sexta-feira, 25 de abril de 2025

O Espírito Santo escolhe os Papas? A madura resposta de Ratzinger


Francisco Vêneto - publicado em 15/06/22

"Existem exemplos demais de Papas que evidentemente o Espírito Santo não teria escolhido", declarou o então prefeito para a Doutrina da Fé


É literalmente o Espírito Santo quem escolhe os Papas? Esta pergunta, bastante delicada e talvez até capciosa, foi feita em 1997 ao então cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI.

Conforme registrado pelos jornais católicos italianos Tempi e Avvenire, este último pertencente à Conferência Episcopal Italiana, o cardeal Ratzinger, que era na época o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, assim respondeu:

"Eu não diria desta forma, no sentido de que seja o Espírito Santo quem o escolhe. Eu diria que o Espírito Santo não toma exatamente o controle da questão, mas sim, como bom educador que é, nos deixa muito espaço, muita liberdade, sem nos abandonar completamente. Então o papel do Espírito deveria ser entendido num sentido muito mais elástico; não que ele dite o candidato em quem cada um tem que votar. Provavelmente, a única certeza que Ele oferece é que a coisa não possa ser totalmente arruinada. Existem exemplos demais de Papas que evidentemente o Espírito Santo não teria escolhido".

Livre arbítrio e Espírito Santo

A lúcida e madura resposta de Ratzinger é perfeitamente coerente com toda a doutrina católica sobre a liberdade humana de tomar decisões autônomas: cada pessoa é livre para escolher, diante da própria consciência, se quer ou não quer ouvir e seguir as inspirações do Espírito Santo. "O Espírito sopra onde quer", declarou Jesus Cristo, mas não impõe nada.

Deus, de fato, respeita o nosso livre arbítrio a ponto de acatar até mesmo a nossa decisão de rejeitá-Lo eternamente. Por que razão, então, não iria deixar os cardeais perfeitamente livres diante da sua consciência para tomarem as decisões que julgassem mais adequadas? Cada um prestará contas da própria retidão de consciência.

Fé e razão de mãos dadas

A fé madura é sempre coerente com a razão. Como sintetizou São João Paulo II na abertura da encíclica Fides et Ratio, "a fé e a razão constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade".

Reze a Ladainha do Espírito Santo para que ilumine os Cardeais na escolha do novo Papa.




Oração para o período de Sede Vacante


Oração em Português

Suplicamos, ó Deus, com humildade: que tua imensa piedade concedeu à Sacrossanta Igreja Romana um Pontífice; que, por seu zelo por nós, possa ser agradável a Vós, que seja assíduo no Governo da Igreja para a glória e reverência do Vosso nome. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Oração em Espanhol

Te suplicamos humildemente, ó Deus: que tu imensa misericordia conceda à Santíssima Iglesia Romana un Pontífice; que por su celo por nosotros, te mar agradable, y mar asiduo en el gobierno de la Iglesia para gloria e reverencia de tu nombre. Por nosso Senhor Jesucristo, teu filho, na unidade do Espírito Santo, Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.

Oração em Latim

Súpplici, Dómine, humilitáte depóscimus: ut sacrosánctae Románae Ecclésiæ concédat Pontíficem illum tua imménsa pietas; qui et pio in nos studio sempre tibi plácitus, et tuo pópulo pro salúbri regímine sit sídue ad gloriam tui nominis reveréndus. Per Dóminum nostrum Iesum Christum Fílium tuum, qui tecum vivit et regnat in unitáte Spíritus Sancti, Deus, per ómnia sǽcula sæculórum. Amém.




quarta-feira, 23 de abril de 2025

A Paternidade espiritual de São José na vida de Santa Faustina

 

    Servo bom e fiel, foste fiel em pouca coisa, eu te constituirei sobre muito; vem alegrar-te com o teu Senhor” (Mt 25, 21). Esse versículo do evangelho de São Mateus muitos padres antigos da Igreja atribuem a São José. A citação é de quando Jesus conta aos seus discípulos a parábola dos talentos. Não é difícil de compreender e aceitar que tal versículo faça referência ao nosso pai espiritual. Visto que sua vida foi de total entrega e fidelidade a Jesus e a Maria, numa atitude de corresponder ao pedido que o Anjo lhe fez em sonho.

Nosso amado pai [São José] espiritual continua lá do céu a sonhar os planos de Deus!

Na verdade, José entendeu tudo e fez com que Ele [Jesus] crescesse e ele [São José] desaparecesse.  Esse desaparecer parece ter sido apenas em sua vida terrena, já que no Céu a sua missão continuaria e seria ampliada a tudo o que diz respeito aos planos de salvação de Deus para a humanidade. São Pedro Julião Eymard (1811-1868) grande devoto e adorador da Santíssima Eucaristia diz que:

“A devoção a São José é uma das graças mais excelentes que Deus pode conceder a uma alma, pois equivale a revelar todo o tesouro das bênçãos do Senhor. Quando Deus deseja elevar uma alma, Ele a une a São José, dando-lhe um forte amor por este santo.”

Não é de se assustar que muitos santos viveram apenas a propagar a devoção ao nosso pai espiritual. É o caso de Santo André Bessete, religioso da Congregação de Santa Cruz. Por ter assumido São José por seu pai (ficou órfão muito novo) decidiu por toda a sua vida falar dele e lhe construir um belíssimo oratório dedicado a São José, que até hoje recebe devotos de todo o mundo. Santo Afonso Maria de Ligório, o “doutor zelosíssimo”, nos diz o seguinte:

“São José não foi apenas destinado a servir de alívio a Mãe de Deus, que tantas tribulações teve na terra; nem era apenas o arrimo de Jesus Cristo, mas estava destinado também a cooperar de certa forma com a redenção do mundo.”

Nosso amado pai [São José] espiritual, de certo, continua lá do céu a sonhar os planos de Deus! E, ao despertar, vai colocando em prática. É impressionante como místicos, padres, monges, freiras e leigos buscam em São José o modelo perfeito de servir a Deus na escuta e obediência filial ao Senhor.

Santa Faustina e São José

Na vida de Santa Faustina (1905-1938) não foi diferente, pois como nos afirma São Pedro Julião Eymard o próprio Deus confiou a alma de Santa Faustina a São José. Após viagem a Rabka e uma pequena estadia nesta cidade no ano de 1937, Santa Faustina revela no número 1203 do seu Diário algo muito importante sobre São José. E nos faz ter certeza que tudo aquilo que diz respeito ao plano de salvação da humanidade e que está intimamente ligado a Jesus e Maria, São José é o primeiro servidor, olha o que nos escreveu em seu diário a santa:

São José pediu que eu tivesse incessante devoção a ele, ele mesmo me disse que eu rezasse diariamente três orações e uma vez o Lembrai-vos (Memorare a São José). Olhava com muita bondade e me fez conhecer o quanto é favorável a essa obra. Prometeu-me a sua especial ajuda e proteção. Todos os dias rezo as orações recomendadas e sinto sua especial proteção”. (Supõe-se que as outras orações sejam o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Glória ao Pai, conforme o apêndice de seu diário)

“São José não foi apenas destinado a servir de alívio a Mãe de Deus, que tantas tribulações teve na terra; nem era apenas o arrimo de Jesus Cristo, mas estava destinado também a cooperar de certa forma com a redenção do mundo.”

O que eu (José João) sinto no  meu coração em te dizer é que nosso pai espiritual está muito mais ativo do que nunca! Sua missão não terminou tão logo começou a vida pública de Jesus, mas como nos diz o evangelho de São Mateus, na “parábola dos talentos”, a São José foi confiado muito mais por sua obediência e fidelidade a Jesus.

