segunda-feira, 4 de novembro de 2024

O que é o Manto Sagrado de São José

 

Conheça a novena do Manto Sagrado de São José e a história da relíquia mantida em uma igreja de RomaUma das devoções a São José é chamada de “Novena do Manto Sagrado de São José”. Trata-se de uma série de orações feitas por 30 dias consecutivos, em memória aos 30 anos que alguns acreditam que São José viveu como pai adotivo de Jesus.

A novena se baseia, em parte, na crença de que existe um manto real de São José guardado em uma igreja em Roma. O livro do século 19, The Life and Glories of St. Joseph (“A Vida e as Glórias de São José”), apresenta uma breve história desse manto:

“De São José, nenhuma relíquia real existia, apenas algumas partes de suas vestes santificadas pelo contato com seu corpo santo e agora, como acreditamos, glorificado. Roma possui uma relíquia esplêndida do pálio ou manto do santo… Essa preciosa relíquia foi guardada na antiga igreja colegiada de Santa Anastácia, construída por volta do ano 300 por Apolônia, uma nobre matrona romana para ali depositar o corpo de Santa Anastácia, Virgem e Mártir. Acredita-se que São Jerônimo, quando chamado a Roma por São Dâmaso para os assuntos de seu pontificado, celebrou a Missa durante os três anos de sua residência no altar onde a relíquia está preservada. O cálice de que ele fez uso ainda é exibido.”

Mas será que, de fato, o manto é uma relíquia autêntica que de alguma forma foi trazida da Terra Santa?

Infelizmente, existem poucas evidências para apoiar a afirmação. No entanto, existiu, sim um manto que São José usou para proteger o Menino Jesus do tempo frio. Com isso em mente, podemos despertar nossa imaginação e promover um maior apreço e veneração por São José, invocando sua proteção em nossas próprias vidas.

Oração a São José

“Ó santo protetor da Sagrada Família, protege-nos, filhos do Senhor Jesus Cristo; mantém longe de nós os erros e males que corrompem o mundo; ajuda-nos do Céu em nossas lutas contra os poderes das trevas. E, assim como protegeste o Menino Jesus do decreto cruel de Herodes, defende a Igreja e mantém-na protegida de todos os perigos e ameaças; espalha sobre todos nós a tua santa ajuda para que, seguindo teu exemplo e auxiliados por tua orientação espiritual, possamos levar uma vida santa, ter uma morte feliz e finalmente chegar à posse da bem-aventurança eterna no céu. Amém.”

Orações ao Manto Sagrado de São José

Aconselha-se rezar estas orações por trinta dias consecutivos, em memória dos trinta anos de vida vividos por São José em companhia de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Além disso, é bom acompanhar estas orações com a promessa de uma oferta para o culto do Santo. É bom também ter uma pia lembrança pelas Almas do Purgatório e receber os Santos Sacramentos em espírito de penitência durante o período da novena.

INÍCIO

Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Jesus, Maria e José, eu Vos dou o meu coração e a minha alma.

Rezar 3 “Glória ao Pai”à Santíssima Trindade

OFERECIMENTO

Eis-me, ó grande Patriarca, prostrado devotamente diante de Vós. Apresento-Vos este Manto precioso e ao mesmo tempo Vos ofereço o propósito da minha devoção fiel e sincera. Tudo o que poderei fazer em Vossa honra durante a minha vida tenciono fazê-lo para Vos mostrar o amor que Vos tenho. Ajudai-me, São José. Assisti-me, agora e durante toda a minha vida, mas especialmente assisti-me na hora da minha morte, como Vós fostes assistido por Jesus e por Maria, para que Vos possa um dia honrar na Pátria celeste por toda a eternidade. Amém!

Ó glorioso Patriarca São José, prostrado diante de Vós, apresento-Vos com devoção as minhas homenagens e começo por Vos oferecer esta preciosa coleta de orações em memória das inumeráveis virtudes que ornaram vossa santa Pessoa. Em Vós teve cumprimento o sonho misterioso do antigo José, cuja figura antecipou a Vossa: não só, de fato, o Sol divino cingiu-Vos com seus luminosíssimos raios, mas também a mística Lua, Maria, Vos aclarou com a sua doce luz. Ó glorioso Patriarca, se o exemplo de Jacó, que se regozijou pessoalmente com seu filho predileto, exaltado sobre o trono do Egito, serviu para arrastar também os outros filhos à salvação, não me valerá o exemplo de Jesus e de Maria, que Vos honraram com toda a sua estima e com toda a sua confiança, para trazer a mim também, para tecer em Vossa honra este Manto precioso? Eia pois, ó grande Santo, fazei que o Senhor volva sobre mim um olhar benévolo. E, como o antigo José não expulsou os irmãos culpados, mas, pelo contrário, os acolheu cheio de amor, os protegeu e os salvou da fome e da morte, assim Vós, ó glorioso Patriarca, mediante a Vossa intercessão, fazei com que o Senhor nunca queira me abandonar neste vale de degredo. Alcançai-me, além disso, a graça de me conservar sempre entre os Vossos servos devotos, que vivem serenos sob o Manto do Vosso patrocínio. Este patrocínio eu desejo tê-lo em cada dia da minha vida e no momento do meu último suspiro. Amém!

ORAÇÃO

Salve, ó glorioso São José, depositário dos tesouros incomparáveis do Céu e pai adotivo d’Aquele que alimenta todas as criaturas. Depois de Maria Santíssima, sois Vós o Santo mais digno de nosso amor e merecedor de nossa veneração. Entre todos os santos, só Vós tivestes a honra de criar, guiar, alimentar e abraçar o Messias que tantos Profetas e Reis desejaram ver. São José, salvai a minha alma e alcançai-me da Misericórdia Divina a graça que humildemente imploro (pedir a graça). E também alcançai para as Benditas Almas do Purgatório um grande alívio para os seus sofrimentos.

Rezar 3 “Glória ao Pai”

Rezar 1 vez: “Doce coração de Jesus, sede o nosso amor, doce coração de Maria e José, sede a nossa salvação”.

Rezar 10 vezes “Jesus, Maria e José, nós Vos amamos, salvai almas”

Ó poderoso São José, foste declarado Patrono Universal da Igreja, e eu Vos invoco, entre todos os Santos, como fortíssimo protetor dos miseráveis, e bendigo mil vezes o Vosso coração, sempre pronto a socorrer toda espécie de necessidade. A Vós, ó querido São José, recorrem a viúva, o órfão, o abandonado, o aflito, toda espécie de desventurados; não há dor, angústia ou desgraça que Vós não tenhais piedosamente socorrido. Dignai-Vos, portanto, usar em meu favor os meios que Deus pôs em Vossas mãos, para que eu possa conseguir a graça que Vos peço. E Vós, Santas Almas do Purgatório, suplicai a São José por mim.

