Assim como ele se importou com o Cabeça da Igreja Católica durante sua vida, sigamos junto com ele de modo confiante por entre estes tempos confusos, pedindo sua intercessão para o Corpo Místico, em favor da Missa Tridentina, doutrina e moral católicas.

São José, o Rei

São José era da tribo de David, a linha régia de Israel. Como marido legítimo da Virgem Maria e pai adotivo de Jesus Cristo, o Rei dos reis, assim, São José pode logicamente ser visto como o rei dos Céus e da Terra, anjos e Santos. Podemos presumir que no céu as ambas as hierarquias, pessoas e autoridade, continuam com força plena, portanto, São José é ainda o cabeça da Sagrada Família, mas agora, por adoção espiritual, com mais filhos.

Quando Nosso Senhor Jesus Cristo da Cruz concedeu Sua Mãe para ser a mãe espiritual para todos que o recebessem como redentor na Igreja Católica, deixou também São José como o pai espiritual para todos aqueles que desejam se tornar ou continuar a ser filhos de Deus. A Virgem Maria disse à Jacinta que a maioria das almas vai para o inferno devido aos pecados de impureza. São José é nomeado pela Igreja como um intercessor especial para preservação da santa pureza, da virgindade e da inocência batismal.

Confiemos no Coração de São José, este que foi  concedido pelo Pai do Céu para o pai adotivo e patrono de Seu Filho Unigênito. Estejamos cientes de que nunca seremos órfãos neste mundo, apesar de quaisquer circunstâncias familiares de ontem e hoje. Rezemos para que o Coração Paternal de São José seja conhecido por mais seguidores. Ninguém no mundo pode dizer que não tem necessidade dos corações infinitamente compassivos da Mãe Maria e do Pai José. Estes dois Corações que são reflexo do ilimitado amor e compaixão do Sagrado Coração da Segunda Pessoa da Trindade.

Escolhamos irrevogavelmente este bom pai para ser nosso protetor e nos ajudar a restaurar nossas famílias.

Pe. Vidko Podrzaj nasceu na Eslovênia, que é banhada pelo Mar Adriático, à leste da Itália (75km de Veneza) e à noroeste da Croácia. Nasceu em 1959 e foi ordenado em 1994. 

Devoção ao Paternal e justo Coração de São José

São José, que fostes na Terra pai adotivo do Filho de Deus e legítimo esposo da Virgem Maria. Assim, Deus confiou a vós os dois maiores tesouros da humanidade. No céu, vós permanecestes como a cabeça da Sagrada Família, pai adotivo de Jesus Cristo e esposo de Maria.  Assim como não é possível dividir as três pessoas da Santíssima Trindade, não é também possível separar os vossos três corações na Terra por serem inseparáveis no céu. Jesus e Maria recebem nosso amor e veneração somente na proporção do amor e veneração com a qual vos honramos, São José, que age juntamente com os Corações de Jesus e Maria.

Portanto, eu irrevogavelmente me consagro ao vosso Coração paternal e vos escolho como Pai, Mestre, Protetor e guia no caminho para eternidade.

A vós, coração paternal de José, dedico todos meus pensamentos, palavras, ações, meu corpo e alma, a saúde do corpo e alma, meu passado, meu presente, meu futuro, minha vontade, minha memória, meu sentimentos, tudo que eu sou e tudo que tenho.  Tudo deve ser consagrado irrevogavelmente para os corações unidos de Jesus e Maria, e a vós, Ó São José, e diante disso ao Deus Trino, Pai, Filho e Espírito Santo.

Em especial, dedico a vós Coração Paternal a inocência de meu batismo, minha castidade, e modéstia, e com vossa ajuda manterei virtudes angelicais até minha morte. Mas se eu as perder ou manchá-las, peço a vós obter-me a graça de me arrepender de meu egoísmo e de viver puramente deste momento em diante em meus pensamentos, atos e palavras. Guardai-me, Ó Coração Paternal de São José, da impureza de pensamentos.

A vós, amado Coração de José, dedico minha última hora de vida. Permanecei comigo com vossa poderosa mão a proteger-me contra os ataques do inferno, os quais tentarão surrupiar minha esperança e me fazer desacreditar na infinita Misericórdia de vosso Filho adotivo. Vinde naquele momento, com a vossa Imaculada Esposa e na companhia de vosso Filho adotivo, para que eu possa deixar este vale de lágrimas em paz e chegar para toda a eternidade na bem-aventurança do céu. Amém!