Como na primeira vinda do Filho de Deus ao mundo, o Senhor lhe confiou seu bem mais precioso; neste momento da história da humanidade em que o próprio Jesus abre as entranhas de Sua misericórdia para nos salvar do pecado, e mostrar-nos como espera que nos aproximemos d’Ele com confiança em sua misericórdia. Esta é a “última tábua de salvação” a toda a humanidade.  São José não ficaria de fora, e como fez para proteger o Menino Jesus das loucuras de Herodes, também o fará para que todos aqueles que se dedicam e abraçam esta obra de misericórdia possam experimentar sua proteção e amparo. Lembremos do que escreveu Santa Teresa D’Ávila (1515-1582) sobre São José:

“Conhecendo por experiência a surpreendente influência de São José sobre Deus, gostaria de exortar a todos a honrá-lo com particular devoção. Sempre vi quem o honrou de maneira especial progredir em virtude, pois esse protetor celeste favorece de modo extraordinário o avanço espiritual das almas que a ele se entregam”.

Assim avançou Santa Faustina em perfeição espiritual unida a São José. De forma simples e eficaz, buscando seu auxílio, encontrou o seu favor na obra que Jesus lhe confiara. Não podemos imaginar uma obra tão grande como a da Divina Misericórdia sem o auxílio e a proteção de São José. É certo que São José não se fez presente na vida de Santa Faustina apenas no aspecto de levar em frente a Obra de Misericórdia. Desde sua infância, São José foi providenciando tudo para que Faustina pudesse cumprir a missão a qual estaria predestinada por Deus.  Até mesmo na contrariedade de seus pais em não lhe permitir se consagrar a Deus. Mais tarde, ela percebe que sua felicidade era a vontade de Deus, foi a paternidade espiritual de São José que a conduziu.

Muitos de nós nem imaginamos, mas de muitas coisas que somos livrados é São José quem está a cuidar. Da falta de crescimento e amadurecimento na vida espiritual, até mesmo para vencer esta desorganização interior, precisamos nos aproximar de São José sem medo e receio. Permita que ele seja o seu mestre de vida vida interior e pai espiritual! Esta tarefa é de São José! Ele cuidou da mais nobre alma que habitou este mundo, Jesus Cristo Nosso Senhor.

“Conhecendo por experiência a surpreendente influência de São José sobre Deus, gostaria de exortar a todos a honrá-lo com particular devoção. Sempre vi quem o honrou de maneira especial progredir em virtude, pois esse protetor celeste favorece de modo extraordinário o avanço espiritual das almas que a ele se entregam”.

Como não cuidará de nós,  se o pedirmos e nos aproximarmos dele? Quero lhe fazer o convite assim como Santa Faustina rezou todos os dias o Memorare a São José,  que você reze também confiando sua alma a São José para que conduza tua vida.

Memorare a São José (Lembrai-vos)

“Lembrai-vos, ó castíssimo Esposo da Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência e reclamado vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós recorro, ó pai espiritual, e imploro a vossa proteção. Não rejeiteis as minhas súplicas, ó pai adotivo do Redentor, mas dignai-vos de as ouvir precisamente e de me alcançar o que vos rogo. Amém.”

Reze o Terço da Misericórida



terça-feira, 22 de abril de 2025

São José Operário, padroeiro dos trabalhadores

 


Conheça a vida de São José Operário, sua importância para a Igreja e por que ele é considerado o padroeiro dos trabalhadores.

    A Mãe Igreja, que é sábia, oferece e indica aos seus filhos os meios de se santificar e também os modelos de santidade para lhes inspirar. Já temos um dia dedicado a São José, mas foi necessário também reservar uma data para recordar o habilidoso ofício do pai putativo de Jesus: São José Operário.

Neste texto, você vai descobrir o que essa festa litúrgica tem a nos ensinar e por que o grande santo é para nós um exemplo de trabalhador.

São José: um simples operário e o maior de todos os santos

“José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados.”Isto é o que o anjo do Senhor disse a São José em sonho, quando este, pensando não fazer parte de tal plano de Deus, decide abandonar Maria em segredo. No entanto, São José foi escolhido por Deus desde toda a eternidade. Além de ser um homem justo, ele era certamente viril e forte — o que se nota também pelo seu trabalho de carpinteiro —, assim foi chamado a ser protetor e guarda da Sagrada Família.

E como podemos afirmar a santidade de São José, se não há uma única palavra sua nas Sagradas Escrituras? Ora, que prova maior do que ser aquele a quem o próprio Deus confia a guarda de Sua Mãe Santíssima e do seu Filho Eterno? Homem justo e humilde guardou a virgindade de Maria e a vida de Cristo — não foi São José avisado em sonho para fugir com Maria e o Menino para o Egito e obedeceu no mesmo instante?2

Eis porque é São José o maior de todos os santos, depois de Jesus e de Maria. O humilde carpinteiro de Nazaré, um simples operário, torna-se aquele que ocupa um dos mais elevados tronos da glória — que bela contradição! No segredo e no silêncio foi quem mais esteve intimamente unido ao Verbo Encarnado, depois da Virgem Maria. Que alegria e honra de São José: conviver com o Cristo, dar a ele de comer, ensinar-lhe o ofício da carpintaria. Sem dúvida, recebeu de Deus as maiores graças e dons para realizar essa grande missão, de tal maneira que foi digno de ser o pai do Filho de Deus em sua vida terrena.

Por que São José Operário é o Padroeiro dos Trabalhadores?

Tamanha importância tem celebrar São José Operário, sua festa veio resgatar o verdadeiro sentido do trabalho e a sua dignidade. Sem dúvida, a oficina de São José era um lugar santo, pois foi onde Cristo redimiu o trabalho, assumindo nossa humanidade e trabalhando com as suas mãos humanas. Na ocasião da instituição da festa litúrgica de São José Operário, por Pio XII, em 1º de maio de 1955, o Papa disse: “[…] vocês aceitam este presente? Tenho certeza que sim, porque o humilde artesão de Nazaré não representa apenas, para Deus e a Santa Igreja, a dignidade de um trabalhador braçal, mas também e sempre o padroeiro de vocês e de suas famílias”.3

A Igreja reconhece no trabalho um caminho de santificação para os seus fiéis. São José, o escolhido para ser pai do Filho de Deus, era um artesão. Nas Sagradas Escrituras, uma das poucas coisas que se conta a respeito deste grande santo é a sua profissão — carpinteiro. No entanto, o seu ofício era mais amplo, “não competia apenas a produção de artefatos de madeira, como mesas, cadeiras e outros móveis, mas também a produção de vigas, pranchas e estruturas de madeira, necessárias para a construção das casas.”3

Com certeza, São José realizava o seu trabalho honesta e diligentemente; com esforço e zelo. E executar o ofício da melhor forma possível é parte fundamental na busca da santificação no trabalho; no entanto, santificou-se São José no seu trabalho especialmente porque amava mais que tudo a Jesus e a Santíssima Virgem, sua esposa: eram eles o sentido de seu trabalho. Uma vez que ambos tesouros lhes foram confiados pela Divina Providência, este homem justo e piedoso empenhava-se muito — e não temia o cansaço —, a fim de oferecer uma vida digna, ainda que modesta, à sua família.

O papel de São José na redenção do trabalho

A reta intenção de cumprir o seu dever e, unido a isso, o amor que tinha a Jesus e a Maria, santificaram São José dia após dia. Mas há ainda um outro aspecto que faz deste santo o modelo dos trabalhadores: o Cristo quis passar os primeiros trinta anos de sua vida oculta dedicando-se ao ofício de seu pai na terra. Sendo assim, o simples artesão de Nazaré, escolhido para a grande missão de ser o pai adotivo de Jesus, foi também destinado a ensinar-lhe o seu ofício de artesão. Foi São José quem ensinou Jesus a trabalhar — manejar ferramentas e construir mesas e portas.

O ofício de Jesus, o qual aprendeu com São José o valor e a dignidade do trabalho, redime o trabalho e o eleva. Além disso, indica para nós o que já está posto no Gênesis: Deus nos criou para que trabalhássemos. Portanto, o trabalho não é uma punição de Deus. Ao aprender de São José, Cristo nos ensina também a servir e amar os demais por meio de nosso trabalho, a fazer de cada atividade por menor que seja — e por humilde que seja — uma obra de salvação. Quanto de amor colocamos na realização de nosso trabalho cotidiano? É assim que santificamos cada tarefa que nos compete.

