sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

O Consolo do Pai das Misericórdias na vida de São José Operário



Não podemos deixar de seguir o exemplo de São José


Não é de estranhar que São José buscava no Senhor o consolo em todas as adversidades que colocavam em prova o seu amor e confiança no Deus de Israel. Ele [São José] não deixou de dar sinais de sua fidelidade, quando se viu atordoado com o fato da gravidez de Maria antes de coabitarem. Mal sabia José dos desígnios de Deus para sua vida, este fato o fez ir além das respostas humanas e da forma como a cultura da época tratava tais situações, buscou em Deus a resposta e como proceder em tal situação, e não é de estranhar, pois, como José sendo de linhagem real Davídica, esperava o consolo de Deus que não tardou em lhe visitar em sonho e lhe apresentar o plano de salvação da humanidade do qual ele aderiu com tanto empenho, que Deus não teve receio em continuar a falar com ele e lhe confiar muito mais. Em São José, Deus encontrou uma alma tão fiel e disposta a colocar em prática suas ordens e colaborar com o Seu plano de salvação para a humanidade, que lhe confiou o seu Filho unigênito, sabendo assim que José não mediria esforços nem se pouparia diante dos desafios.


São José

Sabemos que não é fácil para ninguém ver seus objetivos e planos alterados para um projeto maior, muito mais quando isso exige de nós um escondimento, sem aparecermos ou sermos notado por alguém, deixando de lado toda vaidade e glória própria de todo trabalho em que possa nos render bons aplausos, mas São José precisou viver assim escondido, no silêncio, longe dos aplausos e honrarias deste mundo, enfrentado de forma sábia e corajosa as dificuldades que a missão a ele confiada exigia, no escondimento, no silêncio, na confiança em Deus, no amor a Jesus e Maria. Como pai adotivo do Filho de Deus, poderia ter servos a seu dispor ou até mesmo reclamar os benefícios de sua linhagem real, mas não foi assim que José fez e nem desta forma que viveu, pois sabia que precisava formar e educar o Filho de Deus nos bons modos e costumes da sua religião e do seu povo, ele [São José] confiou tanto em Deus e tudo fazia para Deus que jamais lhe pesou qualquer esforço porque sabia que Deus viria em seu socorro e seria seu consolo.

Ora as tribulações que São José viveu foram inúmeras e não estão longe das que vivemos no dia a dia, mas que graça olhar para o nosso santo e ver seu exemplo e dedicação em tudo fazer para Deus e não para si mesmo. São José não teve receio em viver a lei comum do trabalho, de ganhar o pão de cada dia com o suor de seu rosto, de honrar a Deus sustentando o Seu Filho, talvez São José tenha vivido as dificuldades de todo trabalhador em dimensão muito maior ao tentar empreender, falta de matéria prima, carestia, economia fraca e pouca procura de seus serviços, talvez algum problema de saúde o afligisse e o deixasse muitas vezes longe de suas atividades e com o coração aflito em pensar no tamanho de sua responsabilidade em prover ao Filho de Deus o necessário para uma vida digna, mas isso não abalou a fé de José de Nazaré em seu Deus, pois em seu coração carregava os grandes feitos de Deus na história de seu povo, na vida de Davi e como sempre ficava a esperar a intervenção Divina, o consolo do Pai das Misericórdias que ao lhe confiar uma Missão também lhe daria os meios de executá-la.

Muitas vezes, pensamos que servir e aderir aos planos de Deus é a melhor forma de não passarmos por tribulações, aflições, provas e dificuldades ou que até mesmo estamos nos protegendo dos desafios que a própria vida humana enseja. Estar perto de Deus é a forma mais sábia de viver a vida e saber suportar e passar pelas por todas as dificuldades. Com São José foi assim, ele não foi poupado de nada, mas teve em Deus um refúgio seguro para transmitir a Jesus e Maria o consolo do Pai das Misericórdias. Nos Evangelhos, Deus envia uma única vez o Anjo a Virgem Maria para anunciar-lhe que seria a Mãe do Salvador e ouvir dela “faça-se em mim segundo a tua palavra” já a São José o Anjo lhe falou 4 vezes ou seja lhe era garantida a assistência constante de Deus para que ele [São José] fosse o consolo constante de Deus na vida de Jesus e Maria, que abençoada deve ter sido esta experiência de José em contar sempre com a presença de Deus por meio de seus sonhos proféticos.

Não podemos deixar de seguir o exemplo de São José que, com seu trabalho simples e humilde, glorificou a Deus em todas as situações de bonança ou adversidade, nos confiemos a ele [São José] todos os dias e busquemos o imitar no em suas virtudes para assim atrair a presença de Deus em nossas vidas e ter o consolo do Pai das Misericórdias que nos ama infinitamente.





Ato de Devoção a São José

“Ó bem-aventurado José! Pai adotivo de Jesus, digno esposo de Maria, Rainha das Virgens, consagro-me à vossa veneração e me entrego inteiramente a vós. Sede meu pai, meu protetor e meu guia nos caminhos da salvação; obtende para mim uma grande pureza de corpo e de alma, e a graça de fazer, a vosso exemplo, todas as minhas ações para a maior glória de Deus, em união com vosso puríssimo coração e os sagrados corações de Jesus e de Maria,; assisti-me todos os dias, e sobretudo na hora de minha morte. Amém.”

Deus abençoe!
José João

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

1º Dia - 33 Dias de Preparação - Consagração a São José

                     


Consagração a São José


1º Dia - “Por que uma consagração a São José?”


Roteiro


Com este Roteiro você tem todo o conteúdo necessário para se Consagrar a São José, estão as meditações de cada dia, a leitura e as orações para te ajudar, basta apenas clicar nos vídeos e os mesmos serão reproduzidos sem necessitar sair desta página. Caso deseje pode acompanhar com o livro os textos.


1 - Reflexão sobre o TEMA de hoje, acompanhe no livro página 27



2 - Orações para este dia

Vem, Espírito Santo


Ladainha de São José 



3 - Encerramento

Encerre rezando uma Ave Maria suplicando a Virgem Maria que te ajude a ser um filho espiritual de seu esposo São José.


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém


Outras orações se desejar fazer.

Terço de São José



Memorare a São José (Lembrai-vos)



quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Um Testemunho da Trintena de São José

A oração dos 30 dias a São José, uma poderosa devoção católica



A oração dos 30 dias a São José é uma especial devoção que consiste em honrar o santo pai adotivo do Menino Jesus ao longo de trinta dias consecutivos, elevando-lhe uma oração que o louva pela sua completa fidelidade a Deus por meio da total entrega à missão de cuidar da Sagrada Família de Nazaré.


Um poderoso testemunho sobre a oração dos 30 dias a São José

Antes, porém, compartilhamos o depoimento de um sacerdote a respeito do poder da intercessão de São José, que ele testemunhou ao longo de mais de trinta anos.

O sacerdote em questão é o pe. Gonzalo Mazarrasa, espanhol, que vinha rezando essa oração já fazia quase 30 dias quando seu irmão Jaime, que era piloto de avião, sofreu um grave acidente aéreo junto com outras 98 pessoas a bordo de uma aeronave que se partiu ao meio durante a aterrissagem na cidade de Granada, no sul da Espanha.