Rezar 3 “Glória ao Pai”

Rezar 1 vez: “Doce coração de Jesus, sede o nosso amor, doce coração de Maria e José, sede a nossa salvação”

Rezar 10 vezes: “Jesus, Maria e José, nós Vos amamos, salvai almas”

A tantos milhares de pessoas que Vos suplicaram antes de mim, Vós destes conforto e paz, graças e favores. A minha alma, triste e amargurada, não encontra repouso no meio das angústias que a oprimem. Vós, ó querido Santo, conheceis todas as minhas necessidades, ainda antes que eu as exponha na oração. Vós sabeis quanto preciso da graça que Vos peço. Eu me prostro na Vossa presença e suspiro, ó São José, sob o grande peso que me oprime. Nenhum coração humano está tão próximo de mim que eu possa confiar meus sofrimentos; e mesmo que eu encontrasse compaixão junto a alguma alma caridosa, ela, todavia não me poderia valer. A Vós, portanto, recorro e espero que não queirais me rejeitar, porque Santa Teresa disse, e deixou escrito em suas memórias: “Qualquer graça que pedirdes a São José, será certamente concedida.” Ó São José, consolador dos aflitos, tende piedade da minha dor e tende piedade das Santas Almas do Purgatório, que tanto esperam de nossas orações.

Rezar 3 “Glória ao Pai”

Rezar 1 vez: “Doce coração de Jesus, sede o nosso amor, doce coração de Maria e José, sede a nossa salvação”

Rezar 10 vezes: “Jesus, Maria e José, nós Vos amamos, salvai almas”!

Ó excelso Santo,

Pela Vossa perfeitíssima obediência a Deus, tende piedade de mim.

Pela Vossa santa vida, cheia de merecimentos, atendei-me.

Pelo Vosso queridíssimo Nome, ajudai-me.

Pelo Vosso clementíssimo Coração, socorrei-me.

Pelas Vossas santas lágrimas, confortai-me.

Pelas Vossas sete dores, tende compaixão de mim.

Pelas Vossas sete alegrias, consolai o meu coração.

De todo o mal da alma e do corpo, libertai-me.

De todo perigo e desgraça, livrai-me.

Socorrei-me com a Vossa santa proteção e impetrai-me, na Vossa misericórdia e poder, o que me é necessário e, sobretudo, a graça do que mais preciso. Às Almas queridas do Purgatório, alcançai a pronta libertação dos seus sofrimentos.

Rezar 3 “Glória ao Pai”

Rezar 1 vez: “Doce coração de Jesus, sede o nosso amor, doce coração de Maria e José, sede a nossa salvação”

Rezar 10 vezes “Jesus, Maria e José, nós Vos amamos, salvai almas”!

Ó glorioso São José, são inúmeros as graças e os favores que Vós alcançais para os pobres aflitos. Doentes de todo gênero, oprimidos, caluniados, traídos, privados de qualquer humano conforto, míseros necessitados de pão ou de apoio, imploram o Vosso real patrocínio e seus pedidos são atendidos. Eia! Não permitais, ó São José caríssimo, que seja eu, entre tantas pessoas beneficiadas, a única a ficar sem a graça que Vos peço. Mostrai-Vos, também para comigo, poderoso e generoso, e eu, agradecendo-Vos, exclamarei: “Viva para toda a eternidade o glorioso Patriarca São José, meu grande protetor e especial libertador das Almas santas do Purgatório”.

Rezar 3 “Glória ao Pai”

Rezar 1 vez: “Doce coração de Jesus, sede o nosso amor, doce coração de Maria e José, sede a nossa salvação”

Rezar 10 vezes: “Jesus, Maria e José, nós Vos amamos, salvai almas”!

Ó Eterno e Divino Pai, pelos méritos de Jesus e de Maria, dignai-Vos conceder-me a graça que imploro. Em nome de Jesus e de Maria, eu me prostro na Vossa Divina Presença e peço-Vos devotamente que queirais aceitar a minha firme decisão de perseverar nas fileiras dos que vivem sob o patrocínio de São José. Abençoai, portanto, o precioso Manto que hoje dedico a Ele, qual penhor da minha devoção.

Rezar 3 “Glória ao Pai”

Rezar “Eterno Pai, ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Santas Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as santas almas do Purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores da Igreja Católica, pelos pecadores de todas as outras igrejas, pelos de minha casa e de meus vizinhos.

Amém.

Piedosas súplicas em memória da vida de São José com Maria

São José, rogai a Jesus que venha em minha alma e a santifique.

São José, rogai a Jesus que venha no meu coração e o inflame de caridade.

São José, rogai a Jesus que venha em minha inteligência e a ilumine.

São José, rogai a Jesus que venha na minha vontade e a fortifique.

São José, rogai a Jesus que venha nos meus pensamentos e os purifique.

São José, rogai a Jesus que venha nos meus afetos e os regre.

São José, rogai a Jesus que venha nos meus desejos e os dirija.

São José, rogai a Jesus que venha nas minhas obras e as abençoe.

São José, alcançai-me de Jesus o Seu santo amor.

São José, alcançai-me de Jesus a imitação das Suas virtudes.

São José, alcançai-me de Jesus a verdadeira humildade de espírito.

São José, alcançai-me de Jesus a mansidão do coração.

São José, alcançai-me de Jesus a paz da alma.

São José, alcançai-me de Jesus o santo temor de Deus.

São José, alcançai-me de Jesus o desejo da perfeição.

São José, alcançai-me de Jesus a doçura de caráter.

São José, alcançai-me de Jesus um coração puro e caridoso.

São José, alcançai-me de Jesus a graça de suportar com paciência os sofrimentos da vida.

São José, alcançai-me de Jesus a sabedoria das verdades eternas.

São José, alcançai-me de Jesus a perseverança em fazer o bem.

São José, alcançai-me de Jesus a fortaleza para suportar as cruzes.

São José, alcançai-me de Jesus o desprendimento dos bens terrenos.

São José, alcançai-me de Jesus caminhar pelo caminho estreito do Céu.

São José, alcançai-me de Jesus ser livrado de toda a ocasião de pecar.

São José, alcançai-me de Jesus um santo desejo do Paraíso.

São José, alcançai-me de Jesus a perseverança final.

São José não me afasteis de Vós.

São José, fazei que o meu coração nunca cesse de Vos amar, e a minha língua de Vos louvar.

São José, pelo amor que tiveste a Jesus, ajudai-me a amá-lo.

São José, dignai-Vos acolher-me como Vosso devoto.

São José, eu me entrego a Vós: aceitai-me e socorrei-me.

São José, não me abandoneis na hora da morte.

Jesus, Maria e José, eu Vos dou o meu coração e a minha alma.

Rezar 3 “Gloria Patri”

Ladainha de São José 

Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, tende piedade de nós.

Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.

Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai do Céu, tende piedade de nós.

Deus Filho Redentor do mundo, tende piedade de nós.