E, dessa maneira, São José, além de realizar de forma primorosa o seu ofício, participa da redenção do trabalho. A sua oficina é o lugar no qual Cristo assistiu o seu pai na terra e o imitou, a fim de mostrar a nós que o trabalho faz parte da vida humana e pode ser um meio de santificação. Não tenhamos medo de servir e de amar, ainda que venha o cansaço; pois “Qualquer trabalho, mesmo o mais escondido, mesmo o mais insignificante, oferecido ao Senhor, traz a força da vida de Deus!”4

Orações a São José Operário

“Ide a José” é a recomendação da Mãe Igreja. Como não recorrer àquele em quem o próprio Deus confiou? Se você procura um trabalho ou deseja realizar bem o seu ofício, “Ide a José”. Peçamos a São José a graça de cumprir a nossa vocação no trabalho cotidiano, realizando bem o nosso dever e amando e servindo a Deus na pessoa de nossos irmãos.

Oração a São José por um emprego

Amado São José, vós que tivestes que prover o sustento a Jesus e Maria, olhai com paternal compaixão para a minha angústia em prover o sustento de minha família. Rogo-vos, ajudai-me a encontrar o mais rápido possível um emprego, de modo que esta angústia seja tirada do meu coração e eu possa, o quanto antes, prover as necessidades daqueles que me foram confiados por Deus. Livrai-nos da amargura e do desânimo, de tal modo que possamos passar por esta prova espiritualmente fortalecidos e com ainda maiores bênçãos de Deus. Amém.

Oração a São José Operário

Dirigimo-nos a ti, ó bendito São José, nosso protetor na Terra como aquele que conhece o valor do trabalho e respondes prontamente a nossa invocação. Através de tua santa esposa, a Imaculada Virgem Mãe de Deus, e conhecendo o amor paternal que tu tiveste a Nosso Senhor Jesus, rogamos que nos assistas em nossas necessidades e nos fortaleças em nossos trabalhos. Pela promessa de realizar dignamente nossas tarefas diárias, livra-nos de cair no pecado, livra-nos da avareza, livra-nos de um coração corrompido. Sejas o solícito guardião de nosso trabalho, nosso defensor e fortaleza contra a injustiça e o erro. Seguimos teu exemplo e buscamos teu auxílio. Socorre-nos em nossos esforços, para assim podermos obter contigo o descanso eterno no Céu. Amém.

Oração a São José para antes do trabalho

Glorioso São José, modelo de todos os que se dedicam ao trabalho, obtém-me a graça de trabalhar com espírito de penitência para expiação dos meus numerosos pecados; de trabalhar com consciência, pondo o culto do dever acima de minhas inclinações; de trabalhar com recolhimento e alegria, olhando como uma honra empregar e desenvolver pelo trabalho os dons recebidos de Deus; de trabalhar com ordem, paz, moderação e paciência, sem nunca recuar perante o cansaço e as dificuldades de trabalhar, sobretudo com pureza de intenção e com desapego de mim mesmo, tendo sempre diante dos olhos a morte e a conta que deverei dar do tempo perdido, dos talentos inutilizados, do bem omitido e da vã complacência nos sucessos, tão funesta à obra de Deus! Tudo por Jesus, tudo por Maria, tudo a tua imitação, ó Patriarca São José! Tal será a minha divisa na vida e morte. Amém.


Reze também a Novena a São José Operário!








Oração pedindo emprego a São José Operário

 



Conheça e reze esta bela oração pedindo emprego a São José Operário, padroeiro de todos os que trabalham e buscam um trabalho.


São José Operário é modelo dos trabalhadores. Não deixe de fazer esta oração pedindo emprego a São José Operário:

Ó Meu querido São José, santo trabalhador, que em vida fizestes a vontade de Deus através do trabalho, sustentando com o pão honesto a boca de vosso filho Jesus, abri as portas do comércio e das indústrias para que eu possa conseguir um emprego.

Dai-me forças e coragem para não desistir ao primeiro “não”, e que a cada “não” eu alimente minha fé para buscar um “sim”. Que eu tenha a disposição de Santa Teresa d’Ávila, a humildade de São Francisco de Assis, a força e a perseverança de Santo Antônio. 

Orientai os senhores do poder para que a distribuição dos bens de nosso país seja mais justa, dando trabalho e riqueza suficiente a toda a gente.

Protegei nossas famílias para que não se deixem vencer pela seca, pelo medo, pela violência, pela falta de trabalho e dai-nos esperança renovada a cada domingo da Ressurreição.

Meu São José, padroeiro dos trabalhadores, não me deixeis sem o pão de cada dia e sem perspectiva de trabalho para sustentar honestamente minha família.

Prometo, com o dinheiro do salário pago de meu futuro emprego, ajudar a quem necessita e divulgar minha devoção por vós. Amém.

Depois de fazer esta oração pedindo emprego a São José Operário, reze também sua Novena.








Novena a São José Operário

 

Reze a Novena a São José Operário pela santificação do nosso trabalho e por um novo emprego se for o seu caso.

Convide mais pessoas para Rezar conosco a Novena a São José Operário para suplicar ao nosso querido pai a nossa santificação por meio do trabalho, um novo emprego ou a superação de alguma dificuldade no nosso emprego atual.

Quem é São José Operário?

Se Cristo trabalhou como nós, foi em uma profissão ensina por seu pai, São José. Carpinteiro, marceneiro, trabalhava com o manuseio de madeira. E ensinou Cristo, que as Escrituras registram ter sido chamado de “filho de José, o carpinteiro”.

Sem dúvida, a oficina de São José era um lugar santo, pois foi onde Cristo redimiu o trabalho, assumindo nossa humanidade e trabalhando com as suas mãos humanas.

A Igreja reconhece no trabalho um caminho de santificação para os seus fiéis e na figura de São José encontra um modelo para os trabalhadores, por isso a devoção a São José Operário.

Quando celebramos o dia de São José Operário?

No dia 01 de Maio, dia do trabalhador, nós celebramos São José Operário.

A Novena a São José Operário (Oraçãoes para todos dos dias)

Oração inicial para todos os dias

São José, pelo trabalho das tuas mãos e pelo suor do teu rosto, sustentaste Jesus e Maria, e tiveste o Filho de Deus como teu aprendiz.

Ensina-me a trabalhar como você fez, com paciência e perseverança, por Deus e por aqueles a quem Deus me deu para sustentar.

Ensina-me a ver nos meus funcionários e colegas de trabalho o Cristo que deseja estar neles, para que eu seja sempre caridoso e tolerante com todos.

Concede-me que olhe para o trabalho com os olhos da fé, para que nele reconheça a minha participação na atividade criativa de Deus e na obra de Cristo para a nossa redenção, e assim me orgulhe dele.

Quando for agradável e produtivo, lembre-me de agradecer a Deus por isso. E quando for pesado, ensina-me a oferecê-lo a Deus, em reparação pelos meus pecados e pelos pecados do mundo.

Ó bom pai, São José! Rogo-lhe, com todos os seus sofrimentos, tristezas e alegrias, que obtenha para mim o que agora peço: (faça seu pedido). 

Obtenha para todos aqueles que pediram minhas orações tudo o que lhes for útil no plano de Deus. Esteja perto de mim nos meus últimos momentos para que eu cante eternamente louvores a Jesus, Maria e José. Amém.