Era 30 de março de 1992. O avião McDonnell Douglas DC-9, da companhia Aviaco, tinha decolado de Madri perfazendo o voo 231. Em condições de chuva intensa e fortes rajadas de vento, o trem de pouso atingiu o solo do aeroporto de destino com grande força, fazendo o avião voltar a se elevar como efeito do impacto e cair novamente sobre a pista, rachando-se em duas partes que acabaram se rompendo completamente enquanto a aeronave se arrastava com velocidade. As partes do avião chegaram a se afastar cerca de 100 metros uma da outra. Apesar de toda a violência desse impacto, porém, todos os 94 passageiros e os 5 tripulantes sobreviveram. O caso foi descrito como “o do avião do milagre”.


Eis o depoimento do pe. Gonzalo:

"Eu estava estudando em Roma em 1992 e morava no Colégio Espanhol de São José, que, naquele ano, celebrava o seu centenário (…) Estava terminando uma oração de 30 dias para pedir ‘coisas impossíveis’ ao Santo Patriarca, quando um avião se partiu em dois ao pousar numa cidade da Espanha com quase cem pessoas a bordo. O piloto era meu irmão. Houve apenas uma pessoa gravemente ferida, que, depois, se recuperou. Naquele dia, eu soube que São José tem muito poder diante do Trono de Deus. Neste ano, voltei a fazer a oração dos 30 dias ao Esposo de Maria, neste mês de março. Já faço essa oração há 30 anos e ele nunca me decepcionou. Pelo contrário, sempre superou em muito as minhas esperanças. Eu sei em quem confio. Para entrar neste mundo, Deus só precisou de uma mulher. Mas também era necessário que um homem cuidasse dela e do Seu Filho, e Deus pensou num filho da Casa de Davi: José, o Esposo de Maria, de quem nasceu Jesus, chamado Cristo".

A oração dos 30 dias a São José

Apresento, a seguir, um modelo de oração de 30 dias a São José. O fiel pode rezá-la ao longo de trinta dias consecutivos, apresentando a São José, no final da oração, os pedidos pelos quais gostaria que ele intercedesse junto a Deus, na qualidade de pai adotivo do Seu Filho, esposo de Nossa Senhora e padroeiro universal da Igreja.


Amado São José,
Do abismo da minha pequenez, ansiedade e sofrimento, eu te contemplo com emoção e alegria no céu, mas também como pai dos órfãos sobre a terra, consolador dos tristes, amparo dos desvalidos, regozijo e amor dos teus devotos perante o trono de Deus, do teu Jesus e de Maria, tua santa Esposa.

Por isso, pobre e necessitado, a ti dirijo hoje e sempre as minhas lágrimas, meus rogos e clamores da alma, meus arrependimentos e esperanças; e hoje, especialmente, trago a ti uma dor para que a alivies, um mal para que o remedies, uma desgraça para que a impeças, uma necessidade para que a socorras, uma graça para que a obtenhas para mim e para as pessoas que amo.

E, para comover-te, durante trinta dias contínuos te pedirei e te rogarei, em reverência aos trinta anos que viveste na terra com Jesus e Maria, e te pedirei urgente e confiadamente, invocando as diversas etapas e sofrimentos da tua vida. Sobram-me motivos para ter a confiança de que não tardarás em ouvir o meu pedido e remediar minha necessidade; tão firme é minha fé na tua bondade e no teu poder que tenho a certeza de que me conseguirás o que necessito e até mais do que te peço e desejo.

1 – Peço-te pela bondade divina que levou o Verbo Eterno a se encarnar e nascer na pobre natureza humana, como Deus de Deus, Deus Homem, Deus do Homem, Deus com o Homem.

2 – Suplico-te pela tua obediência ao Espírito ao não abandonares Maria, mas a tomares como esposa e ao seu filho como teu, tornando-te pai adotivo de Jesus e protetor de ambos.

3 – Rogo-te pelo teu sofrimento quando buscavas um estábulo para berço de Deus, nascido entre os homens; pela tua dor ao vê-lo nascer entre animais, sem lhe poderes conseguir lugar melhor.

4 – Peço-te pela abertura do teu coração ao te deixares comover com o louvor dos pastores e com a adoração dos reis do Oriente; pela tua incerteza ao pensares no que seria desse Menino, tão especial e, ao mesmo tempo, tão igual a todos os outros.

5 – Suplico-te pelo teu sobressalto ao escutares do anjo a morte decretada contra o teu filho, o próprio Deus; pela tua obediência e pela tua fuga até o Egito, pelos medos e perigos do caminho, pela pobreza do desterro e pelas tuas ansiedades ao voltares do Egito a Nazaré.

6 – Peço-te pelas tuas aflições dolorosas de três dias ao perderes Jesus e pelo teu alívio ao encontrá-lo no templo; pela tua felicidade nos trinta anos que viveste em Nazaré com Jesus e Maria confiados à tua autoridade e providência.

7 – Rogo-te e espero pelo heroico sacrifício e aceitação da missão do teu filho na cruz, de morrer por nossos pecados e pela nossa redenção.

8 – Peço-te pelo desprendimento com que todos os dias contemplavas as mãos de Jesus, a serem um dia perfuradas pelos pregos da cruz; aquela cabeça, que se reclinava ternamente sobre o teu peito, a ser coroada de espinhos; aquele corpo inocente que abraçavas sobre o teu coração, a ser sangrado nos braços da cruz; aquele momento último em que o verias expirar e morrer, por mim, pela minha alma, pelos meus pecados.

9 – Peço-te pela tua doce passagem desta vida nos braços de Jesus e Maria, e pela tua entrada no céu dos justos, onde tens o teu trono de poder.

10 – Suplico-te pelo teu regozijo e alegria quando contemplavas a ressurreição de Jesus, sua ascensão e entrada nos céus e seu trono de Rei.

11 – Peço-te pela tua felicidade quando viste Maria ser assunta aos céus pelos anjos e coroada pelo Eterno, entronizada junto contigo como mãe, senhora e rainha dos anjos e homens.

12 – Rogo e espero confiantemente, pelos teus trabalhos, dores e sacrifícios na terra e pelos teus triunfos e glória, a feliz bem-aventurança no céu, com teu filho Jesus e tua esposa Maria Santíssima.

Ó meu bom São José! Sinto em mim uma força misteriosa, que me alenta e obriga a te pedir e suplicar e a esperar que me obtenhas de Deus a grande e extraordinária graça que vou depositar perante o teu altar e imagem e perante o teu trono de bondade e poder no céu: confio em ti, querido São José.

Neste momento, elevando o coração ao alto, apresentar a Deus, com a ajuda de São José e com amorosa instância, a graça que se deseja.


Boa jornada nestes 30 dias que se seguem.

Deus o abençoe!
José João






A Trintena de São José



A  Trintena a São José é uma devoção recomendada por Santa Teresa D’Ávila como fonte de inúmeras graças. A trintena deve ser rezada durante trinta dias contínuos com piedade, devoção e terna confiança filial, suplicando uma graça específica ao Glorioso São José, Patrono da Igreja Católica.