Deus Espírito Santo, tende piedade de nós.

Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, rogai por nós.

São José, rogai por nós.

Nobre descendência de Davi, rogai por nós.

Luz dos Patriarcas, rogai por nós.

Esposo da Mãe de Deus, rogai por nós.

Guarda puríssimo da Virgem, rogai por nós.

Vós que criastes o Filho de Deus, rogai por nós.

Zeloso defensor de Cristo, rogai por nós.

Chefe da Sagrada Família, rogai por nós.

Ó José, justíssimo, rogai por nós.

Ó José, castíssimo, rogai por nós.

Ó José, prudentíssimo, rogai por nós.

Ó José, fortíssimo, rogai por nós.

Ó José, obedientíssimo, rogai por nós.

Ó José, fidelíssimo, rogai por nós.

Espelho de paciência, rogai por nós.

Amante da pobreza, rogai por nós.

Modelo dos operários, rogai por nós.

Honra da vida doméstica, rogai por nós.

Guarda das virgens, rogai por nós.

Amparo das famílias, rogai por nós.

Conforto dos que sofrem, rogai por nós.

Esperança dos enfermos, rogai por nós.

Padroeiro dos moribundos, rogai por nós.

Terror dos demônios, rogai por nós.

Protetor da Santa Igreja, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos Senhor.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

V. O Senhor O constituiu dono da sua casa.

R. E príncipe de todos os seus bens.

Oremos

Ó Deus, que por inefável providência Vos dignastes escolher o bem-aventurado São José para esposo de Vossa Mãe Santíssima, concedei-nos, Vos pedimos, que, venerando-o aqui na terra como protetor, mereçamos tê-lo no Céu como intercessor. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém!

Invocações a São José 

Lembrai-Vos, ó virginal esposo da Maria Virgem, ó meu querido protetor São José, que nunca se ouviu dizer que alguém que, tendo invocado o Vosso patrocínio e pedido a Vossa ajuda, não tivesse sido por Vós consolado. Com esta confiança, venho até Vós e a Vós encarecidamente me recomendo. Ó São José, escutai a minha prece, acolhei-a piedosamente e atendei-a. Amém!

Glorioso São José, esposo de Maria e pai davídico de Jesus, tomai conta de mim, velai por mim. Ensinai-me a trabalhar pela minha santificação e tomai sob o Vosso piedoso cuidado, as necessidades urgentes que hoje confio à Vossa solicitude paternal. Afastai os obstáculos e as dificuldades e fazei que o feliz êxito do que Vos peço seja para a maior glória do Senhor e pelo bem de minha alma. Em sinal da minha mais viva gratidão, prometo-Vos tornar conhecidas as Vossas glórias, enquanto, de todo coração, bendigo o Senhor que Vos quis tão poderoso no Céu e na Terra. Amém!

Fecho do Manto 

Ó glorioso São José, que Deus pôs na chefia e guarda da mais santa dentre as famílias, dignai-Vos ser-me, do Céu, custódio da minha alma que pede para ser aceita sob o Manto do Vosso patrocínio. Desde agora, eu Vos elejo pai, protetor, guia e ponho sob Vossa especial custódia a minha alma, o meu corpo, tudo o que possuo e sou, a minha vida e a minha morte. Olhai-me como Vosso filho; defendei-me de todos os meus inimigos visíveis e invisíveis; assisti-me em todas as necessidades; consolai-me em todas as amarguras da vida, mas especialmente na agonia da morte. Dirigi uma palavra por mim Àquele amável Redentor que, quando Criança, levastes em Vossos braços, e àquela Virgem gloriosa, de quem fostes diletíssimo esposo. Impetrai-me as bênçãos que julgais proveitosas ao meu verdadeiro bem, à minha salvação eterna, e eu procurarei não me tornar indigno de Vosso especial patrocínio. Amém!


sábado, 2 de novembro de 2024

Ofício das Almas


Um ato de misericórdia: interceder pelas almas do Purgatório

 No coração da fé cristã, entre a glória celestial e a realidade terrena, existe um estado transitório conhecido como Purgatório. Ali, as almas que partiram desta vida com a mancha de pecados veniais, mas que ainda necessitam de purificação, aguardam com esperança a entrada definitiva no Reino dos Céus. É neste contexto de justiça e misericórdia divina que surge a profunda prática da intercessão pelas almas do Purgatório.

A tradição católica afirma a existência do Purgatório e, primordialmente, o Concílio de Trento confirma e autoriza as orações pelos fiéis defuntos. A intercessão é um ato de amor e compaixão; e assim como, nesta vida terrena, estendemos a mão aos necessitados, podemos, através da oração, do jejum, da caridade e, principalmente, da Santa Missa, oferecer sufrágios em nome daqueles que se encontram no Purgatório.

Um ato de misericórdia: interceder pelas almas do Purgatório

Cada oração, cada ato de caridade oferecido em nome deles, é como um bálsamo que alivia suas dores e acelera seu caminho rumo à uma eternidade na Presença de Deus, nosso último fim. Ademais, é um testemunho da comunhão dos santos, unindo a Igreja Triunfante no céu, a Igreja Militante na Terra pela Igreja padecente.

Que este ato de misericórdia nos inspire a vivermos com maior retidão e amor, cientes da importância de nossas ações nesta vida.

Além disso, a segunda-feira é dedicada a rezarmos pelas almas do purgatório e, como sugestão de oração, segue, no final deste artigo, uma oração antiga da nossa tradição católica, o Ofício das Almas, um pouco esquecida atualmente. É um conjunto de orações melodiosas pedindo a Deus que tenha compaixão das almas que estão neste processo de purificação, embora já estejam salvas. O Ofício das almas pode ser recitado integralmente ou em separado como a Liturgia das Horas

Ofício das Almas

Matinas (primeiras orações feitas pelos monges, ainda de madrugada)

Abrirei meus lábios, em tristes assuntos, para sufragar aos fiéis defuntos.

Sede em meu favor, salvador do mundo e das almas santas do lago profundo.
Nós vos pedimos pronta salvação, preferindo aquelas da nossa intenção.
Para que por vós, Jesus, sumo bem, elas já descansem para sempre. Amém!

Primeiro hino

Deus vos salve, Cristo, em vossa Paixão, Redentor das almas dos filhos de Adão.
Por tal benefício público e notório, socorrei as almas lá no purgatório.
Não entreis com elas, Senhor, em juízo, para que não tenham total prejuízo.
Porque, na presença do Crucificado, nenhum dos viventes é justificado.
Pelo santo Sacrifício da sagrada Missa, não useis com elas da vossa justiça.
Com as tristes almas, Senhor meu, usai das misericórdias de Deus, vosso Pai.
Vós sois o Cordeiro todo ensanguentado, para o bem das almas tão sacrificado.
Supra o vosso sangue, precioso e santo, o dever das almas, que padecem tanto.
Peçamos a Deus a eterna luz, para os que já dormem em Cristo, Jesus.
Ouvi meu bom Deus, o deprecatório em favor das almas lá no purgatório.