Reze um Pai Nosso, uma Ave Maria e um Glória ao Pai

Oração a São José Operário pedindo um emprego (oração final)

Ó Meu querido São José, santo trabalhador, que em vida fizestes a vontade de Deus através do trabalho, sustentando com o pão honesto a boca de vosso filho Jesus, abri as portas do comércio e das indústrias para que eu possa conseguir um emprego. Dai-me forças e coragem para não desistir ao primeiro “não”, e que a cada “não” eu alimente minha fé para buscar um “sim”. Que eu tenha a disposição de Santa Teresa d’Ávila, a humildade de São Francisco de Assis, a força e a perseverança de Santo Antônio. Orientai os senhores do poder para que a distribuição dos bens de nosso país seja mais justa, dando trabalho e riqueza suficiente a toda a gente. Protegei nossas famílias para que não se deixem vencer pela seca, pelo medo, pela violência, pela falta de trabalho e dai-nos esperança renovada a cada domingo da Ressurreição. Meu São José, padroeiro dos trabalhadores, não me deixeis sem o pão de cada dia e sem perspectiva de trabalho para sustentar honestamente minha família. Prometo, com o dinheiro do salário pago de meu futuro emprego, ajudar a quem necessita e divulgar minha devoção por vós. Amém.





sábado, 19 de abril de 2025

Regina Caeli: uma oração para o Tempo Pascal


Regina Caeli (Rainha do Céu) é uma tradicional e piedosa oração que deve ser recitada durante o Tempo Pascal, no lugar do Angelus. Saiba como rezá-la.

    Conheça a oração Regina Caeli (ou Regina Coeli), uma tradicional antífona mariana rezada durante o Tempo Pascal. Recomenda-se aos católicos que, desde o Domingo da Ressurreição até o dia de Pentecostes, rezem-a no lugar do Angelus.

    Por meio desta oração, a Igreja se une à Nossa Senhora, em grande alegria, pela ressurreição do seu Filho. Além disso, o “Alegrai-vos!” nos recorda as palavras com as quais o Anjo Gabriel saudou a Santíssima Virgem, no dia da Anunciação: “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo!”

Que este Tempo Pascal seja, portanto, uma grande oportunidade de nos alegrarmos verdadeiramente, todos os dias, porque o Senhor ressuscitou e está conosco.

Regina Caeli em português

℣. Rainha do Céu, alegrai-vos, aleluia.
℟. Porque quem merecestes trazer
em vosso seio, aleluia.

℣. Ressuscitou como disse, aleluia.
℟. Rogai a Deus por nós, aleluia.

℣. Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia.
℟. Porque o Senhor Ressuscitou verdadeiramente, aleluia.

Oremos: Ó Deus, que Vos dignastes alegrar o mundo com a Ressurreição do Vosso Filho Jesus Cristo, Senhor Nosso, concedei-nos, Vos suplicamos, que por Sua Mãe, a Virgem Maria, alcancemos as alegrias da vida eterna. 
Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

Versão original, em latim

℣. Regina Caeli, laetare, alleluia.
℟. Quia quem meruisti portare, alleluia.

℣. Resurrexit, sicut dixit, alleluia;
℟. Ora pro nobis Deum, alleluia.

℣. Gaude et laetare, Virgo Maria, alleluia.
℟. Quia surrexit Dominus vere, alleluia.

Oremus: Deus, qui per resurrectionem Filii tui Domini nostri Jesu Christi mundum laetificare dignatus es: praesta, quaesumus; ut, per eius Genitricem Virginem Mariam, perpetuae capiamus gaudia vitae. 
Per eumdem Christum, Dominum nostrum. Amen.





segunda-feira, 31 de março de 2025

Celebração de São José e o cuidado com as Famílias


Celebração de São José e o cuidado com as família
s

Na Carta Apostólica Patris Corde, o Papa Francisco apresenta a humanidade de José, sua presença e coragem ao assumir a paternidade de Jesus e as responsabilidades e funções na vida familiar.

A liturgia católica consagra a São José o dia 19 de março. Em virtude de sua função de carpinteiro que, com coragem e fé, assume Maria, grávida, como sua mulher e também a paternidade de Jesus.

Nesta ótica pode-se pensar os desafios de José: o primeiro foi aceitar Maria grávida de um filho que não era seu e que, segundo a justiça da época, deveria ser denunciada e como consequência a mulher seria apedrejada até a morte (cf. Dt 22, 23-24). Entretanto, a resposta de José após a visita do anjo Gabriel, é tomar Maria como sua esposa e assumir assim todos os desafios inerentes à criação de Jesus.

Um dado importante é que na Sagrada Escritura não tem uma palavra de José. Mas sua presença é notada e importante na condução da família e educação de Jesus. José é um homem simples que aceitou Maria como sua esposa e, com seu trabalho e suas mãos, foi o responsável por ensinar a Jesus o ofício de carpinteiro.

Na Carta Apostólica Patris Corde, o Papa Francisco apresenta a humanidade de José, sua presença e coragem ao assumir a paternidade de Jesus e as responsabilidades e funções na vida familiar. A Carta Apostólica é um documento curto; nela encontramos as virtudes de José, pai de Jesus: pai amável, pai de ternura, pai de obediência, pai de acolhida, pai de coragem criativa, pai trabalhador, pai na sombra. Desta maneira, José é aquele que, no silêncio, colocou-se atento aos desígnios de Deus.

Como um bom pai trabalhador, “São José era um carpinteiro que trabalhou honestamente para garantir o sustento da sua família. Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão fruto do próprio trabalho.” (PATRIS CORDE, 2020, n. 6). No exemplo de José, Jesus aprendeu o ofício de carpinteiro e também as tradições judaicas de seu povo. Aprendeu a cuidar e zelar pelo trabalho. Conheceu e aprendeu a manipular as ferramentas certas para cada tipo de madeira ou serviço. Conseguiu compreender a sua missão, atento ao que via na carpintaria de José, transformando um pedaço torto de madeira em lindos objetos.

Ao longo da vida de Jesus, José presenciou que o Menino crescia “em sabedoria, idade e graça diante do Senhor e das pessoas” (Lc 2,52). José, atento à realidade, buscava cumprir a sua missão de pai e protetor do Filho de Deus. Desta forma, José se fez presença na vida de Jesus e de sua família, desde o início ao ser corajoso com o parto de Maria, na fuga para o Egito, na região que moraria e nas tradições religiosas do seu povo. Por isso, Jesus viu seu pai trabalhando na carpintaria e se colocou ao serviço.

José é o fiel colaborador do Projeto de Deus! Assume a função de pai e esposo, além de ser responsável pela educação de Jesus, se coloca atento aos desígnios de Deus. Por isso em nossa realidade: “A pessoa que trabalha, seja qual for a sua tarefa, colabora com o próprio Deus, torna-se em certa medida criadora do mundo que a rodeia.” (PATRIS CORDE, 2020, n. 6).

De fato, diante da leitura atenta à Palavra de Deus, é possível observar o Pai da ternura que foi São José, como a carta Patris Corde nos apresenta: “A vontade de Deus, a sua história e o seu projeto passam também através da angústia de José. Assim, ele ensina-nos que ter fé em Deus inclui também acreditar que Ele pode intervir inclusive através dos nossos medos, das nossas fragilidades, da nossa fraqueza. E ensina-nos que, no meio das tempestades da vida, não devemos ter medo de deixar a Deus o timão da nossa barca. Por vezes queremos controlar tudo, mas o olhar d’Ele vê sempre mais longe.” (PATRIS CORDE, 2020, n. 2).

Francisco traz a imagem de José para os dias atuais como aquele pai que está atento à criação dos filhos e que sua ausência é sentida na formação dos indivíduos. Ressalta que as famílias estão comprometidas com a ausência do pai, por isso é preciso observar a figura paterna na formação da personalidade e do caráter de filhos e filhas. Por isso que, José, diante da realidade, é o pai do acolhimento.

Diante deste cenário, o Papa Francisco acrescenta que: “A crise do nosso tempo, que é econômica, social, cultural e espiritual, pode constituir para todos um apelo a redescobrir o valor, a importância e a necessidade do trabalho para dar origem a uma nova ‘normalidade’, em que ninguém seja excluído. O trabalho de São José lembra-nos que o próprio Deus feito homem não desdenhou o trabalho.” (PATRIS CORDE, 2020, n. 6).