    Se as disposições do teu coração estiverem alargada recomendo durante este período buscar o sacramento da confissão e oferecer uma penitência ou mortificação durante estes 30 dias. O importante é termos o desejo de verdadeira mudança interior e sermos mais agradáveis a Deus. Boa jornada nestes 30 dias.


Comece a Rezar a Trintena de São José durante 30 dias.

    Ó Amabilíssimo Patriarca São José! Do abismo da minha pequenez e miséria, contemplo-Vos, com emoção e alegria da minha alma, no Vosso Trono do Céu, como glória e gozo dos bem aventurados, mas também como Pai dos órfãos na terra; Consolador dos tristes; Amparador dos desvalidos; Auxiliador dos Anjos e Santos, diante do Trono de Deus, do Vosso Jesus e da Vossa Santa Esposa.

    Por isso, eu, pobre, desvalido, triste e necessitado, a Vós dirijo, hoje e sempre, minhas lágrimas e penas, minhas súplicas e clamores da alma, meus arrependimentos e minhas esperanças, e hoje, especialmente, trago-Vos, diante do Vosso altar e da Vossa imagem, uma pena para que consoleis; um mal para que remedieis; uma desgraça para que a impeçais; uma necessidade para que me socorrais; uma graça para que obtenhais para mim e para os meus entes queridos.

    E para Vos comover e Vos obrigar a me escutar e me obter estas graças, Vo-las pedirei e demandarei durante trinta dias contínuos, em reverência aos trinta anos que vivestes na terra com Jesus e Maria, e o farei urgente e confiantemente, invocando todos os títulos que tendes para compadecer-Vos de mim, e todos os motivos que tenho para esperar que não tardareis a ouvir minha súplica e remediar a minha necessidade e remediar a minha necessidade. Sendo tão certa a minha fé em Vossa bondade e poder que, ao senti-la, Vos sentireis também obrigado a me obter e me dar ainda mais do que Vos peço e desejo.

    Ó São José, peço-Vos esta graça pela Bondade Divina que obrigou o Verbo Eterno a se encarnar e nascer na pobre natureza humana, como Filho de Deus, Deus homem e Deus do homem. Suplico-Vos, ainda, pela Vossa ansiedade imensa ao sentir-Vos obrigado a abandonar a Vossa Santa Esposa. 

    Rogo-Vos pela Vossa resignação dolorosíssima para buscar um estábulo e um presépio como palácio e berço de Deus nascido entre os homens. Imploro-Vos, também, pela dolorosa e humilhante circuncisão do Vosso Jesus, e pelo Santo, Glorioso e Dulcíssimo Nome que Lhe impusestes por ordem do Eterno Pai. Demando-Vos esta graça pelo Vosso sobressalto ao ouvir do Anjo a morte decretada por Herodes contra o Vosso Filho Deus, e pela Vossa obedientíssima fuga para o Egito; pelas penalidades e perigos do caminho; pela pobreza extrema do desterro e pelas Vossas ansiedades ao voltar do egito a Nazaré.

    Peço-Vos pela Vossa aflição dolorosíssima de três dias, ao perder o Vosso Filho, e pela Vossa consolação suavíssima ao encontrá-lo no templo.
Peço-Vos pela Vossa felicidade inefável dos trinta anos que vivestes em Nazaré com Jesus e a Virgem Maria, sujeitos à Vossa autoridade e providência.

    Rogo-Vos e espero pelos méritos infinitos do heroico sacrifício com que oferecestes a Vítima do Vosso Jesus ao Deus Eterno, para a cruz e para a morte, pelos nossos pecados e nossa Redenção.

    Demando-Vos, pela dolorosa previsão que Vos fazia contemplar todos os dias aquelas Mãozinhas Infantis cravadas depois na Cruz por agudos pregos; aquela cabeça que se reclinava dulcissimamente sobre Vosso peito, coroada de espinhos; aquele divino corpo que estreitáveis contra o Vosso coração, despido, ensanguentado e estendido sobre os braços da Cruz; aquele último momento em que O víeis expirar e morrer.

    Peço-Vos pela Vossa dulcíssima passagem desta vida nos braços de Jesus e de Maria Santíssima, pela Vossa entrada no Limbo dos Justos e, enfim, nos Céus. Suplico-Vos pelo Vosso gozo e pela Vossa glória, quando contemplastes a Ressurreição do Vosso Jesus, sua Ascensão e entrada nos Céus e seu trono de Rei imortal dos séculos.

    Demando-Vos, enfim, pela Vossa alegria inefável, quando vistes sair do sepulcro a Vossa Santíssima Esposa Ressuscitada e ser Assunta aos Céus pelos Anjos, Coroada pelo Eterno e entronizada num sólio junto ao Vosso.

    Peço-Vos, rogo-Vos e espero confiantemente pelos Vossos trabalhos, penas e sacrifícios na terra, e pelos Vossos triunfos, glórias e feliz bem-aventurança nos Céus, com o Vosso Filho Jesus e a Vossa Esposa Santa Maria.

    Ó meu Bom Patriarca São José, eu, inspirado nos ensinamentos da Santa Igreja, dos seus Doutores e Teólogos, e no senso de fé comum e universal do povo cristão, sinto em mim uma força misteriosa, que me alenta e me obriga a Vos pedir, suplicar e esperar que me obtenhais de Deus a grande e extraordinária graça que estou apresentando diante da Vossa imagem e do Vosso trono de bondade e poder nos Céus: 
(Aqui, elevando o coração ao alto, pede-se a São José, com amorosa insistência e confiança, a graça que se deseja alcançar)
Obtende-me também para os meus e para os que me pediram que rogasse por eles, tudo quanto desejam e lhes for conveniente e para a sua salvação. Rogai por nós, ó Glorioso Patriarca São José. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!

    Ó Deus, que em Vossa inefável Providência escolhestes São José para Esposa de Maria Santíssima e Pai do Vosso Filho, fazei que, venerando-O na terra como Protetor, mereçamos tê-lo como Intercessor no Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!



Boa oração nestes 30 dias em que você se dispôs a estar unido a São José.


Deus o abençoe!
José João





sábado, 28 de dezembro de 2024

Como fazer uma Carta á São José?

 


Como fazer uma carta a São José? Eu não sabia como iniciar, como escrever, mas já conhecendo a muito tempo sua poderosa intercessão, rezando todos os meses a Novena Perpétua a São José e a partir de tudo aquilo que os santos escreveram sobre ele como: Santo Agostinho, Santa Teresa D´Ávila, Santo Tomás de Aquino, São Pedro Julião Eymard, Santa Teresinha do Menino Jesus e tantos outros, resolvi escrever este texto para ajudar as pessoas a escrever esta carta com base nos testemunhos de pessoas que já escreveram e alcançaram os milagres pedidos.

 A grande intercessão de São José está intimamente ligado ao fato de ser escolhido por Deus para o ser o pai legal de Seu Filho Jesus e esposo castíssimo da Virgem Maria. Se Jesus honrou a paternidade de São José sendo-lhe obediente neste mundo, São José glorificou a Deus sendo um verdadeiro pai ao Filho de Deus que teve em São José o exemplo de servo bom e fiel aos desígnios de Deus o plano da Redenção da humanidade. No céu temos certeza que a intercessão de São José é poderosa. Sendo da vontade de Deus o que pedimos a São José para interceder, receberemos do bom Deus as graças necessárias a nossa santificação.