Pai Nosso…. Ave Maria….
Oração: Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos, pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe, e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces, para que, livres do Purgatório, possam gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Prima – (A hora prima é a oração da manhã pelos monges de Belém)

Sede em meu favor, Salvador do mundo, e das almas santas do lago profundo.
Nós vos pedimos pronta salvação, preferindo aquelas da nossa intenção.
Para que por vós, Jesus, Sumo bem, elas já descansem para sempre. Amém.

Segundo Hino – Deus vos salve, ó Excelso Senhor compassivo, das almas que penam em tal fogo vivo.
Lhes dai, meu Senhor, batismo de fogo purificador.
Como em Babilônia os três inocentes só de vós se lembram nas chamas ardentes.
Só a vossa clemência as pode remir do fogo que arde sem as consumir.
Fogo que formastes com tais predicados, para a expiação dos nossos pecados.
Muito mais ativo que o calor do sol, pior que uma frágoa, que um vivo crisol.
Supra o vosso sangue, que é tão meritório, o dever das almas lá no purgatório.
Aplacai das chamas também o calor, daquele tremendo fogo expiador.
Peçamos a Deus a eterna luz, para os que já dormem em Cristo, Jesus.
Ouvi meu bom Deus, o deprecatório em favor das almas lá no purgatório.

Pai Nosso… Ave Maria…
Oração: Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos. Pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces, para que, livres do Purgatório, possam gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Tércia – (A hora Tércia, isto é, às três horas da tarde que lembra a crucifixão de Jesus)

Sede em meu favor, salvador do mundo, e das almas santas do lago profundo.
Nós vos pedimos pronta salvação, preferindo aquelas da nossa intenção.
Para que por vós, Jesus, Sumo Bem, elas já descansem para sempre. Amém.

Terceiro Hino

Deus vos salve, Pai de misericórdia, onde resplandece a paz e a concórdia.
Por tal excelência que em vós adoramos, socorrei as almas, por quem suplicamos.
Tão aferrolhadas, como Manassés, mover lá não podem nem mãos nem pés.
Privadas de verem ao grande Adonai. Seu eterno Rei, seu divino Pai.
Mais penalizadas do que Absalão, por já não gozarem de Deus a visão.
Como o santo Jó tão amargamente lágrimas derramaram para Deus somente.
Qual o Rei Profeta, seus olhos aflitos estão já enfermos por falta de espírito.
Médico divino só vossa virtude pode dar às almas eterna saúde.
Peçamos a Deus a eterna luz, para os que já dormem em Cristo, Jesus.
Ouvi meu bom Deus, o deprecatório em favor das almas lá no purgatório.

Pai Nosso… Ave-Maria…

Oração: Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos. Pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, possam gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Sexta – (A hora sexta – hora canônica correspondente ao meio-dia)

Sede em meu favor, salvador do mundo, e das almas santas do lago profundo.
Nós vos pedimos pronta salvação, preferindo aquelas da nossa intenção.
Para que por vós, Jesus, Sumo Bem, elas já descansem para sempre. Amém.

Quarto hino – Deus vos salve nosso Divino Mecenas, protetor das almas que estão entre penas.
Vós sois nosso irmão pela humanidade, nosso advogado com a divindade.
Derramai mil graças dessas santas mãos sobre as pobres almas dos nossos irmãos.
Obrai, pois com elas, já com brevidade, um gasto estupendo da vossa bondade.
Apressai as horas, chegai os momentos de finalizarem seus grandes tormentos.
Não vos recordeis dos tempos passados, quando cometeram seus grandes pecados.
Supra o vosso sangue, tão satisfatório o dever das almas lá no purgatório.
Acabai as vossas correções fraternas, para que já gozem delícias eternas.
Peçamos a Deus a eterna luz, para os que já dormem em Cristo, Jesus.
Ouvi meu bom Deus, o deprecatório em favor das almas lá no purgatório.

Pai Nosso… Ave Maria…

Oração: Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos. Pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, possam gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Nona – (A hora Nona – hora do ofício divino entre as sextas e às vésperas)

Sede em meu favor, salvador do mundo, e das almas santas do lago profundo.
Nós vos pedimos pronta salvação, preferindo aquelas da nossa intenção.
Para que por vós, Jesus, Sumo Bem, elas já descansem para sempre. Amém.

Quinto hino – Deus vos salve, Cristo, Pastor piedoso das almas benditas do lago penoso.
Libertai as almas, Pastor sempiterno, daquele lugar que é junto do inferno.
Qualquer dessas almas, que pena terá? Por que no inferno quem vos louvará?
Nestas tristes almas, senhor acabai os justos castigos de Deus, vosso Pai.
Supra vosso Sangue, poderoso e forte, aquelas prisões dos laços da morte.
Seja o vosso braço o libertador das almas que penam em tanto rigor.
Por vós finalize, Jesus soberano, essas tristes almas a pena do dano.
Peçamos a Deus a eterna luz, para os que já dormem em Cristo Jesus.
Ouvi meu bom Deus, o deprecatório em favor das almas lá no purgatório

Pai Nosso… Ave Maria…

Oração: Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos. Pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces, para que, livres do Purgatório, possam gozar da eterna glória por todos os séculos dos séculos. Amém.

Vésperas (Às Vésperas – Hora do ofício correspondente ao cair da tarde)

Sede em meu favor, salvador do mundo, e das almas santas do lago profundo.
Nós vos pedimos pronta salvação, preferindo aquelas da nossa intenção.
Para que por vós, Jesus, Sumo Bem, elas já descansem para sempre. Amém.

Sexto hino

Deus vos salve, Filho do Onipotente, com as tristes almas, sempre tão clemente.
Tende compaixão dessas tristes almas, que estão padecendo rigorosas chamas.
Bem como as securas do rico avarento, padecem as almas do mesmo tormento.
Assim como os cervos dos vales e montes, quando sequiosos procuram as fontes.
Assim mesmo as almas querem excessivas só de vós, meu Deus, fontes d’águas vivas.
Mandai-lhes propício às águas da graça, para melhorarem daquela desgraça.
O perdão das almas, Senhor, alcançai, das misericórdias de Deus vosso Pai.
Vosso Sangue seja, propiciatório, de Deus para as almas lá no purgatório.
Peçamos a Deus a eterna luz, para os que já dormem em Cristo, Jesus.
Ouvi meu bom Deus, o deprecatório em favor das almas lá no purgatório.

Pai Nosso… Ave Maria…

Oração: Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos. Pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, possam gozar da eterna glória por todos os séculos dos séculos. Amém.