A realidade social da época de José é bem diferente da nossa, mas a missão é a mesma: cuidar, acolher e proteger a família. Desta forma, na carpintaria de José, Jesus entendeu o que é lutar pelos fragilizados e pelos mais pobres. Com o suor de seu pai ele viu o alimento chegar até à mesa e, ao findar de cada dia, soube agradecer a Deus o dom da vida.

Jesus também atuou como membro de uma classe trabalhadora que levava o sustento da família para casa todos os dias. Desta maneira, a classe trabalhadora vê em José um exemplo de integridade e comprometimento com a família e o trabalho.

Hoje, José se apresenta na realidade de homens e mulheres que saem para trabalhar que cumprem os valores éticos e espirituais inerentes à função de pai e mãe, correndo riscos em defesa da família. São José é o santo das famílias, dos trabalhadores e, acima de tudo, dos pais que buscam, pela sua intercessão, um emprego, um conselho e a coragem para guiar a família.

José, como carpinteiro, sustentou a família com o suor de seu trabalho e, mais do que isso, foi mestre e guia para Jesus, ensinando-lhe o valor da profissão, da responsabilidade e da dignidade do trabalho. Recordar sua figura é fazer memória sobre a realidade dos trabalhadores e os desafios que ainda enfrentam na sociedade.

José não apenas trabalhava, mas transmitia seu conhecimento a Jesus, mostrando que o ofício é mais do que um meio de subsistência: é uma vocação, uma forma de contribuir para o bem comum. 

A lição de São José nos ensina que o trabalho deve ser digno e respeitoso, permitindo que cada pessoa sustente sua família com justiça e segurança. Como protetor dos trabalhadores, ele nos inspira a lutar por políticas públicas que garantam direitos, valorização profissional e condições justas de trabalho. A transmissão do ofício de pai para filho, como São José fez com Jesus, só é possível em uma sociedade que respeita e valoriza aqueles que constroem o presente e o futuro com suas mãos.

Que São José interceda por todos os trabalhadores, especialmente os mais vulneráveis. Que seu exemplo inspire governantes, empregadores e a sociedade a reconhecer que o trabalho não pode ser explorador, mas sim um caminho para a realização humana. Que sua proteção fortaleça aqueles que, com esforço e dedicação, constroem um mundo melhor.



As Sete Dores da Virgem Maria

 


As Sete Dores de Nossa Senhora 

        Costuma a piedade cristã venerar de modo especial as 7 (sete) dores de Maria Santíssima. Segundo uma antiga tradição, os cristãos recordam “as sete dores de Nossa Senhora”: momentos em que, perfeitamente unida ao seu Filho Jesus, pôde compartilhar de modo singular a profundidade de dor e de amor do Seu sacrifício. A Devoção às Sete Dores de Maria foi promovida pelas Servitas no século XIII. É uma poderosa prática espiritual que nos convida a meditar sobre os sofrimentos da Mãe de Deus. Ela consiste em rezar e meditar cada uma das dores, acompanhadas de um Pai-Nosso e uma Ave-Maria.

            1. A profecia de Simeão 

            2. A perseguição de Herodes e a fuga da Sagrada Família para o Egito 

            3. A perda do Menino Jesus no Templo de Jerusalém 

            4. O encontro desta Mãe admirável com Seu Filho, carregando a Cruz, no caminho para o Calvário 

            5. A Crucifixão de Nosso Senhor 

            6. Quando recebeu nos seus braços o corpo de Jesus Cristo, descido da Cruz 

            7. Quando depositou Jesus no sepulcro, ficando Ela em triste solidão 


ORAÇÃO INICIAL 

        Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores. Vosso Divino Filho tem vinculado à devoção de vossas Dores, particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas necessidades e perigos. Alcançai-nos, Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos méritos de vossas Dores e Lágrimas a graça ... 


            1. Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada de dor transpassaria o vosso coração , Mãe de Deus, ouvi a nossa prece. 

Pai Nosso... Ave-Maria... 

            2. Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egito apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para o salvar das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece. 

Pai Nosso... Ave-Maria... 

            3. Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece. 

Pai Nosso... Ave-Maria... 

            4. Pela dor que sofrestes Quando vistes o querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do Calvário, Virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece. 

Pai Nosso... Ave-Maria... 

            5. Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina Graça, ouvi a nossa prece. 

Pai Nosso... Ave-Maria... 

            6. Pela dor que sofrestes quando recebestes em vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da cruz, Mãe dos pecadores, ouvi a nossa prece. 

Pai Nosso... Ave-Maria... 

            7. Pela dor que sofrestes quando o corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando Vós na mais triste solidão, Senhora de todos os Povos, ouvi a nossa prece. 

Pai Nosso... Ave-Maria...


ORAÇÃO FINAL 

 Dai-nos, Senhora, a graça de compreender o oceano de angústias que fizeram de Vós a "Mãe da Dores", para que possamos participar de vossos sofrimentos e Vos consolemos pelo nosso amor e nossa fidelidade. Choramos convosco, ó Rainha dos Mártires, na esperança de ter a felicidade de um dia nos alegrarmos convosco no céu. 


Medite também: As Sete Palavras de Cristo na Cruz

As Sete Palavras de Cristo na Cruz




O profeta Isaías mostra-nos que Jesus Cristo foi para a cruz “como um cordeiro que se conduz ao matadouro (Ele não abriu a boca)” (Is 53,7).

Mas o Senhor quis deixar-nos as suas últimas palavras, já pregado na Cruz. Sabemos que as últimas palavras de alguém, antes da morte, são aquelas que expressam as suas maiores preocupações e recomendações. A Igreja sempre guardou essas “Sete Palavras” com profundo amor, respeito e devoção, procurando tirar delas todo o seu riquíssimo significado.

1 – “Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34)

Com essas palavras Jesus selava todo o seu ensinamento sobre a necessidade de “perdoar até os inimigos” ( Mt 5,44). Na Cruz o Senhor confirmava para todos nós que é possível, sim, viver “a maior exigência da fé cristã”: o perdão incondicional a todos. Na Cruz Ele selava o que tinha ensinado:

“Não resistais ao mau. Se alguém te feriu a face direita, oferece-lhe também a outra… Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis filhos do vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons” (Mt 5,44-48). “Se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”(Mt 6,14).

Certa vez Pedro perguntou-Lhe: “Senhor, quantas vezes devo perdoar meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?” “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18, 21-22).

2 – “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43)

Com essas palavras de perdão e amor ao “bom” ladrão, Jesus nos mostra de maneira inequívoca o oceano ilimitado de sua misericórdia. Bastou Dimas confiar no Coração Misericordioso do Senhor, para ter-lhe abertas, de imediato, as portas do Céu.
Não é à toa que a Igreja ensina que o pior pecado é o da desesperança, o de não confiar no perdão de Deus, por achar que o próprio pecado possa ser maior do que a infinita misericórdia do Senhor. Uma grande tentação sempre será, para todos nós, não confiar na misericórdia de Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus dizia: “como a misericórdia e a bondade do coração de Jesus são pouco conhecidas”! “Jesus, eu confio em Vós”.

3 – “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Mt 27,46)

Estas palavras, que também estão no Salmo 21, mostram todo o aniquilamento do Senhor. É aquilo que São Paulo exprimiu muito bem aos filipenses: “aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo” (Fil 2,8). Jesus sofreu todo o aniquilamento possível de se imaginar: moral, psicológico, afetivo, físico, espiritual, enfim, como disse o profeta: “foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas iniquidades…” (Is 53,5). Depois de tudo isto “ninguém tem mais o direito de duvidar do amor de Deus”. Será uma grande blasfêmia alguém dizer que Deus não lhe ama, depois que Jesus sofreu tanto para assumir em si o pecado de todos os homens e de cada homem. Paulo disse aos Gálatas: “Ele morreu por mim”(Gal 5,22).