    Como São José é invocado pela Igreja Católica como o protetor das Famílias, padroeiro dos trabalhadores, Patrono da Igreja Universal, dos moribundos, terror dos demônios entre outros, não nos negará nada porque Deus o constituiu a
"nos socorrer em todas as nossas necessidades" como nos afirma Santa Teresa D´Ávila. Interessante que a Igreja nos leva a afirmar nas orações finais da Ladainha dedicada a ele [São José] que Deus o fez senhor de sua casa e fê-lo príncipe de todos os seus bens. 

    A intenção de escrever uma carta a São José deve ser o desejo de ser agradável a Deus como ele [São José] o foi. É importante fazer a Carta para São José durante uma Novena a ele dedicada (todos os meses costumo rezar a "Novena Perpetua a São José", de 10 a 18 de cada mês no Youtube), sendo sincero em suas intenções e neste tempo da Novena procurar os meios necessários a sua conversão e santificação, a própria Novena o ajudará a viver bem os nove dias que antecedem o dia 19 de cada mês dedicado a São José. Abaixo segue um modelo de carta do qual você pode fazer conforme seu desejo e intenção.

Carta a São José (modelo)

“Querido São José,
modelo de pai, esposo e trabalhador, homem que Deus confiou para proteger e nutrir o menino Jesus.
Escrevo essa carta para lhe pedir ajuda,
(descreva resumidamente o seu problema)
Peço-lhe que interceda por nós nessa causa diante do trono de Deus nos abençoando com…
(escreva o seu pedido)
Rogo por este milagre e agradeço-lhe por tudo, ó protetor da Sagrada Família e Terror dos Demônios.
Valei-me São José.
Com carinho,
(seu nome)”



A pós a escrita da carta a coloque debaixo de uma imagem de São José que tenha em sua casa ou na Igreja/Capela mais próxima de sua casa.


Deus abençoe!
José João






História da Devoção à Carta a São José

 


A história da devoção à Carta a São José é uma prática piedosa que envolve a escrita de uma carta ao pai adotivo de Jesus, pedindo sua intercessão junto a Deus. São José, conhecido por sua humildade, pureza, bondade, trabalho árduo e profunda fé em Deus, é um dos santos mais venerados na Igreja Católica.

História da Devoção a carta a São José

A devoção a São José remonta aos primeiros séculos do cristianismo, mas ganhou mais popularidade ao longo dos séculos. Foi especialmente promovida por grandes santos e papas. São José é frequentemente invocado como patrono das famílias, dos trabalhadores, da boa morte e terror dos demônios.

A prática específica de escrever uma carta a São José não possui uma origem clara e documentada, mas está enraizada na tradição católica de oração e intercessão. Muitas pessoas sentem um chamado especial para suplicar a intercessão de São José de forma pessoal, escrevendo cartas que expressam suas necessidades, agradecimentos e pedidos de graças impossíveis a olhos humanos.

Esta devoção da Carta a São José tornou-se mais conhecida por meio das Missionárias da Divina Revelação do qual nos relata a irmã Rebecca Nazzaro, superiora das Missionárias da Divina Revelação.


Quando no fim do mês de Dezembro de 2006 entrei no estacionamento do imóvel situado em Roma, na Via Delle Vigne Nuove, não pensei que estava se cumprindo a profecia de São José.

Me chamo Irmã Rebecca Nazzaro, superiora das Missionárias da Divina Revelação. A nossa comunidade nasceu na diocese de Roma em 11 de Fevereiro de 2001, depois de uma longa gestação de consagração laical com caráter religioso. Nascemos espiritualmente na gruta de Tre Fontane, onde a Virgem Maria apareceu com o título de Virgem da Revelação, a um homem, Bruno Cornacchiola, que combatia a Igreja Católica e queria assassinar o Papa Pio XII. A nossa missão é dedicada a nova evangelização com o propósito específico de tornar amada a Igreja Católica nos seus “Três Amores Brancos”: A Eucaristia, a Imaculada e o Santo Padre.

Quando iniciamos, a nossa sede era um pequeno apartamento emprestado à nós por caros amigos devotos da Virgem da Revelação. Do primeiro núcleo de 7 irmãs, passamos para 9, 10... O Vicariato de Roma, reconhecendo neste crescimento o sinal da bênção de Deus, nos confiou um apartamento de propriedade da Diocese, no centro de Roma, no último piso, onde no terraço se podiam admirar todas as cúpulas das igrejas do centro histórico alternadas a sofisticadas antenas parabólicas.

Parecia que tínhamos atingido uma decorosa organização para o nosso crescimento e desenvolvimento do nosso apostolado. O terraço era o nosso salão de visitas, as igrejas vizinhas, o nosso oratório, o jardim era o Circo Máximo e os nossos passeios dominicais aconteciam na Ilha Tiberina. O Senhor, na Sua infinita bondade, continuava a enviar moças que, devotas da Virgem da Revelação, pediam para fazer experiência conosco. Como acolhê-las? A nossa hospedagem era um quarto usado como sacristia e sala de reuniões... Precisávamos de alguns quartos a mais!

Então tornamos às nossas orações e às nossas procuras... Claro, as condições econômicas eram muito escassas, mesmo se muitas pessoas, incluindo os nossos pais, se dispusessem a pagar um eventual financiamento.

Junto com a Vigária, Irmã Daniela, iniciei a ver muitos imóveis de institutos religiosos, pequenos e grandes, esperando com fé pela Providência. A procura durou mais de 3 anos sem nenhum sucesso. Tínhamos já invocado São José muitas vezes, dedicando a ele as orações do mês, as novenas, o sacro manto (devoção a São José de 30 dias com ladainha e orações), mas... nada!

Um dia encontro uma religiosa, “Filha de São José”, lhe confio a nossa amargura por não ter ainda encontrado uma solução adequada para a nossa comunidade em crescimento e pergunto se teria uma oração “especial” para me sugerir.

Com muita determinação me sugere de escrever uma carta a São José. Dizer que fiquei maravilhada pela proposta é pouco... e pedi mais explicações. Ela me confirma a sugestão de escrever uma carta a São José elencando nos detalhes as necessidades da nossa comunidade, porque São José nos atenderia exatamente nos detalhes. Se despede de mim dizendo que era segura que receberíamos tudo aquilo que precisávamos.

Eu não era nem um pouco convencida deste tipo de “oração” e reuni a comunidade para escrevermos juntas a carta a São José. Nos sentamos entorno da mesa e perguntei às irmãs como elas queriam o convento, porque São José responderia com precisão. Falava com elas em tom de brincadeira para esconder a minha incredulidade. As irmãs, cheias de fé e com tanta devoção, começaram a enumerar seus pedidos: de uma bela capela a um grande refeitório, do jardim a quarto de hóspedes, de uns 30 dormitórios a salas de estudos e conferência, sem faltar a estátua de São José e eu, para concluir, acrescento o pedido de uma minivan do tipo “Serena” da marca Nissan. O pedido foi escrito em 7 de Junho de 2006 em uma simples folha que colocamos atrás de um quadro de São José, a única imagem que havíamos do santo.