Completas (As Completas – últimas horas canônicas dos ofícios divinos)

Converta-nos Deus, a nós todos juntos para sufragarmos os fiéis defuntos.
Sede em meu favor, Salvador do mundo, e das almas santas do lago profundo.
Nós vos pedimos pronta salvação, preferindo aquelas da nossa intenção.
Para que por vós, Jesus, Sumo Bem, elas já descansem para sempre. Amém.

Sétimo hino

Deus vos salve Esposo das almas fiéis que estão padecendo tormentos cruéis.
Mesmo assim vos amam em tal padecer, sem aqueles toques do doce prazer.
Como as virgens loucas foram imprudentes, perdoai as suas ações negligentes.
Celebrai depressa as núpcias eternas, com aquelas almas humildes e ternas.
Olhai compassivo para as fadigas dessas que não são vossas inimigas.
Conduzi-as logo à feliz herança da vossa suprema bem-aventurança.
Transportai-as já sem mais dilação para os tabernáculos da Eterna Sião.
Por vós gozem elas sem maior detença dos doces efeitos da vossa presença.
Peçamos a Deus a eterna luz, para os que já dormem em Cristo, Jesus.
Ouvi meu bom Deus, o deprecatório em favor das almas lá no purgatório.

Pai Nosso… Ave Maria…

Oração: Onipotente e misericordioso Deus e Senhor nosso, supremo dominador dos vivos e dos mortos. Pelos merecimentos infinitos do vosso Unigênito Filho, e também pelos grandes merecimentos da sempre Virgem Maria, sua Mãe e por todos os merecimentos dos bem-aventurados, concedei propício o perdão das penas que merecem as almas dos fiéis defuntos, pelas quais fazemos estas preces para que, livres do Purgatório, possam gozar da eterna glória, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Oferecimento

Nós Vos oferecemos, ó bom Deus propício, pelas tristes almas, este breve ofício.
Vós que sabeis tudo quanto nós pensamos, bem sabeis quais almas hoje sufragamos.
Participem todas por vossa bondade, conforme a justiça e a caridade.
Para que só por vós, Jesus, Sumo Bem, em paz, já descansem para sempre. Amém.



8º Dia - 33 Dias de Preparação - Consagração a São José

 

Consagração a São José


8º Dia - “São José, rogai por nós”


Roteiro


Com este Roteiro você tem todo o conteúdo necessário para se Consagrar a São José, estão as meditações de cada dia, a leitura e as orações para te ajudar, basta apenas clicar nos vídeos e os mesmos serão reproduzidos sem necessitar sair desta página. Caso deseje pode acompanhar com o livro os textos.


1 - Reflexão sobre o TEMA de hoje, acompanhe no livro página 49


2 - Leitura "A alegria dos santos" acompanhe na página 146

3 - Orações para este dia

Ladainha de São José



Veni, Sancte Spiritus (Vem, Espírito Santo)


4 - Encerramento

Encerre rezando uma Ave Maria suplicando a Virgem Maria que te ajude a ser um filho espiritual de seu esposo São José.


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém


Outras orações se desejar fazer.

Terço de São José


Ofício de São José








quarta-feira, 30 de outubro de 2024

7º Dia - 33 Dias de Preparação - Consagração a São José

 

Consagração a São José


7º Dia - “Santa Maria, rogai por nós”


Roteiro


Com este Roteiro você tem todo o conteúdo necessário para se Consagrar a São José, estão as meditações de cada dia, a leitura e as orações para te ajudar, basta apenas clicar nos vídeos e os mesmos serão reproduzidos sem necessitar sair desta página. Caso deseje pode acompanhar com o livro os textos.


1 - Reflexão sobre o TEMA de hoje, acompanhe no livro página 45


2 - Leitura "O cavaleiro consagrado" acompanhe na página 184

3 - Orações para este dia

Ladainha de São José


Veni, Sancte Spiritus (Vinde, Espírito Santo)



4 - Encerramento

Encerre rezando uma Ave Maria suplicando a Virgem Maria que te ajude a ser um filho espiritual de seu esposo São José.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém



Outras orações se desejar fazer.

Terço de São José


Livrai-nos de São José











segunda-feira, 28 de outubro de 2024

6⁰ Dia - Novena a São José

6º Dia - Novena de São José



Oração preparatória para todos os dias


Deus e Senhor meu, Uno e Trino, Pai, Filho e Espírito Santo, creio que estou em Vossa soberana presença agora, quando pretendo consagrar a São José esta novena.

    Adoro-Vos com todo o meu coração, porque sois infinitamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas.

Adoro-Vos com a intensidade que sou capaz, e arrependo-me dos muitos pecados que fiz contra a Vossa Divina Majestade.

Quero nesta novena, aprender as virtudes que, com tanta perfeição, praticou o glorioso patriarca São José, e alcançar, por sua intercessão, as graças de que tanto preciso. Senhor, quem sou eu para atrever-me a comparecer diante de Vossa presença?

Conheço a deficiência de meus méritos e a multidão de meus pecados, pelos quais não mereço ser ouvido em minhas orações; mas o que eu não mereço, merece-o o pai nutrício de Jesus; o que eu não posso, ele pode. Venho, portanto, com toda confiança, implorar a divina clemência, não fiado em minha fraqueza, mas no poder e valimento de São José. Amém


Oração a Santíssima Virgem


    Virgem Imaculada, Esposa castíssima de São José, assisti-me nestes momentos que dedico ao culto de vosso gloriosíssimo Esposo. e como, sem vosso auxílio, poderia eu honrar dignamente o varão justo, a quem dedicastes trinta anos de vossa vida? Como, se nem posso honrá-lo como ele merece? Por isso venho a vós para que completeis o que a mim me falta e façais por ele o que não sei fazer.

Ajudai-me, Senhora, em minhas orações, para que sejam favoravelmente despachadas, pela intercessão e valimento de vosso santo Esposo. Amém.


A São José


    Ó meu querido São José, ofereço-vos esta novena, com todo o fervor e reverência e me consagro a vós, que merecestes o respeito e os favores de Jesus e de Maria, dedicados ao vosso serviço.

    Desejo obsequiar-vos dignamente, porque preciso ardentemente conseguir, por vossa intercessão, minha salvação eterna e as graças particulares que rezando esta novena, desejo alcançar. Não olheis as minhas faltas, mas vossa grande misericórdia e o muito amor que-me professais.

    Ó meu amável protetor, em vós ponho minha confiança, atendei-me bondosamente. Amém.


15 de Março - Sexto Dia - 


Rezaremos pelas mães.


    Ó meu boníssimo São José, protetor e amparo dos desvalidos! Por aquela alegria que experimentou o vosso coração, ouvindo os louvores que os doutores da lei fazem ao Cristo Menino, peço-vos que não vos esqueçais de mim, fazei que Jesus, meu Salvador, seja sempre para mim ocasião de ressurreição.

    Confraternizo-me convosco, pacientissimo José, pela ferida que em vosso Coração fizeram as palavras do Santo Simeão, com que anunciara a Maria que uma espada de dor havia de atravessar Seu delicadíssimo e amorosíssimo Coração.