4 – “Mulher, eis aí o teu filho”…“Filho, eis aí tua Mãe” (Jo19,26)

Tendo entregado-se todo pela nossa salvação, já prestes a morrer, Jesus ainda nos quiz deixar o que Ele tinha de mais precioso nesta vida, a sua querida Mãe. E como Jesus confiava nela! A tal ponto de querê-la para nossa Mãe também. Todos aqueles que se esquecem de Maria, ou, pior ainda, a rejeitam, esquecem e rejeitam também a Jesus, pois negam receber de Suas mãos, na hora suprema da Morte, o seu maior Presente para nós.

5 – “ Tenho sede! ” (Jo 19,28)

Dizem os Padres da Igreja que esta “sede” do Senhor mais do que sede de água, é sede de almas a serem salvas, com o seu próprio Sacrifício que se consumava naquela hora. E esta “sede” de Jesus continua hoje, mais forte do que nunca. Muitos ainda, pelos quais ele derramou o seu sangue preciosíssimo, continuam vivendo uma vida de pecado, afastados do amor de Deus e da Igreja. Quantos e quantos batizados, talvez a maioria, nem sequer vai à Missa aos domingos, não sabe o que é uma Confissão há anos, não comunga, não reza, enfim, vive como se Deus não existisse…

6 – “Tudo está consumado” (Jo 19,30)

Nos diz São João: “sabendo Jesus que tudo estava consumado…”, isto é, Jesus tinha plena consciência que tinha cumprido “toda” a sua missão salvífica, conforme o desígnio santo de Deus. Enquanto tudo não estava cumprido, Ele não “entregou” o seu espírito ao Pai. Assim, fica bem claro que a nossa salvação depende agora de nós, porque a parte de Deus já foi perfeitamente cumprida até às últimas consequências.

7 – “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46)

Confiando plenamente no Pai, que Ele fizera também nosso Pai ao assumir a nossa humanidade, Jesus volta para Aquele que tanto amava. É o seu destino, o coração do Pai; e é o nosso destino também. Ao voltar para o Pai, Jesus indica o nosso fim; o seio do Pai, o Céu.

“Vós sois cidadãos do Céu” (Fil 3,20), grita o Apóstolo; por isso, como diz a Liturgia, é preciso “caminhar entre as coisas que passam, abraçando somente as que não passam”.


Oração de Renúncia em Nome de Jesus


RENÚNCIA DO MAL E RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO


Senhor Jesus, por este sinal-da-cruz, envolva todos nós, nossos familiares e bens no Seu amor, no Seu poder e no Seu Sangue, para que o inimigo não nos possa prejudicar (fazer o sinal-da-cruz, Pelo sinal da Santa Cruz...).

    Em nome de Jesus Cristo, pelo Sangue derrama-do, pelas Suas cinco chagas, pela intercessão da Virgem Maria, a Imaculada, que esmagou a cabeça da serpente*

(
Repetir esta invocação antes de cada parágrafo)

... eu renuncio a satanás, autor de todo o mal, de todo pecado e pai de toda mentira!

... eu renuncio a todo espírito de impaciência e de raiva; de ressentimento e mágoa; de tensão nervosa e agressividade; de juízo temerário e presun-ção; de ira e ódio; de fofoca, mentira e calúnia!


... eu renuncio a todo espírito de desânimo e tristeza; de melancolia e solidão; de fracasso e frustração; de desconfiança do amor de Deus e do próximo; de auto-rejeição e autocondenação!

... eu renuncio a todo e qualquer espírito de medo: medo de Deus e de satanás; medo das pessoas, dos animais e das coisas; medo do futuro, da doença e da morte; medo de altura e
do escuro; medo de acidente e de assalto; medo de perder minha imagem e prestígio; medo de falar em público e testemunhar o Teu Evangelho; medo da perda de um familiar e da condenação eterna!

... eu renuncio a todo espírito de complexo e autopiedade; de ansiedade, angústia e preocu-pação; de traumas e doenças!

... eu renuncio a todo espírito de desequilíbrio emocional e psíquico; de autodestruição!

... eu renuncio a todo espírito de vingança; a todo desejo de fracasso e morte de meu irmão; a todo espírito de injustiça e exploração da pessoa humana!

... eu renuncio a todo espírito de revolta contra Deus, contra meu irmão e contra mim mesmo, não aceitando as minhas fraquezas!

... eu renuncio a todo espírito de avareza; de apego ao dinheiro, coisas, pessoas ou cargos!

... eu renuncio a todo espírito de gula, droga e fumo; a todo espírito de alcoolismo, blasfemia e sacrilégio!

... eu renuncio a todo espírito de ciúme e inveja; de preguiça e hipocrisia; de fingimento, falsi-dade e adulação!

... eu renuncio a todo espírito de palavrão e piada; de sexo e luxúria; de masturbação e fornicação; de prostituição e adultério; de homossexualismo e lesbianismo; de orgia e de farra!

... eu renuncio a todo espírito de auto-suficiência e egoísmo; de vaidade, orgulho e status; de materialismo e consumismo; de ambição e poder; de furto e roubo!

... eu renuncio a todo espírito de superstição e descrença; de dúvida e confusão religiosa; de horóscopo, sortista, cartomante, controle da mente, pirâmide, meditação transcendental!

... eu renuncio a todo espírito de idolatria e falsas religiões; de seicho-no-iê e igreja messiânica; de esoterismo, maçonaria e rosa-cruz!

... eu renuncio a todo espírito de magia negra e bruxaria; de espiritismo e umbanda; de macumba e saravá; de xangô e mesa branca de candomblé e congá; de curandeiro e benzedeira!

... eu renuncio a todos os espíritos e espíritos-guias, que invocaram sobre mim; a toda a he-rança de falsas religiões que trago dos meus antepassados!

... eu renuncio a todo espírito de exu e ogum; de oxóssi e iemanjá; ao espírito do caboclo e do preto velho; ao espírito do índio, sete flechas, pomba-gira; ao espírito de tranca-rua e São Jorge; ao espírito de São Cosme e Damião, ao espírito de São Cipriano e a todos os outros!

... eu renuncio, de todo o coração, a todo efeito de batismo, consagração ou cruzamento, relacionando minha pessoa ao espiritismo, à magia negra ou a outra falsa religião!

... eu renuncio a todos os remédios, passes espíritas, cirurgias e tratamentos feitos em cen-tros espíritas; a todos os trabalhos e despachos, maldições ou pragas e maus-olhados que lançaram sobre mim ou minha família

... eu renuncio a todos os objetos supersticiosos que trago comigo ou tenho em casa!

... eu renuncio a toda revista e filme pornográfico e a toda literatura, filmes e músicas contrários à să doutrina da salvação!

... eu renuncio a todo espírito do mundo e a todo modo de viver não cristão.

... eu ordeno a todo espírito mau do qual tenha sido libertado, que vá aos pés de Jesus, para que Ele disponha dele!

... eu proſbo a todo espírito mau que me tenha deixado, que torne a mim para me prejudicar!


Obrigado, Jesus, porque Você me libertou! Jesus Cristo é meu único Dono e Senhor! Deus é meu Pai! Maria é minha Mãe!

Crês em Deus Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra? - Creio.

Crês que Jesus Cristo é o Filho do Pai e morreu para te salvar? - Creio.

Crês que o Espírito Santo, amor do Pai e do Filho, habita em teu coração? - Creio.

Crês que a Igreja Católica é a única e verdadeira? - Creio.

Crês que és membro vivo desta Igreja? - Creio.

Crês que és responsável por seu nome e pela expansão do seu reino? - Creio.

Crês que devemos ajudar preferencialmente os mais pobres? - Creio.

Crês que a Bíblia é a Palavra viva do Deus vivo? Creio.

Crês que a Palavra de Deus liberta, cura, ali-menta e perdoa os pecados? - Creio.

Crês que Deus, sendo amor infinito, não criou o inferno? - Creio.

Crês que cada um cria o seu inferno quando, livre e conscientemente, se afasta de Deus? - Creio.