Nenhuma de nós se lembrava daquela carta e quando, em Dezembro de 2006 fomos convidadas a visitar o edifício que nos foi proposto, não pensávamos minimamente que São José o tinha preparado especialmente para nós.
Surpresas pelo tamanhos do edifício, eu e a Irmã Daniela, procuramos acabar imediatamente com o encontro porque já sabíamos que não tínhamos a possibilidade econômica para um aluguel, e muito menos para uma compra!

A irmã, comissária pontifícia encarregada de encontrar uma solução para a precedente comunidade que habitava neste edifício, a qual estava terminando, retificou o meu pensamento me dizendo que deveríamos somente que cuidar das últimas irmãs idosas que permaneceram e que tudo um dia seria nosso. Não! Não podíamos crer! Saímos do portão e na garagem vejo uma minivan... Nissan... Serena... Não conseguíamos crer nos nossos olhos! Voltamos para casa e contamos tudo às irmãs. Uma semana depois, em 6 de Janeiro de 2007, demos a confirmação que aceitávamos a proposta.

Em 11 de Fevereiro de 2007, memória da Bem-aventurada Virgem de Lourdes e 6º aniversário da nossa aprovação pela Igreja, com todas as irmãs, fui no imóvel para almoçar com as irmãs idosas da outra comunidade em declínio. Todas, de ambas as comunidades, estávamos plenas de alegria e dos nossos corações um hino de agradecimento se elevava ao Senhor.


Finalmente, em 25 de Junho de 2007, nos transferimos ao nosso novo ninho, nos doado pelo Senhor, por intercessão de São José, para iniciar uma nova aventura.  Em 1º de Julho, fizemos celebrar uma Missa Solene de agradecimento ao Senhor, cheias de gratidão pelo grande dom recebido, mas conscientes também da responsabilidade de tal dom.

Logo, dissemos umas às outras: “ se o Senhor nos deu uma casa tão grande é porque quer que a abramos para acolher quem deseja encontrá-lo, quem aspira viver momentos de alegria e paz, aquela alegria e aquela paz que somente Jesus nos pode dar”.

Desde então São José é invocado por nós com tanta fé e amor, certas de que ele saberá escutar o nosso grito de ajuda em meio as provas que a vida sempre reserva. Devo acrescentar que tantas vezes pedi perdão a São José pela minha inicial incredulidade, quando quase de brincadeira encorajei as minhas irmãs à escrever a nossa carta dos desejos. Obrigada São José, obrigada Jesus que sempre escuta aquele que em vida não Vos negou nada!


    A Devoção a São José é marcada pela vida dos homens e mulheres da Igreja que assumem a paternidade espiritual de São José em suas e descobrem nesta devoção uma via de encontro com Deus por meio de pequenos Atos. Agora que temos um lindo testemunho desta prática devocional, podemos enriquecer nossa experiência com São José por meio deste ato de devoção.



Deus te abençoe!
José João


SOBRE A CONCESSÃO DA INDULGÊNCIA

 



SOBRE A CONCESSÃO DA INDULGÊNCIA
DURANTE O JUBILEU ORDINÁRIO DO ANO 2025
PROCLAMADO POR SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO

 

“Agora chegou o momento dum novo Jubileu, em que se abre novamente de par em par a Porta Santa para oferecer a experiência viva do amor de Deus” (Spes non confundit, 6). Na bula de proclamação do Jubileu Ordinário de 2025, o Santo Padre, no momento histórico atual em que, “esquecida dos dramas do passado, a humanidade encontra-se de novo submetida a uma difícil prova que vê muitas populações oprimidas pela brutalidade da violência” (Spes non confundit, 8), convida todos os cristãos a tornarem-se peregrinos de esperança. Esta é uma virtude a redescobrir nos sinais dos tempos, os quais, contendo “o anélito do coração humano, carecido da presença salvífica de Deus, pedem para ser transformados em sinais de esperança” (Spes non confundit, 7), que deverá ser obtida sobretudo na graça de Deus e na plenitude da Sua misericórdia.

Já na bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia de 2015, o Papa Francisco sublinhava o quanto a Indulgência adquiria, naquele contexto, “uma relevância particular” (Misericordiae vultus, 22), uma vez que a misericórdia de Deus “torna-se indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado” (ibid.). Do mesmo modo, hoje, o Santo Padre declara que o dom da Indulgência “permite-nos descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus. Não é por acaso que, na antiguidade, o termo «misericórdia» era cambiável com o de «indulgência», precisamente porque pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece limites” (Spes non confundit, 23). A Indulgência é, pois, uma graça jubilar.

Também por ocasião do Jubileu Ordinário de 2025, portanto, por vontade do Sumo Pontífice, este “Tribunal de Misericórdia”, ao qual compete dispor tudo o que diz respeito à concessão e ao uso das Indulgências, pretende estimular os ânimos dos fiéis a desejar e alimentar o piedoso desejo de obter a Indulgência como dom de graça, próprio e peculiar de cada Ano Santo, e estabelece as seguintes prescrições, para que os fiéis possam usufruir das “disposições necessárias para poder obter e tornar efetiva a prática da Indulgência Jubilar” (Spes non confundit, 23).

Durante o Jubileu Ordinário de 2025, permanecem em vigor todas as outras concessões de Indulgência. Todos os fiéis verdadeiramente arrependidos, excluindo qualquer apego ao pecado (cf. Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norm. 20, § 1) e movidos por um espírito de caridade, e que, no decurso do Ano Santo, purificados pelo sacramento da penitência e revigorados pela Sagrada Comunhão, rezem segundo as intenções do Sumo Pontífice, poderão obter do tesouro da Igreja pleníssima Indulgência, remissão e perdão dos seus pecados, que se pode aplicar às almas do Purgatório sob a forma de sufrágio:

I.- Nas sagradas peregrinações

Os fiéis, peregrinos de esperança, poderão obter a Indulgência Jubilar concedida pelo Santo Padre se empreenderem uma piedosa peregrinação:

a qualquer lugar sagrado do Jubileu: aí participando devotamente na Santa Missa (sempre que as normas litúrgicas o permitam, poderá recorrer-se especialmente à Missa própria para o Jubileu ou à Missa votiva: Pela reconciliação, Pelo perdão dos pecados, Para pedir a virtude da caridade e Para promover a concórdia); numa Missa ritual para conferir os sacramentos da iniciação cristã ou a Unção dos Enfermos; na celebração da Palavra de Deus; na Liturgia das Horas (Ofício de Leituras, Laudes, Vésperas); na Via-Sacra; no Rosário Mariano; no hino Akathistos; numa celebração penitencial, que termine com as confissões individuais dos penitentes, como está estabelecido no Rito da Penitência (forma II);

em Roma: a pelo menos uma das quatro Basílicas Papais Maiores: São Pedro no Vaticano, Santíssimo Salvador em Laterão, Santa Maria Maior, São Paulo fora de Muros;

na Terra Santa: a pelo menos uma das três basílicas: do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém, da Anunciação em Nazaré;

noutras circunscrições eclesiásticas: à igreja catedral ou a outras igrejas e lugares santos designados pelo Ordinário do lugar. Os Bispos terão em conta as necessidades dos fiéis, assim como a própria oportunidade de manter intacto o significado da peregrinação com toda a sua força simbólica, capaz de manifestar a necessidade ardente de conversão e reconciliação;

II.- Nas piedosas visitas aos lugares sagrados

Ademais, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se, individualmente ou em grupo, visitarem devotamente qualquer lugar jubilar e aí dedicarem um côngruo período de tempo à adoração eucarística e à meditação, concluindo com o Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e invocações a Maria, Mãe de Deus, para que, neste Ano Santo, todos possam “experimentar a proximidade da mais afetuosa das mães, que nunca abandona os seus filhos” (Spes non confundit, 24).