    Em tão tremenda ocasião para Maria, vós nem poderieis remediar essas dores, nem ao menos ser testemunha de tão terrível padecer, para consolar vossa esposa com vossa presença humana a Paixão de Cristo!

Eu, assim, posso e devo, com minha vida e bons costumes, consolar a Maria, porque culpado, por meus pecados, na morte de Jesus e nas dores de Maria, quero e devo evitar e reparar esses pecados.

Ajudai, José poderosíssimo, minha pobreza espiritual e poucas forças, alcançando-me de Nosso Senhor a graça de nunca ser, por minha culpa, causa das penas de Jesus e das dores de Maria. Alcançai-me, também, a graça que desejo conseguir rezando esta novena, (pede-se agora a graça que necessita conseguir) se forem para maior glória de Deus e salvação de minha alma. Amém.

   

(Não mencionar) Para melhor alcançar as graças pedidas, rezaremos sete Pai-nosso, sete Ave-Marias e sete Glórias ao Pai… em honra das alegrias e dores do glorioso Patriarca.


Oração final para todos os dias.

Lembrai-vos, ó puríssimo Esposo da Virgem Maria, ó meu doce Protetor São José, que jamais se ouviu dizer que alguém tivesse invocado vossa proteção, implorado vosso socorro e não fosse por vós consolado.

Com grande confiança, venho, a vossa presença, recomendar-me fervorosamente a vós. Não desprezeis a minha súplica, ó pai adotivo do redentor, mas dignai-vos acolhê-la piedosamente. Assim seja.

-José, filho de Davi, não temas receber Maria, vossa Esposa Santíssima, em vossa companhia, porque o que ela leva em suas puríssimas entranhas é por obra do Espírito Santo.

    Rogai por nós, José santíssimo.

    Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos - Ó Jesus, que por uma inefável providência, vos dignastes escolher o bem aventurado José para esposo de vossa Mãe Santíssima; concedei-nos que aquele mesmo que veneramos como protetor, mereçamos tê-lo no céu por nosso intercessor. Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amém


domingo, 6 de outubro de 2024

Quem é São Bruno de Colónia celebrado a 06 de outubro


São Bruno, fundador da Ordem da Cartuxo, conheçasua história e a linda vocação Cartesiana.

Mestre Bruno era alemão. Nasceu por volta de 1030, na ilustre cidade de Colónia, de pais famosos. Ainda jovem, foi nomeado cónego da igreja de São Cuniberto. Muito cedo, veio para Reims para estudar na sua famosa escola catedral, recentemente tornada célebre pelo sábio Gerberto d’Aurillac (futuro Papa Silvestre II). Ali, recebeu uma sólida formação tanto nas letras profanas como na literatura sagrada.

Bruno converte-se em cónego da catedral de Reims, que se situava no primeiro lugar entre as Igrejas das Gálias. Em 1056, foi nomeado reitor de estudos da sua escola, uma das mais prestigiadas do seu tempo. Dirigiu ali o ensino durante mais de vinte anos, distinguindo-se pela sua cultura, as suas qualidades pedagógicas e o afeto que tinha pelos seus alunos.

Em 1069, um arcebispo indigno que tinha comprado algumas consciências, foi eleito, Manassés de Gournay, que se mostrou com uma avidez insaciável pelos bens temporais, sobretudo por aqueles sobre os quais não tinha nenhum direito. Começou então entre alguns cónegos íntegros – entre eles Bruno – e Manassés uma longa luta. Gregório VII pôs fim a esta desordem em Dezembro de 1080 e depôs o arcebispo, dando a ordem para o expulsar e eleger outro no seu lugar.

Bruno, mestre totalmente honesto da Igreja de Reims foi um dos candidatos mais destacados, ele que tinha sido julgado digno de sofrer perseguição pelo Nome de Jesus6. Mas para ele tinha chegado a hora de responder a um chamamento mais elevado e de deixar o mundo.
Chartreuse
Bruno abandonou então todos os seus bens, as honras associadas ao seu ofício, as falsas atrações e as riquezas perecíveis deste mundo. Ardendo em amor divino, deixou as sombras fugazes do século para pôr-se a buscar bens eternos e receber o hábito monástico.

Em Junho de 1084, ao jovem bispo Hugo de Grenoble apresenta-se Mestre Bruno, muito célebre pela sua piedade e sua cultura, imagem ideal da nobreza de alma, da seriedade e de uma completa perfeição.

Tinha como companheiros o mestre Landuino, que depois dele foi Prior da Chartreuse; os dois Estevão, o de Bourg e o de Die – tinham sido cónegos de São Rufo, mas por desejo da vida solitária, com a autorização do seu abade, juntaram-se a Bruno -; Hugo, que foi chamado o capelão, porque era o único entre eles a exercer as funções sacerdotais; e dois leigos, a quem chamamos conversos, André e Guérin. Procuravam um lugar adequado para a vida eremítica, não tendo ainda encontrado um.

Chegaram movidos por esta esperança e atraídos pelo doce perfume da vida santa do jovem bispo. Ele recebeu-os com alegria e mesmo com respeito, falou com eles e cumpriu os seus desejos. Debaixo do seu conselho, com a sua ajuda e na sua companhia, eles foram para o deserto de Chartreuse e ali construíram um mosteiro. Pouco antes, Hugo tinha visto num sonho Deus construir no deserto uma morada para a sua glória; tinha visto igualmente sete estrelas mostrando-lhe o caminho. Ora, eles eram sete, e foi por isso que abraçou de bom grado o seu projet.
Vida em Chartreuse
Na sua bondade infinita, que nunca deixa de prover às necessidades e aos interesses da sua Igreja, Deus tinha portanto escolhido Bruno, homem de uma eminente santidade, para devolver à vida contemplativa o brilho da sua pureza original. Foi para este fim que fundou e governou o eremitério de Chartreuse durante seis anos, penetrando-o profundamente com o seu espírito e dando na sua pessoa uma regra viva aos seus filhos

São Pedro o Venerável, ilustre abade de Cluny e grande amigo dos Cartuxos, dá uma descrição deste tipo de vida semelhante à àquele dos Padres do Deserto: “Ali, nunca deixam de se dedicar ao silêncio, à leitura, à oração e também ao trabalho manual, especialmente à cópia de livros. É nas suas celas que, ao sinal dado pelo sino da igreja, levam a cabo uma parte da oração canónica. Para Vésperas e Matinas, reúnem-se todos na igreja. De este ritmo de vida se apartam em certos dias de festa… tomam então duas refeições, cantam na igreja todas as Horas regulares e todos, sem exceção, tomam a sua comida no refeitório”.