Crês que Jesus Cristo condena o amor livre, as relações pré-matrimoniais, o aborto, o meretrício e o divórcio? - Creio.

Crês que todos os males mortes, doenças, guerras - não provêm de Deus, mas do abuso da nossa liberdade? - Creio.

Crês que de todos os males, até do pecado, quando arrependido e confessado, Deus tem poder de tirar um bem maior? - Creio. (Rezar o Credo.)

Pe. Bernardo Schuster, SSJ

sexta-feira, 28 de março de 2025

E-books de Devoção à São José

 


São José nos é muito caro. 

    Homem de Deus, filho, esposo e Pai Nutrício do Filho de Deus, São José nos desperta a estarmos mais proximos de Deus por meio de sua vida escondida. Neste século que estamos vivendo tudo que e stá a nossa volta ou próximo de nós nos impulsiona a viver de forma agitada e sem tempo para a vida interior, e é neste aspecto que São José nos atrai, sua vida interior intensa ao lado de Jesus nos leva também a desejar "ser" como ele [São José], por isso que estamos nos esforçando para termos acesso a conteúdos que nos levem a crescer na compreensão de quem é São José.

Aqui disponibilizamos os e-books da Devoção a São José para o nosso crescimento.


E-book "Minhas Orações da Devoção a São José



E-book "Ofício do Glorioso São José"


E-book "Método Confessar-se Bem com o Auxílio do Glorioso São José"

]










Baixe Aqui


Deus te abençoe!

José João





segunda-feira, 24 de março de 2025

Como baixar o "E-book Ofício do Glorioso São José"



    A devoção a São José, com o impulso do Espírito Santo, desenvolveu-se pouco a pouco na Igreja, especialmente nos primórdios do século V, mas podemos dizer que sempre existiu entre o povo cristão. São José, escolhido para ser pai adotivo de Jesus, esposo da Virgem Maria e guarda e protetor da Sagrada Família, cumpriu de modo excelente sua missão, por isso o Senhor o convida: “Vem participar da alegria do teu Senhor”. Peçamos, portanto, sua intercessão, para que seu merecimento nos ajude a alcançar aquilo que, por nossas poucas forças, não alcançaríamos.


    Para compreender a missão augusta do humilde José, e ter a ideia exata da grandeza, a que o eleva este papel, é preciso considerar a economia do mistério da Encarnação. Representai-vos um grande quadro, no qual estejam pintados o Pai, seu Filho único, o Espírito Santo e a Santíssima Virgem, todos quatro resplandecentes de tanta glória e de tantas luzes quantos prodígios operam neste mundo. Mas ao invés do que aconteceu no quadro material, em que a sombra tem sempre por fim realçar as figuras, ou pô-las em relevo, aqui, ao contrário, é preciso uma sombra para temperar e mitigar o demasiado esplendor, afim de não ofuscar ou cegar os olhos mortais.

quarta-feira, 19 de março de 2025

São José levantou-se e fez como o Anjo lhe ordenou (Mt 1,24)

 Quando paramos para refletir, estudar e analisar cada detalhe do Evangelho de São Mateus onde estão narrados os poucos fatos da vida de São José, nos deparamos com algo extraordinário, que nos deixa perplexos sobre a vida deste homem escolhido por Deus: sua “prontidão” em executar tudo que Deus lhe fala por meio dos sonhos. Sabemos que a sagrada escritura nos mostra que Deus sempre falou com seu povo por meio dos sonhos, visões e etc. A Bíblia está cheia dessa manifestação de Deus para salvar seu povo. Com São José, Deus usou os sonhos para lhe indicar Sua vontade; essa prontidão de José nos indica a que grandeza de alma se encontrava em José, um homem disposto, dócil, humilde, que sabe ouvir para obedecer, um homem que não se perde com a agitação do mundo de sua época e que não se prende às normas vigentes da sociedade para tomar um decisão, mas que espera do seu Deus o direcionamento para sua vida, obstante havia intencionado algo que não prejudicasse Maria. O mais bonito em tudo isso é vermos a presteza de José, essa disposição interior de quem está pronto a executar qualquer ordem recebida, não se demora, não se opõe, nem coloca obstáculos, não tem como prioridade seus projetos, mas está aberto a acolher com “prontidão” o que Deus lhe designa.



Encontramos em São José o modelo de obediência, ele sai de cena para que apareça apenas a vontade do Pai celeste, sua paternidade se volta a ser a sombra do Pai celeste para Jesus. O Papa Francisco, na Patris Corde, ressalta a obediência de José e como foi usado por Deus para ensinar ao Filho a verdadeira obediência ao Pai do Céu.

José sente uma angústia imensa com a gravidez incompreensível de Maria, mas não quer difamá-la, e decide deixá-la secretamente (Mt 1,19). No primeiro sonho, o anjo ajuda-o a resolver o seu grave dilema: “Não temas receber Maria, tua esposa, pois o que Ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados” (Mt 1, 20-21). A sua resposta foi imediata: “Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo” (Mt 1,24). Com a obediência, superou o seu drama e salvou Maria. A obediência salva!


No segundo sonho, o anjo dá esta ordem a José: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para o matar (Mt 2, 13). José não hesitou em obedecer, sem se questionar sobre as dificuldades que encontraria: E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito, permanecendo ali até a morte de Herodes (Mt 2, 14-15). A obediência supera os obstáculos!

No Egito, com confiança e paciência, José esperou do anjo o aviso prometido para voltar ao seu país. Logo que o mensageiro divino, num terceiro sonho – depois de o informar que tinham morrido aqueles que procuravam matar o menino –, lhe ordena que se levante, tome consigo o menino e sua mãe e regresse à terra de Israel (cf. Mt 2, 19-20), de novo obedece sem hesitar: Levantando-se, ele tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel (Mt 2, 21). A obediência sofre as demoras de Deus!

Durante a viagem de regresso, porém, tendo ouvido dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de Herodes, seu pai, teve medo de ir para lá. Então advertido em sonhos – e é a quarta vez que acontece – retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré (Mt 2, 22-23). “Na nossa vida, muitas vezes, sucedem coisas, cujo significado não entendemos. E a nossa primeira reação, frequentemente, é de desilusão e revolta. Diversamente, José deixa de lado os seus raciocínios para dar lugar ao que sucede, por mais misterioso que possa aparecer a seus olhos”. A obediência nos torna resilientes perante as dificuldades!




Por sua vez, o evangelista Lucas refere que José enfrentou a longa e incômoda viagem de Nazaré a Belém devido à lei do imperador César Augusto relativa ao recenseamento, que impunha a cada um registrar-se na própria cidade de origem. E foi precisamente nesta circunstância que nasceu Jesus (cf. 2,1-7), sendo inscrito no registro do Império, como todos os outros meninos. A obediência nos traz Jesus!

O Papa conclui dizendo: “Em todas as circunstâncias da sua vida, José soube pronunciar o seu fiat, como Maria na Anunciação e Jesus no Getsêmani.

Na sua função de chefe de família, José ensinou Jesus a ser submisso aos pais (cf. Lc 2, 51), segundo o mandamento de Deus (cf. Ex 20, 12).


Só sabe obedecer aquele que sabe se recolher para escutar, é preciso aprender a ouvir, deixemos que São José nos eduque no recolhimento e no silêncio para ouvir a voz de Deus e não termos a nossa vida guiada de qualquer forma, mas sim pelos propósitos de Deus, assim como José se deixou guiar, deixando de lado seus esquemas, seus projetos, o que o mundo apresentava como modelo e certo a se fazer para fazer só o que agradava a Deus.

Peçamos a São José essa graça de sermos agradáveis a Deus em tudo em nossa vida, pois ele soube viver no silêncio e na humildade, entregando-se, todos os dias, à vontade de Deus.