Na particular ocasião do Ano Jubilar, poderão visitar-se, para além dos supramencionados insignes lugares de peregrinação, estes outros lugares sagrados nas mesmas condições:

em Roma: a Basílica de Santa Cruz em Jerusalém, a Basílica de São Lourenço fora de Muros, a Basílica de São Sebastião (recomenda-se vivamente a devota visita conhecida como “das sete Igrejas”, tão cara a São Filipe Neri), o Santuário do Divino Amor, a Igreja do Espírito Santo em Sassia, a Igreja de São Paulo “alle Tre Fontane”, o lugar do Martírio do Apóstolo, as Catacumbas cristãs; as igrejas dos caminhos jubilares dedicadas ao Iter Europaeum e as igrejas dedicadas às Mulheres Padroeiras da Europa e Doutoras da Igreja (Basílica de Santa Maria sobre Minerva, Santa Brígida em Campo de' Fiori, Igreja Santa Maria da Vitória, Igreja de “Trinità dei Monti”, Basílica de Santa Cecília em Trastevere, Basílica de Santo Agostinho em Campo Marzio);

noutros lugares do mundo: as duas Basílicas Papais menores de Assis, de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos; as Basílicas Pontifícias de Nossa Senhora de Loreto, de Nossa Senhora de Pompeia, de Santo António de Pádua; qualquer Basílica menor, igreja catedral, igreja concatedral, santuário mariano, assim como, para o benefício dos fiéis, qualquer insigne igreja colegiada ou santuário designado por cada Bispo diocesano ou eparquial, bem como santuários nacionais ou internacionais, “lugares sagrados de acolhimento e espaços privilegiados para gerar esperança” (Spes non confundit, 24), indicados pelas Conferências Episcopais.

Os fiéis verdadeiramente arrependidos que não puderem participar nas celebrações solenes, nas peregrinações e nas piedosas visitas por motivos graves (como, primeiramente, todas as monjas e monges de clausura, os idosos, os doentes, os reclusos, assim como quantos, nos hospitais ou noutros lugares de assistência, prestam um serviço continuado aos doentes), receberão a Indulgência jubilar nas mesmas condições se, unidos em espírito aos fiéis presentes, sobretudo nos momentos em que as palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas através dos meios de comunicação, recitarem nas suas casas ou nos lugares onde o impedimento os reter (por exemplo, na capela do mosteiro, do hospital, do centro de assistência, da prisão...) o Pai-Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e outras orações em conformidade com as finalidades do Ano Santo, oferecendo os seus sofrimentos ou as dificuldades da sua vida;

III.- Nas obras de misericórdia e de penitência

Além disso, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se, com ânimo devoto, participarem em Missões populares, em exercícios espirituais ou em encontros de formação sobre os textos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica, que se realizem numa igreja ou noutro lugar adequado, segundo a intenção do Santo Padre.

Apesar da norma segundo a qual se pode obter uma só Indulgência plenária por dia (cf. Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norm. 18, § 1), os fiéis que terão praticado o ato de caridade a favor das almas do Purgatório, se se aproximarem legitimamente do sacramento da Comunhão uma segunda vez no mesmo dia, poderão obter duas vezes no mesmo dia a Indulgência plenária, aplicável apenas aos defuntos (entende-se no âmbito de uma celebração eucarística; cf. cân. 917 e Pontificia Commissione per l’interpretazione autentica del CIC, Responsa ad dubia, 1, 11 iul. 1984). Com esta dupla oblação, cumpre-se um louvável exercício de caridade sobrenatural, através daquele vínculo pelo qual estão unidos no Corpo místico de Cristo os fiéis que ainda peregrinam sobre a terra, juntamente com aqueles que já completaram o seu caminho, em virtude do facto de que “a Indulgência Jubilar, em virtude da oração, destina-se de modo particular a todos aqueles que nos precederam, para que obtenham plena misericórdia” (Spes non confundit, 22).

Mas, de modo particular, precisamente “no Ano Jubilar, seremos chamados a ser sinais palpáveis de esperança para muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de dificuldade” (Spes non confundit, 10): a Indulgência está, portanto, ligada também às obras de misericórdia e de penitência, com as quais se testemunha a conversão empreendida. Os fiéis, seguindo o exemplo e o mandato de Cristo, sejam encorajados a praticar mais frequentemente obras de caridade ou misericórdia, principalmente ao serviço daqueles irmãos que se encontram oprimidos por diversas necessidades. Mais concretamente, redescubram “as obras de misericórdia corporal: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos” (Misericordiae vultus, 15) e redescubram também “as obras de misericórdia espiritual: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas, rezar a Deus pelos vivos e defuntos” (ibid.).

Do mesmo modo, os fiéis poderão obter a Indulgência jubilar se se deslocarem para visitar por um côngruo período de tempo os irmãos que se encontrem em necessidade ou dificuldade (doentes, presos, idosos em solidão, pessoas com alguma deficiência...), quase fazendo uma peregrinação em direção a Cristo presente neles (cf. Mt 25, 34-36) e cumprindo as habituais condições espirituais, sacramentais e de oração. Os fiéis poderão, sem dúvida, repetir estas visitas no decurso do Ano Santo, adquirindo em cada uma delas a Indulgência plenária, mesmo quotidianamente.

A Indulgência plenária jubilar também poderá ser obtida mediante iniciativas que implementem de forma concreta e generosa o espírito penitencial, que é como que a alma do Jubileu, redescobrindo em particular o valor penitencial das sextas-feiras: abstendo-se, em espírito de penitência, durante pelo menos um dia, de distrações fúteis (reais mas também virtuais, induzidas, por exemplo, pelos meios de comunicação social e pelas redes sociais) e de consumos supérfluos (por exemplo, jejuando ou praticando a abstinência segundo as normas gerais da Igreja e as especificações dos Bispos), assim como devolvendo uma soma proporcional em dinheiro aos pobres; apoiando obras de caráter religioso ou social, especialmente em favor da defesa e da proteção da vida em todas as suas fases e da própria qualidade de vida, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou sós, dos migrantes de vários Países “que deixam a sua terra à procura duma vida melhor para si próprios e suas famílias” (Spes non confundit, 13); dedicando uma parte proporcional do próprio tempo livre a atividades de voluntariado, que sejam de interesse para a comunidade, ou a outras formas semelhantes de empenho pessoal.