Desta vida inteiramente consagrada a Deus, no retiro do mundo, São Bruno deixou algumas impressões inflamadas:

“O que a solidão e o silêncio do deserto trazem de utilidade e de divino gozo àqueles que os amam, só o sabem os que já fizeram a experiência disto. (…) Aqui nos esforçamos por adquirir este olho cujo claro olhar fere de amor o esposo divino e cuja pureza nos concede ver a Deus”.

Roma
Porém ocorreu um acontecimento inesperado: seis anos após a chegada de Bruno a Chartreuse, em 1090, o Papa Urbano II, seu antigo aluno, chamou-o para junto de si a fim de que o assistisse com a sua colaboração e os seus conselhos na gestão dos assuntos eclesiásticos. Bruno obedeceu, com dor na alma, deixou os seus irmãos e foi para a Cúria Romana.

Os seus irmãos, não acreditando ser capazes de continuar sem ele, dispersaram-se, mas Bruno encorajou-os e conseguiu fazê-los voltar. No entanto, Bruno não pôde suportar a agitação e os costumes da Cúria.

Ansioso por reencontrar a solidão e a tranquilidade perdidas, deixou a corte pontifícia. Tendo recusado o arcebispado de Reggio, para o qual tinha sido nomeado por vontade do Papa, retirou-se para um deserto de Calábria chamado La Torre.

Calábria
Graças ao apoio generoso do Conde Roger, príncipe normando de Calábria e de Sicília, Bruno pôs em execução o seu projeto de vida solitária, passando o resto da sua vida rodeado por um grande número de leigos e de clérigos.

Bruno escreveu ao seu amigo Raul, preboste do Cabido de Reims, uma carta notável, na qual evocava o novo eremitério, chamado Santa Maria da Torre: “Habito num deserto situado na Calábria e bastante afastado por todos os lados das habitações dos homens; estou aqui com os meus irmãos religiosos, alguns dos quais estão cheios de ciência; montam uma guarda santa e perseverante, à espera do regresso do seu Mestre, para abrir-lhe a porta assim que ele bater”.

Landuino, prior de Chartreuse, visitou-o para discutir com ele as coisas de interesse comum relativas ao estabelecimento da vocação cartusiana. Nesta ocasião, Bruno, com uma bondade inteiramente paternal, dirigiu uma carta aos seus amados filhos de Chartreuse:

“Frei Bruno aos seus irmãos amados mais do que tudo no mundo em Cristo: saúde no Senhor”. Aprendi, pelos relatos detalhados e tão consoladores do nosso feliz frei Landuino, com que inflexível rigor seguis uma observância sábia e verdadeiramente digna de elogios; ele falou-me do vosso santo amor, do vosso zelo incansável por tudo o que diz respeito à pureza do coração e à virtude: o meu espírito exulta no Senhor. Alegrai-vos então, meus irmãos muito queridos, pela vossa bem-aventurada sorte e pela generosidade da graça divina derramada sobre vós. Alegrai-vos por ter escapado das ondas agitadas deste mundo, onde se multiplicam os perigos e os naufrágios. Alegrai-vos por haver alcançado o repouso tranquilo e a segurança de um porto escondido”.

O fiel Landuino morreu no seu caminho de regresso à Chartreuse, mas a carta chegou aos seus destinatários.

Morte e glorificação
Na Calábria, Bruno aplicou-se, enquanto viveu, à vocação da vida solitária. Foi lá que ele morreu, cerca de onze anos após a sua partida de Chartreuse, rodeado pelo amor e pela veneração dos seus irmãos. Estes enviaram uma carta encíclica por toda a Europa, para anunciar às igrejas e mosteiros a morte de Bruno e para pedir sufrágios em seu favor:

“Sabendo que a sua hora tinha chegado de passar deste mundo para o seu Senhor e Pai, convocou os seus irmãos, passou em revista todas as etapas da sua vida desde a sua infância, e recordou com muito espírito os acontecimentos notáveis do seu tempo. Em seguida, expôs a sua fé na Trindade num discurso prolongado e profundo. E assim no domingo seguinte, 6 de Outubro do ano 1101 de Nosso Senhor, a sua alma santa deixou a sua carne mortal”.

Homem sedento de Deus, seduzido pelo absoluto, mas sempre discreto, o seu epitáfio traça um belo retrato do seu equilíbrio e da sua personalidade radiante:

“Em muitas coisas, Bruno deve ser elogiado, mas sobretudo nesta:
Homem com uma vida com uma muito grande igualdade, ele foi nisto singular.
Sempre tinha o rosto em festa, e a palavra ponderada.
Por detrás do rigor de um pai, ele manifestou as entranhas de mãe.
Ninguém o achou altivo, mas doce como um cordeiro.
Numa palavra, ele foi nesta vida o verdadeiro israelita [um homem sem falsidade]”.

A reputação de santidade de Mestre Bruno tinha-se espalhado por todo o lado. O irmão converso que levava a carta encíclica pôde constatar que em todas as partes, em França, em Itália, em Inglaterra, o antigo mestre e o fundador dos Cartuxos era conhecido e venerado. Recolheu 178 elogios ou títulos funerários, a maioria em verso, que constituem um notável panegírico e mostram o lugar que ele ocupava entre os seus contemporâneos.

Com o passar dos séculos, a Ordem estendeu-se, e o mundo cristão admirava-se, com razão, que os cartuxos não pedissem à Santa Sé a canonização do seu fundador. De facto, os cartuxos tinham-se contentado em seguir os seus passos e, de acordo com a sua vocação de vida oculta, nunca tinham pedido a canonização para nenhum dos seus…, mas uma exceção se impunha.

O Capítulo Geral da Ordem de 1514, sob a direção do Reverendo Padre Geral Dom Francisco du Puy, homem brilhante e culto, decidiu que seriam tomadas as diligências necessárias. A Ordem dos Cartuxos encontrava-se no seu apogeu; contava com cerca de 5600 religiosos, monges e monjas, repartidos por 198 mosteiros disseminados por toda a Europa. Leão X acolheu com bondade o pedido dos Cartuxos, confirmando que estava bem fundado, e a 19 de Julho de 1514 autorizou a festa litúrgica de Bruno de Colónia pelo que é conhecido como uma “canonização equipolente”, ou seja, por um decreto emitido pela sua própria autoridade, sem passar pelo processo habitual de canonização. Esta inscrição de Bruno no catálogo dos Santos, e mais tarde, em 1623, a extensão da sua festa à Igreja Universal, suscitou um interesse renovado pela sua figura espiritual.

A sua paternidade permanece viva.

Oração 

Vós, que sois o meu Senhor,
vós, cuja vontade eu prefiro à minha,
já não me posso contentar em rezar por palavras:
Ouça o meu grito que vos reza como um imenso clamor…

Vós, cujo servo eu próprio fiz,
com perseverança rezo a vós,
e rezar-vos-ei novamente,
Pois não é um bem terreno que eu procuro;
Peço apenas o que devo pedir: Só Vós!