Leia também:


“São José, pedimos seu auxílio nesses momentos em que estamos, quando tudo nos assola e nos deixa agitados. Estamos como que imersos em um mar gigantesco de situações e, muitas vezes, esquecemo-nos de parar e ouvir a Deus. Pedimos-te, São José, ensina-nos a silenciar, a calar, a nos recolher para ouvir a voz a Deus, a sermos sinceros conosco mesmo de que não podemos nos conduzir como cegos, mas que precisamos da luz de Deus em nossa vida. Intercede por nós, ó bom José! Queremos seguir teu exemplo de obediência e prontidão na vontade de Deus. São José, intercede ao teu Filho. Amém.

Deus abençoe,
José João








sexta-feira, 14 de março de 2025

São José, Pai na obediência

 


Para escutar, é preciso a virtude da humildade, aprendamos com São José a sermos humilde.

Quando lemos o primeiro livro da Bíblia (Gênesis), mais precisamente no relato da criação, podemos observar uma expressão muito bonita nos lábios de Deus que aparece repetidas vezes: “Faça-se”. No hebraico (iehi), no latim “fiat”! Para tudo quanto Deus quis que existisse Ele, simplesmente pela força de Sua Palavra, chamou à existência! “Fiat cellum et terram” (faça-se o Céu e a Terra) e tudo o mais quanto existe!

Ora, esta mesma expressão aparecerá novamente no Novo Testamento, no Evangelho de S. Lucas, mas desta vez nos lábios de Maria Santíssima! Quando o Arcanjo S. Gabriel, porta-voz de Deus, vem trazer a notícia de que Deus desejava salvar o mundo todo através de Maria Santíssima que geraria seu único Filho de modo virginal, a Virgem após ouvir o convite diz: “Fiat” (Fiat mihi secundum verbum tuum. Faça-se em Mim segundo a tua Palavra). Uma clara alusão à primeira criação degradada pelo pecado, e o início de uma nova criação, uma recapitulação de todas as coisas através do “fiat” do novo Adão e da nova Eva.

Ora, assim como pela desobediência de nossos primeiros pais a morte entrou no mundo, é pela obediência, do Senhor Jesus e da Virgem Maria, que a salvação se torna possível! Contudo, o papa Francisco na Patris Corde, ressalta que há um outro “fiat” (faça-se) também muito importante, mas por vezes esquecido, que é o “fiat” de S. José! E o papa resume essa docilidade de José, esse seu “sim” incondicional a Deus de forma muito bonita. Relembremos os “fiats” de José na Sagrada Escritura…

1.José sente uma angústia imensa com a gravidez incompreensível de Maria: mas não quer «difamá-la», e decide «deixá-la secretamente» (Mt 1, 19). No primeiro sonho, o anjo ajuda-o a resolver o seu grave dilema: «Não temas receber Maria, tua esposa, pois o que Ela concebeu é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados» (Mt 1, 20-21). A sua resposta foi imediata: «Despertando do sono, José fez como lhe ordenou o anjo» (Mt 1, 24). Com a obediência, superou o seu drama e salvou Maria. A obediência salva!

2.No segundo sonho, o anjo dá esta ordem a José: «Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e fica lá até que eu te avise, pois Herodes procurará o menino para o matar» (Mt 2, 13). José não hesitou em obedecer, sem se questionar sobre as dificuldades que encontraria: «E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito, permanecendo ali até à morte de Herodes» (Mt 2, 14-15). A obediência supera os obstáculos!

3.No Egito, com confiança e paciência, José esperou do anjo o aviso prometido para voltar ao seu país. Logo que o mensageiro divino, num terceiro sonho – depois de o informar que tinham morrido aqueles que procuravam matar o menino –, lhe ordena que se levante, tome consigo o menino e sua mãe e regresse à terra de Israel (cf. Mt 2, 19-20), de novo obedece sem hesitar: «Levantando-se, ele tomou o menino e sua mãe e voltou para a terra de Israel» (Mt 2, 21). A obediência sofre as demoras de Deus!

4.Durante a viagem de regresso, porém, «tendo ouvido dizer que Arquelau reinava na Judeia, em lugar de Herodes, seu pai, teve medo de ir para lá. Então advertido em sonhos – e é a quarta vez que acontece – retirou-se para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré» (Mt 2, 22-23). “Na nossa vida, muitas vezes sucedem coisas, cujo significado não entendemos. E a nossa primeira reação, frequentemente, é de desilusão e revolta. Diversamente, José deixa de lado os seus raciocínios para dar lugar ao que sucede e, por mais misterioso que possa aparecer a seus olhos”. A obediência nos torna resilientes perante as dificuldades!

5.Por sua vez, o evangelista Lucas refere que José enfrentou a longa e incômoda viagem de Nazaré a Belém, devido à lei do imperador César Augusto relativa ao recenseamento, que impunha a cada um registrar-se na própria cidade de origem. E foi precisamente nesta circunstância que nasceu Jesus (cf. 2, 1-7), sendo inscrito no registro do Império, como todos os outros meninos. A obediência nos traz Jesus!

O papa conclui dizendo: “Em todas as circunstâncias da sua vida, José soube pronunciar o seu «fiat», como Maria na Anunciação e Jesus no Getsêmani.

    A origem da palavra “obediência” está no latim: oboedientia, associada ao verbo obedecer, na raiz oboedescere. Ob + audire” nela está escondido o verbo “audire” que é “escutar”. Donde a ideia de saber escutar com respeito à mensagem recebida como comando ou ordem. Ou seja, não se obedece se não se escuta! Por isso mesmo, para o judeu o maior mandamento é “Shemá Israel” (escuta Israel). Nosso povo entendeu bem este conceito, mesmo sem muito estudo, quando vemos a mãe que se dirige de forma aflita ao filho desobediente e lhe diz: “filho, escuta teu pai”. Ora, não é que o filho não está escutando, e sim, que ele não está obedecendo!

A gente dificilmente ouve sem interromper! E com Deus, fazemos a mesma coisa! Nossas liturgias vão se tornando cada vez mais ruidosas, nelas quase não há o espaço para o silêncio. As pausas após o “Oremos” previstas no Missal, vão desaparecendo, assim como o silêncio após a homilia (também previsto no Missal), após a Comunhão, etc. Creio que São José e Maria nos dizem hoje: “filhos, escutem vosso Pai”!

Por fim, para escutar, é preciso a virtude da humildade, reconhecer que não se sabe tudo, que precisamos de conselhos, de direção, que podemos aprender com o próximo e com Deus, em outras palavras, que não somos autossuficientes, mas precisamos de Deus e do irmão!

    A obediência a Deus se reflete também na obediência às autoridades por Ele constituídas! O papa diz que Jesus aprendeu a obediência na escola de José. S. Lucas diz que o menino Jesus era obediente aos seus pais terrenos. Também os filhos devem obediência aos seus pais, a exemplo de Jesus, nós às autoridades da Igreja, àqueles que também são nossos pais: os padres, os bispos de maneira especial, ao Santo Padre, o papa!

Hoje vê-se tristemente filhos que se dizem tementes a Deus, mas não respeitam seus pais, católicos que desobedecem ao papa, os bispos e os párocos porque o orgulho lhes fechou o coração!

Santa Faustina no Diário, número 939, escreveu: “O demônio pode ocultar-se até sob o manto da humildade, mas não pode vestir o mando da OBEDIÊNCIA”. E santo Agostinho disse: “Foi o orgulho que transformou anjos em demônios, mas é a humildade que faz de homens anjos.”

Perguntemo-nos hoje, contemplando a imagem de S. José como anda nossa capacidade de escuta, escuta da Palavra de Deus, escuta do próximo sem interrompe-lo, como anda nossa obediência à vontade perfeita e soberana de Deus, aos seus representantes na Terra, o papa, os bispos e os padres. Enfim, como anda em nós a virtude da humildade sem a qual, de acordo com a Palavra é impossível agradar a Deus que “resiste aos soberbos, mas dá Sua graça aos humildes”?

Autor: Padre Wagner Lopes Ruivo


Leia também: O Ministério Petrino dos Papas inspirado em São José