Todos os Bispos diocesanos ou eparquiais e aqueles que pelo direito lhes são equiparados, no dia mais oportuno deste tempo jubilar, por ocasião da celebração principal na catedral e nas igrejas jubilares individuais, poderão conceder a Bênção Papal com a Indulgência Plenária anexa, que pode ser obtida por todos os fiéis que receberem tal Bênção nas condições habituais.

Para que o acesso ao sacramento da Penitência e à consecução do perdão divino através do poder das Chaves seja pastoralmente facilitado, os Ordinários locais são convidados a conceder aos cónegos e aos sacerdotes que, nas Catedrais e nas Igrejas designadas para o Ano Santo, puderem ouvir as confissões dos fiéis, as faculdades limitadamente ao foro interno, como se indica, para os fiéis das Igrejas Orientais, no cân. 728, § 2 do CCIO, e, no caso de uma eventual reserva, o cân. 727, excluídos, como é evidente, os casos considerados no cân. 728, § 1; para os fiéis da Igreja latina, as faculdades indicadas no cân. 508, § 1 do CDC.

A este propósito, esta Penitenciaria exorta todos os sacerdotes a oferecer com generosa disponibilidade e dedicação a mais ampla possibilidade dos fiéis usufruírem dos meios da salvação, adotando e publicando horários para as confissões, de acordo com os párocos ou os reitores das igrejas vizinhas, estando presentes no confessionário, programando celebrações penitenciais de forma fixa e frequente, oferecendo também a mais ampla disponibilidade de sacerdotes que, por terem atingido limite de idade, não tenham encargos pastorais definidos. Dependendo das possibilidades, recorde-se ainda, segundo o Motu Proprio Misericordia Dei, a oportunidade pastoral de ouvir as Confissões também durante a celebração da Santa Missa.

Para facilitar a tarefa dos confessores, a Penitenciaria Apostólica, por mandato do Santo Padre, dispõe que os sacerdotes que acompanhem ou se unam a peregrinações jubilares fora da própria Diocese possam valer-se das mesmas faculdades que lhes foram concedidas na sua própria Diocese pela autoridade legítima. Faculdades especiais serão depois concedidas por esta Penitenciaria Apostólica aos penitenciários das basílicas papais romanas, aos cónegos penitenciários ou aos penitenciários diocesanos instituídos em cada uma das circunscrições eclesiásticas.

Os confessores, depois de terem amorosamente instruído os fiéis acerca da gravidade dos pecados aos quais estiver anexada uma reserva ou uma censura, determinarão, com caridade pastoral, penitências sacramentais apropriadas, de modo a conduzi-los o mais possível a um arrependimento estável e, segundo a natureza dos casos, a convidá-los à reparação de eventuais escândalos e danos.

Enfim, a Penitenciaria convida fervorosamente os Bispos, enquanto detentores do tríplice múnus de ensinar, guiar e santificar, a ter o cuidado de explicar claramente as disposições e os princípios aqui propostos para a santificação dos fiéis, tendo em conta de modo particular as circunstâncias de lugar, cultura e tradições. Uma catequese adequada às características socioculturais de cada povo poderá propor de forma eficaz o Evangelho e a integridade da mensagem cristã, enraizando mais profundamente nos corações o desejo deste dom único, obtido em virtude da mediação da Igreja.

O presente Decreto tem validade para todo o Jubileu Ordinário de 2025, não obstante qualquer disposição contrária.

Dado em Roma, da sede da Penitenciaria Apostólica, 13 de maio de 2024, Memória da Beata Virgem Maria de Fátima.

Angelo Card. De Donatis
Penitenciário-Mor

S.E. Dom Krzysztof Nykiel
Regente



Fonte: Vatican.va



Como Lucrar As Indulgências do Ano Jubilar da Esperança 2025

 


Saiba como obter Indulgências no Ano Jubilar 2025

    "A indulgência permite-nos descobrir como é ilimitada a misericórdia de Deus. Não é por acaso que, na antiguidade, o termo «misericórdia» era cambiável com o de «indulgência», precisamente porque pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece limites."(Spes non confundit - BULA DE PROCLAMAÇÃO DO JUBILEU ORDINÁRIO DO ANO 2025)




Em 2025 a Igreja Católica repropõe a celebração do Ano Jubilar como um tempo especial de remissão e perdão, ocasião para viver intensamente a cura e a libertação dos pecados e de outras "dívidas" que pesam sobre as vidas e as almas.

A possibilidade de pedir e obter indulgências é parte integrante e relevante da tradição dos Jubileus «Não é por acaso que, na antiguidade, o termo «misericórdia» era cambiável com o de «indulgência», precisamente porque pretende exprimir a plenitude do perdão de Deus que não conhece limites», escreve o Papa Francisco na Bula que anuncia o Jubileu de 2025 (Spes non confundit § 23).

O que se segue é um breve vademecum ("manual") que contém as indicações elementares sobre o que é preciso fazer - em Roma, na Terra Santa e em todas as partes do mundo - para pedir o dom da indulgência durante o Jubileu.


O que é Indulgência

«A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto á culpa [isto é, para os quais a absolvição já foi obtida pela confissão, ndr.], que o fiel, devidamente disposto e em certas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos» (Codex Iuris Canonici, Can. 992).


O que é a pena temporal

O pecado tem duas consequências. Em primeiro lugar, se for grave, envolve a privação da comunhão com Deus e a pena eterno. Ele é cancelado toda vez que se recorre frutuosamente ao Sacramento da Confissão e assim se é readmitido à comunhão com Deus no estado de graça sobrenatural. Em segundo lugar, «todo o pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado às criaturas, o qual precisa de ser purificado, quer nesta vida quer depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama «pena temporal» do pecado».(Catecismo da Igreja Católica, n.1472).

Esta segunda consequência do pecado, isto é, a pena temporal, à qual ainda se pode estar obrigado apesar do perdão dos pecados obtido na Confissão, pode ser redimida aqui em baixo, na terra (com voluntárias orações e penitências, com obras de piedade, de mortificação e da caridade), ou na vida após a morte, no purgatório.

O que é a Indulgência Plenária

A Indulgência Plenária por si só perdoa toda a pena temporal dos pecados já perdoados no que diz respeito à culpa (o que, para os pecados mortais, requer necessariamente a Confissão sacramental).



Quem pode obter as indulgências


Qualquer pessoa batizada e não excomungada pode obter indulgências. Para lucrá-las, o fiel batizado deve estar na graça de Deus, isto é, sem pecado mortal, porque a dívida da pena temporal não pode ser perdoada senão após o cancelamento da culpa e a remissão da pena eterna operada pelo Sacramento da Confissão ou, na impossibilidade de confessar-se, por um ato de sincera contrição, com o propósito de buscar o sacramento da penitência assim que possível.
É necessária, ademais, a intenção de obter a indulgência, pois o benefício é concedido apenas a quem positivamente pretende recebê-lo.