Depois poderei cantar os vossos louvores
enquanto te contemplo, Senhor.
Abençoar-vos-ei com uma bênção
que durará tanto tempo como as idades.
Louvar-vos-ei com o louvor e a contemplação,
neste mundo e no próximo,
como Maria de Betânia, a quem o Evangelho nos diz
que ela escolheu a melhor parte.

(Oração atribuída a São Bruno)

Conheça mais  sobre a Ordem da Cartuxa: https://chartreux.org/pt 

quinta-feira, 3 de outubro de 2024

Como rezar o terço da medalha das duas cruzes?

Comece rezando:

Pelo sinal da Santa Cruz, livra-nos, Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome
do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Amem.

Oração inicial:
Deus Pai, cheio de amor e bondade, pelo poder do Nome do Jesus, pelo poder do s
Sangue de Cristo, na cruz derramado, pelo poder de suas chagas que nos curam, protege-nos
contra toda investida do maligno. Não permita que o mal ponha suas garras sobre nós. Faze,
pela tua graça, que a tentação seja incapaz de vencer nossa fraqueza. Proteja-nos para que no
combate da oração, sejamos livres de danos ou perigos e dá-nos, por fim, a vitória dos que se
unem a ti. O Sangue de Cristo me proteja e livre de todo mal!

Segurando a cruz:
Creio em Deus pai todo poderoso, criador do céu e da terra, e em Jesus cristo seu
único filho, nosso senhor que foi concebido, pelo poder do Espírito Santo, nasceu da virgem
Maria, padeceu sob pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu a mansão dos
mortos, ressuscitou ao terceiro dia subiu aos céus e está sentado a direita de Deus pai todo
poderoso donde há de vir e julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito santo, na Santa igreja
Católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados na ressurreição da carne e na vida
eterna. Amém.


1ª conta grande reza-se:
Pai Nosso

Nas 3 primeiras contas pequenas reza-se:
Ave Maria

Para rezar as 5 dezenas reza-se:

Nas contas grandes: “Por que se uniu a mim, eu o livrarei e o protegerei”.

Nas contas pequenas reza-se: “Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tem piedade de mim pecador”.

No final do terço, segurando a medalha, reza-se:

Oração de exorcismo da medalha de São bento:

“A Cruz Sagrada seja a minha luz, não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces, bebe tu mesmo os teus
venenos!”

Oração São Miguel Arcanjo:
“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso refúgio contra a maldade e
as ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e vós príncipe da milícia
celeste, pelo Divino Poder, precipitai ao inferno a satanás e a todos os espíritos malignos, que
andam pelo mundo para perder as almas. Assim seja!”

Salve Rainha:
“Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura esperança nossa salve! A vós
bradamos degredados filho de Eva. A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de
lágrimas. Eia pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois
deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa ó doce
e sempre Virgem Maria. Rogai por nós Santa mãe de Deus, para que sejamos dignos da
promessa de Cristo. Amém”.

Consagração a Nossa Senhora:
“Ó minha Senhora e minha Mãe, eu me ofereço todo a vós e, em prova de minha
devoção para convosco, vos consagro neste dia, meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu
coração e todo o meu ser. E já que sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me
como propriedade vossa. Amém”.

Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Amem.

domingo, 22 de setembro de 2024

Por que São José, é chamado Terror dos Demônios?

 


    Há séculos a Igreja Católica invoca S. José como Terror dæmonum, “Terror dos demônios”.
É um dos vários títulos que se lhe atribuem na ladainha em sua honra, uma das poucas, diga-se de passagem, que a Igreja ainda hoje utiliza oficialmente. Mas que razões tem ela para chamá-lo por este nome, que não se encontra em lugar algum das SS. Escrituras?

1) Trata-se de um costume nascido, em primeiro lugar, da experiência diuturna dos exorcistas, que nos garantem a eficácia da invocação de S. José, ao lado de Jesus e Maria, para expelir os espíritos imundos. Afinal, os três tiveram neste mundo e ainda têm, agora no céu, uma tal comunhão de almas, que o nome de um só deles é suficiente para humilhar e afugentar os demônios. É uma razão de ordem prática.

2) Além disso, é muitíssimo razoável pensar que, se Deus confiou a José seus dois maiores tesouros, o Filho encarnado e Maria imaculada, é porque o santo patriarca tinha todas as qualidades necessárias à conveniente defesa da Sagrada Família. Se, com efeito, quanto mais precioso é um bem, maiores são os cuidados que se despendem para guardá-lo com segurança, não há dúvida de que José recebeu de Deus poderes singulares para proteger Jesus e Maria não só dos ataques, mas da simples curiosidade intrusiva dos anjos caídos. É uma razão de ordem teológica.

3) Há, no entanto, um terceiro motivo, não menos importante que os outros, e é o fato de S. José destacar-se, entre as tantas virtudes que o adornam, por sua eminentíssima humildade. É uma razão de ordem espiritual.

Como nos diz o ensinamento tradicional da Igreja, o pecado de Lúcifer e seus anjos foi principalmente de soberba e secundariamente de inveja: de soberba, por quererem a bem-aventurança que Deus lhes oferecia, não como um dom, mas como algo “devido” à sua excelência natural; e de inveja, por não aceitarem que ao homem, a menor das criaturas racionais, se concedesse a mesma glória que a eles.

Por isso, o diabo e seus demônios olham com profundo horror para S. José. Nele, um simples homem, veem espelhada a grandeza moral a que renunciaram, tornando-se as mais desgraçadas das criaturas; nele, veem coroado o prêmio que rejeitaram, por se julgarem mais do que naturalmente eram; nele, veem acusada sua própria arrogância, pois quiseram reinar pondo-se acima do Rei, que reserva os maiores lugares aos que se põem a serviço de todos.

Sim, José é com justiça o terror dos demônios. Nobre pela ascendência davídica, digno por uma santidade sem par, a mais pura alma depois da Virgem Santíssima, ele foi ainda mais admirável por sua humildade. Encarregado de guardar o próprio Verbo encarnado, fazendo as vezes do Pai celeste, e de proteger a pureza intocada de Maria, S. José mereceu ser elevado por Deus ao fastígio da perfeição e ocupar, segundo a tradição, o trono em que Lúcifer nunca pôde sentar-se.

Oração a São José, Terror dos Demônios
São José, Terror dos demônios, lançai vosso grave olhar sobre o Diabo e todos os seus seguidores, e protegei-nos com vosso poderoso cajado. Fugistes durante a noite para evitar os desígnios perversos do Diabo; agora, com o poder de Deus, destruí os demônios enquanto fogem de vós. Concedei especial proteção, nós vos rogamos, aos filhos, aos pais, ás famílias e aos moribundos. Pela graça de Deus, nenhum demônio ouse aproximar se enquanto estiverdes perto. Assim nos vos imploramos, estai sempre perto de nós.
Amém.