Como obter a Indulgência Plenária


Para obter a Indulgência Plenária, além de cumprir o ato ao qual a Igreja agrega a indulgência, devem ser sempre cumpridas as seguintes condições:

- confessar -se (a confissão deve ser “individual e íntegra”);
- receber a comunhão eucarística;
- rezar de acordo com as intenções do Papa (por exemplo, um Pai Nosso e uma Ave Maria).
Como cada fiel pode obter diariamente a Indulgência Plenária durante o Jubileu do Ano 2025


As normas para a concessão da Indulgência durante o Jubileu ordinário do Ano de 2025, publicadas em 13 de maio de 2024 pela Penitenciária Apostólica, cujo Penitenciário-Mor é o cardeal Angelo De Donatis, indicam os atos que poderão levar a cada dia à aquisição da Indulgência Plenária durante toda a duração do Ano Santo.

Além de observar as condições habituais (desapego do pecado, mesmo venial, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração segundo as intenções do Santo Padre), para receber diariamente a Indulgência Plenária jubilar o fiel poderá praticar atos de diferentes naturezas, somo segue:

* Peregrinações e visitas a lugares sagrados

Os fiéis poderão obter a Indulgência Jubilar quando se dirigirem em peregrinação a qualquer lugar sagrado do Jubileu, participando naquele local na Santa Missa, ou na Via Sacra, ou na recitação do Santo Rosário ou do hino Akathistos; ou a uma celebração penitencial, que termine com as confissões individuais dos penitentes.

- Em Roma e na Itália

Caso estiverem em Roma, para pedir a indulgência plenária, os fiéis poderão peregrinar pelo menos a uma das quatro Basílicas Papais Maiores (São Pedro no Vaticano, Santíssimo Salvador em Latrão, Santa Maria Maior, São Paulo Fora-dos-Muros).

Por ocasião particular do Ano Jubilar, além dos referidos locais de peregrinação, também poderão ser visitadas a Basílica de Santa Croce em Jerusalém, a Basílica de San Lorenzo al Verano, a Basílica de São Sebastião (etapas que completam a visita chamada “das sete Igrejas”, tão acara a São Filipe Neri), o Santuário do Amor Divino, a Igreja de Santo Spirito in Sassia, a Igreja de São Paulo alle Tre Fontane (lugar de martírio do Apóstolo), as Catacumbas Cristãs.

Ademais, se poderá visitar - e ali realizar as práticas piedosas exigidas - as igrejas dos caminhos jubilares dedicadas respectivamente ao Iter Europaeum e as igrejas dedicadas às Padroeiras da Europa e Doutoras da Igreja (Basílica de Santa Maria sopra Minerva, Santa Brigida em Campo de' Fiori, Igreja de Santa Maria della Vittoria, Igreja de Trinità dei Monti, Basílica de Santa Cecília em Trastevere, Basílica de Sant'Agostino em Campo Marzio).

Na Itália, poderão ser realizadas peregrinações jubilares também às duas Basílicas Papais menores de Assis, de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos; as Basílicas Pontifícias de Nossa Senhora de Loreto, de Nossa Senhora de Pompeia, de Santo Antônio em Pádua.

- Na Terra Santa

Na terra de Jesus será possível realizar peregrinações jubilares e pedir a Indulgência Plenária visitando pelo menos uma das três Basílicas do Santo Sepulcro em Jerusalém, da Natividade em Belém, da Anunciação em Nazaré.

- Em todo o mundo

Nas outras circunscrições eclesiásticas, os fiéis poderão alcançar a Indulgência Jubilar se, individualmente ou em grupo, visitarem com devoção qualquer lugar sagrado (Basílicas menores, igrejas catedrais, santuários marianos) designado como lugar jubilar por cada bispo diocesano, como também santuários nacionais ou internacionais, indicados pelas Conferências Episcopais, e alí, por um adequado período de tempo, praticarem a Adoração Eucarística e a meditação, concluindo com o Pai Nosso, a Profissão de Fé em qualquer forma legítima e invocações a Maria, Mãe de Deus.

Os fiéis sinceramente arrependidos, mas impossibilitados de participar nas peregrinações e visitas piedosas por motivos graves (por exemplo, monges e monjas de clausura, os doentes e os reclusos), podem lucrar a Indulgência Jubilar nas mesmas condições se, unidos em espírito com o os fiéis presentes, especialmente nos momentos em que as palavras do Sumo Pontífice ou dos Bispos diocesanos forem transmitidas pelos meios de comunicação, recitarem o Pai Nosso, a Profissão de fé em qualquer forma legítima e outras orações conformes aos propósitos do Ano Santo.


* Obras de misericórdia e de penitência


Além disso, sem realizar peregrinações ou visitas piedosas aos lugares jubilares, os fiéis poderão lucrar a Indulgência Jubilar:

- Participando nas Missões Populares;

- Participando de Exercícios Espsirituais ou Encontros de Formação sobre textos do Concílio Vaticano II e do Catecismo da Igreja Católica, a serem realizados em uma igreja ou outro local adequado;

- Realizando Obras de Misericórdia corporais e espirituais;

- Realizando Atos Penitenciais como:

a) Redescobrir o valor penitencial da sexta-feira, abstendo-se durante pelo menos um dia de distrações fúteis (induzidas, por exemplo, pelos meios de comunicação e redes sociais) e de consumos supérfluos (por exemplo, jejuando ou praticando a abstinência segundo as normas gerais da Igreja e dedicar uma quantia proporcional de dinheiro aos pobres);

b) Apoiar obras de carácter religioso ou social, especialmente em favor da defesa e proteção da vida em todas as suas fases, das crianças abandonadas, dos jovens em dificuldade, dos idosos necessitados ou solitários, dos migrantes dos vários países;

c) Dedicar uma parte razoável do seu tempo livre a atividades voluntárias que sejam de interesse da comunidade ou a outras formas semelhantes de compromisso pessoal.

Apesar da regra geral segundo a qual só se pode lucrar somente uma Indulgência Plenária por dia (ver Enchiridion Indulgentiarum, IV ed., norma 18, § 1), a instrução da Penitenciária Apostólica com as normas para receber Indulgências Plenárias durante o Ano Jubilar 2025 determina que “os fiéis que terão praticado o ato de caridade a favor das almas do Purgatório, se se aproximarem legitimamente do sacramento da Comunhão uma segunda vez no mesmo dia, poderão obter duas vezes no mesmo dia a Indulgência plenária, aplicável apenas aos defuntos (entende-se no âmbito de uma celebração eucarística)".


Obs: Esteja atento as orientações do Bispo de sua Diocese referente ao local de Peregrinação Diocesana para se lucrar/obter as indulgências durante o Ano Jubilar da Esperança 2025.


Oração do Jubileu


Pai que estás nos céus, a fé que nos deste no teu filho Jesus Cristo, nosso irmão, e a chama de caridade
derramada nos nossos corações pelo Espírito Santo despertem em nós a bem-aventurada esperança para a vinda do teu Reino.
A tua graça nos transforme em cultivadores diligentes das sementes do Evangelho que fermentem a humanidade e o cosmos, na espera confiante dos novos céus e da nova terra, quando, vencidas as potências do Mal, se manifestar para sempre a tua glória.
A graça do Jubileu reavive em nós, Peregrinos de Esperança, o desejo dos bens celestes e derrame sobre o mundo inteiro a alegria e a paz do nosso Redentor.
A ti, Deus bendito na eternidade, louvor e glória pelos séculos dos séculos.
Amém.



Fonte:Vatican News